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Geografia

Qualidade de Vida

Angelo Carvalho
Publicado por Angelo Carvalho
Última atualização: 15/11/2018

Introdução

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Qualidade de Vida é “a percepção do indivíduo de sua inserção na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.

Esse conceito visa analisar e compreender a realidade de uma sociedade por meio de elementos quantificáveis e concretos que podem ser transformados pela ação humana. 

A análise desses elementos considera fatores como alimentação, acesso à saúde, emprego, saneamento básico, educação, transporte, bem estar espiritual, físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, como família e amigos.

Utilizando esses fatores, é possível realizar uma análise da qualidade de vida, por meio de dados quantitativos e qualitativos coletados dos grupos estudados, que possibilitam traçar um perfil do grupo ou de um indivíduo em relação ao seu acesso a bens e serviços.

A análise da Qualidade de Vida de uma população sob um aspecto subjetivo também considera questões históricas, sociais e culturais. Além disso, esse estudo não busca apenas uma caracterização dos níveis de vida a partir de apenas dados objetivos; ele também procura relacionar com fatores emocionais, expectativas e possibilidades dos indivíduos ou grupos em relação às suas realizações e a percepção que estes têm de suas vidas

A partir dos perfis traçados, são elaborados índices estatísticos de referência sobre a situação socioeconômica da população. Com esse tipo de estudo é possível planejar ações estruturadas voltadas à melhoria da Qualidade de Vida dos integrantes da população.

Avaliação da Qualidade de Vida

Existem diversas formas de avaliar a Qualidade de Vida de uma população, não existindo um padrão-ouro para tal. Entre os indicadores utilizados na análise desse conceitos, há os de natureza objetiva e os de natureza subjetiva.

Indicadores de natureza objetiva

Os indicadores de natureza objetiva observam quantitativamente a presença ou a ausência de determinados elementos nos grupos estudados e a intensidade dessas circunstâncias.

Os pontos positivos desses indicadores são a facilidade de obtenção de dados e a elaboração de índices gerais relativos às condições da Qualidade de Vida dos grupos analisados.

Essa vantagem se deve ao fato de que os dados utilizados para elaboração desses indicadores vêm de análises realizadas na sociedade, por meio de índices ligados às áreas como da saúde, educação, transporte, alimentação e não por meio de intervenções individuais.

IDH

Uma das formas mais tradicional de se avaliar a Qualidade de Vida em grandes populações é por meio do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Esse indicador considera aspectos socioeconômicos e avalia também questões de saúde, abordando no cálculo desse índice a expectativa de vida ao nascer e a taxa de mortalidade da população.

O IDH varia de zero a um sendo:

  • Baixo nível de Qualidade de Vida: IDH abaixo de 0,550;
  • Médio nível de Qualidade de Vida: IDH entre 0,550 e 0,699;
  • Alto nível de Qualidade de Vida: IDH entre 0,700 e 0,799;
  • Muito Alto nível de Qualidade de Vida: IDH acima de 0,800.

IDH classificado por país, onde: Azul escuro - IDH Muito Alto; Azul - IDH Alto; Azul Claro - IDH Médio, Azul gelo - IDH Baixo e Cinza - Ausência de dados.IDH classificado por país: Azul escuro = IDH Muito Alto; Azul = IDH Alto; Azul Claro = IDH Médio; Azul gelo = IDH Baixo e Cinza = Ausência de dados.

PEA

Outro indicador que trata da Qualidade de Vida da população é o percentual da População Economicamente Ativa (PEA) por ramo de atividade.

Segundo pesquisadores, um dos grandes avanços da humanidade é a diminuição da mão-de-obra empregada na agricultura em favor dos empregos no setor industrial e serviços. 

Isso porque, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) realizado em 2001 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os indicadores do trabalho rural estão associados às condições de vida precárias se comparados com a vida na cidade. No campo há maior incidência de doenças infectocontagiosas, maior pobreza, menor expectativa de vida e pouco acesso à serviços.

De acordo com uma visão desenvolvimentista, com a queda do percentual de mão-de-obra empregada na agricultura, supõe-se que maior é o desenvolvimento agrícola, pois menor quantidade de trabalhadores rurais indica maior número de máquinas, aumento na produção e maior produtividade, resultando em maior desenvolvimento econômico.

Indicadores de natureza subjetiva

Os indicadores de natureza subjetiva observam como os indivíduos se sentem ou que percepção estes têm de suas vidas, ou como percebem o valor dos bens materiais como base para Qualidade de Vida.

Esses indicadores possuem o entendimento de que só é possível falar em Qualidade de Vida a partir da análises da percepção individual das pessoas sobre a própria vida. Por isso, esse estudo é realizado por meio de informações dadas pelos indivíduos e não por órgãos generalizantes, como é feito nos indicadores de natureza objetiva.

Um questionamento pessoal simples pode se mostrar um critério fraco para a análise da Qualidade de Vida, uma vez que esse conceito depende de inúmeras variáveis. Logo, esses indicadores buscam avaliar tanto questões pessoais de percepção, quanto a presença de bens materiais na vida dos indivíduos.  

WHOQOL-100

No início da década de 90, a OMS constatou a falta de um indicador que avaliasse a Qualidade de Vida dentro de uma perspectiva inteiramente individualista. Para isso, ela criou o Grupo de Qualidade de Vida (Grupo WHOQOL) para desenvolver um projeto de mesmo nome.

O indicador WHOQOL-100 consiste em um formulário com cem perguntas referentes a seis domínios: físico, psicológico, nível de independência, relações sociais, meio ambiente e espiritualidade/religiosidade/crenças pessoais.

Com o WHOQOL-100 é possível realizar uma análise subjetiva da Qualidade de Vida de uma população de acordo com a interpretação dos sujeitos sobre sua realidade histórica, social, econômica e de saúde.


Exercícios

Exercício 1
(FATEC/2013)

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar a qualidade de vida oferecida por um país aos seus habitantes, levando em consideração três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde.

O IDH vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país. Analise a tabela a seguir:

Pode-se concluir corretamente que:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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