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História Geral

Segunda Guerra Mundial

Otávio Spinace
Publicado por Otávio Spinace
Última atualização: 20/8/2018

Introdução

Pouco mais de 20 anos após o término da Primeira Guerra Mundial, a Europa entra em um novo conflito, ainda mais brutal do que o anterior, e que mais uma vez ultrapassa as fronteiras do continente.

Em 1939 tinha início a Segunda Guerra Mundial, o maior conflito militar da história. Até seu término, em 1945, fez uma grande quantidade de vítimas e deixou um legado de atrocidades até então inéditos.

A ascensão dos regimes totalitários e a política de apaziguamento

Para entender as causas do novo conflito, é necessário voltar para a Primeira Guerra Mundial.

A situação da Europa no pós-guerra e a imposição do Tratado de Versalhes à Alemanha acentuaram a crise econômica pela qual o país passava. As condições de vida se tornaram ainda piores após a crise de 1929 - que começou nos Estados Unidos, mas atingiu todos os países do mundo capitalista.

Esse cenário de crise econômica, associado aos conflitos não resolvidos na Primeira Guerra Mundial, alimentou o sentimento de revanche e a ação de grupos nacionalistas no continente europeu.

Desse modo, o período entreguerras, que dura de 1918 a 1939, é marcado pela ascensão dos regimes totalitários na Europa. Em especial, destacamos o nazismo, na Alemanha, e o fascismo, na Itália.

Esses regimes concentraram o poder de Estado em torno de alguns líderes, acabaram com as oposições e elegeram inimigos, internos e externos, como formas de unificar a nação.

No caso alemão, Adolf Hitler chegou ao poder com promessas de restaurar a “grande Alemanha” através do Terceiro Reich (Terceiro Império Alemão), o que incluía expandir o território alemão e recuperar o que haviam perdido na Primeira Guerra.

De outro lado, as democracias liberais da Europa, em especial França e Inglaterra, reagiram com pouco vigor à ascensão de Hitler e ao descumprimento de cláusulas do Tratado de Versalhes. 

Temendo uma nova guerra, ainda sem se recuperar plenamente do primeiro conflito e reconhecendo a dureza imposta pelo acordo de paz, britânicos e franceses optaram por uma política de apaziguamento.

Esta política foi conduzida em especial pelo primeiro-ministro inglês no período de 1937 a 1940, Neville Chamberlain. A forte oposição que o führer alemão fazia ao comunismo também contribuiu para que França e Inglaterra preferissem não entrar em conflito com a Alemanha.

Desse modo, a política de apaziguamento se baseava na ideia de que, se algumas de suas reivindicações fossem atendidas, a Alemanha ficaria satisfeita e não criaria grandes problemas. 

O acirramento dos conflitos e o início da guerra 

Antes de chegar ao poder, Hitler já havia firmado os preceitos do nazismo em seu livro Mein Kampf. Dentre eles, destacamos a crença na superioridade da raça ariana e a defesa de um espaço vital para o desenvolvimento dos povos alemães.

Com isso, além de subjugar povos não-germânicos que viviam na Alemanha, como os judeus e os ciganos, a questão do espaço vital previa a expansão da Alemanha e criação de um grande estado para os povos germânicos. 

Na prática, o expansionismo alemão se iniciou pela anexação da Áustria, em 1938, sob a justificativa de que lá vivia uma maioria de alemães. A ação do führer foi legitimada por um plebiscito, e não houve grandes protestos por partes das potências europeias.

Logo em seguida, Hitler passou a reivindicar o território dos Sudetos, então parte da Tchecoslováquia, sob a mesma justificativa. Novamente não houve uma resistência efetiva por parte das grandes potências e a Alemanha passou a avançar por áreas da Tchecoslováquia que iam além dos Sudetos.

Temendo ser a próxima a ser invadida, a Polônia celebra um acordo de proteção com a Inglaterra. A Alemanha, por sua vez, fez um acordo com a Itália fascista de Mussolini, e assim começaram a se desenhar as alianças militares que entrariam em confronto em pouco tempo.

Podemos dividir a Segunda Guerra Mundial em duas fases:

  • a guerra na Europa, durante 1939 e 1940;
  • e quando o conflito se torna de fato mundial, de 1941 até seu encerramento em 1945.

A guerra na Europa

No dia 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia, e dois dias depois França e Inglaterra declaram guerra à Alemanha. Assim se inicia a Segunda Guerra Mundial.

Os primeiros dois anos de conflito foram marcados pela superioridade militar alemã. Através da estratégia da blietzkrieg (guerra relâmpago), os aviões alemães bombardeavam os alvos adversários em ações surpresa e rapidamente o exército ocupava os territórios atingidos.

Assim, em menos de um ano, os alemães já haviam invadido Polônia, Dinamarca, Noruega, Bélgica e Holanda, quando, em junho de 1940, completam a invasão da França e tomam Paris. 

O único país que ainda resistia aos ataques nazistas era a Inglaterra, que passou a abrigar parte dos refugiados que permaneceu na resistência contra a Alemanha.

A guerra mundial

Depois do domínio quase total do território continental da Europa, Hitler expande as frentes de batalha para a África, ainda sob o estigma da disputa colonial, e prepara também a invasão da União Soviética.

Rompendo um acordo de não agressão que havia sido firmado com Stalin dois anos antes (Pacto Molotov–Ribbentrop), em junho de 1941 as tropas alemães iniciam a invasão do território soviético.

Apesar de conquistar vitórias iniciais e impor uma série de perdas aos soviéticos, a estratégia de resistência do Exército Vermelho se mostrou eficaz, e os nazistas acabaram por consumir grandes esforços na frente soviética, mas sem conquistar seu objetivo final.

Por sua vez, os Estados Unidos permaneciam isolados do conflito, apesar dos esforços da Inglaterra para que o país entrasse na guerra contra os alemães.

No entanto, a principal preocupação americana era com o expansionismo do Japão, aliado da Alemanha, na região do Pacífico, ameaçando zonas de influência dos Estados Unidos.

Em dezembro de 1941, os japoneses atacam Pearl Harbor, principal base naval americana localizada no Havaí. O ataque provocou grandes perdas humanas e virou a opinião pública nos Estados Unidos, que passou a apoiar a entrada na guerra.

Desse modo, se configurou a divisão em dois grandes blocos que disputaram a Segunda Guerra Mundial: os Aliados, formados principalmente por Inglaterra, Estados Unidos, União Soviética e França (antes de cair para os nazistas); e o Eixo, liderado por Alemanha, Itália e Japão.

O desenvolvimento do conflito se dá entre avanços e retrocessos de cada um dos lados, mas a partir de 1942 vai se desenhando uma vitória das forças aliadas.

O fim da guerra e a vitória dos Aliados

A invasão da URSS fracassa e, depois da batalha de Stalingrado, o Exército Vermelho passa a avançar em direção a Berlim. No norte da África, tropas inglesas e americanas impõem nova derrota às forças do Eixo e passam a ter controle da região.

Em 1943, a Itália é invadida e Mussolini é deposto e preso. Em 6 de junho de 1944, forças aliadas desembarcam na França, no que ficou conhecido como Dia D, e fazem recuar as tropas nazistas que dominavam a região.

Finalmente, em abril de 1945, o Exército Vermelho chega a Berlim. Hitler, que estava escondido em um bunker, comete suicídio, o que culmina com a rendição alemã em 8 de maio.

As bombas atômicas

Apesar do fim da guerra na Europa, a frente de batalha do Pacífico continuou por mais alguns meses.

Para encerrar o conflito e mostrar seu poder para a União Soviética, nova superpotência que emergia com o final da guerra, os Estados Unidos lançam duas bombas atômicas no Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, em 6 e 9 de agosto, respectivamente.

potencial destrutivo das bombas nucleares superava todos os armamentos que haviam sido utilizados até então na história da humanidade, causando a destruição total das cidades atingidas. Até hoje, foram as únicas armas atômicas utilizadas fora de testes.

Dias depois, em 15 de agosto de 1945, o Japão se rende e encerra definitivamente a Segunda Guerra Mundial.

Resultados

A Segunda Guerra Mundial, de uma maneira ainda mais intensa do que sua antecessora, remodelou o mundo. O terror do holocausto nos campos de concentração nazistas e das bombas atômicas marcaria o mundo dali em diante.

  • Instituições multilaterais, como a Organização das Nações Unidas, inspirada na Liga das Nações, surgem para mediar os conflitos internacionais e defender os direitos humanos;
  • independência das últimas colônias na África e na Ásia ganha um impulso definitivo; 
  • O mundo caminha para uma nova polarização, desta vez entre um bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e um bloco comunista, liderado pela União Soviética, dando início à Guerra Fria.
Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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