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Universidades

Alternativa sustentável: alunos da PUC-Campinas produzem material de limpeza que evita intoxicações

por Marina Borges em 23/09/19

Visando sustentabilidade e preservação da saúde, um grupo de estudantes da Faculdade de Química da PUC-Campinas, sob a coordenação do professor Marcelo Jannini, está produzindo material de limpeza alternativo com objetivo de anular a toxicidade dos produtos e melhorar a qualidade em que os profissionais domésticos trabalham. 

Com idealização de Jannini, o projeto de extensão teve início em 2014. “A  ideia surgiu a partir do índice elevado de internação em hospitais em decorrência da intoxicação provocada por produtos de limpeza, sejam eles comerciais ou clandestinos vendidos sem regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, conta o coordenador.

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Equipe do projeto (Foto: Reprodução/ PUC-Campinas)

O projeto está vinculado ao Sindicato de Trabalhadores Domésticos de Campinas e, com orientação do professor, os alunos da graduação realizam um trabalho de conscientização, guiando os profissionais sobre a utilização correta dos produtos de limpeza. Por meio de oficinas, ensinam como fazer os produtos utilizando materiais caseiros, quais os cuidados necessários se deve ter para evitar intoxicações e quais os riscos causados pela mistura de diferentes tipos de produtos químicos, utilizados normalmente nas residências.

“Geralmente, os trabalhadores domésticos não sabem exatamente qual o efeito da fórmula dos produtos de limpeza que utilizam, principalmente quando estes são clandestinos", destaca o coordenador. "Por esse motivo, é tão importante a conscientização voltada a esse público."

Não existe rentabilidade na iniciativa, uma vez que esta faz parte de uma ação filantrópica da universidade. No projeto, são levantados formulários com os trabalhadores domésticos para coletar informações, como quais são os produtos que causam mais incidentes. Nesse contexto, produtos de limpeza alternativos são desenvolvidos – os chamados produtos verdes, materiais sem toxicidade, utilizados na cozinha, como bicarbonato, sabão neutro, vinagre e derivações destes, com um custo reduzido.

Os alunos testam os produtos, observam a eficiência e depois passam as receitas para os trabalhadores domésticos. Quando possível, há também a realização de oficinas para ensinar como produzir os próprios materiais com receitas simples que podem ser feitas em casa.

Segundo Marcelo Jannini, um dos produtos com aceitação muito alta foi o multiuso, trazido recentemente para utilização na universidade. “Substituímos todos os multiusos comerciais da PUC-Campinas pelos alternativos. São produzidos 440 litros por mês, isso faz parte de um eixo estratégico da faculdade, visando sustentabilidade, além de redução nos custos, já que o alternativo gera economia de seis mil reais por ano. Existe agora um projeto para desenvolvermos um desinfetante e um detergente com esse viés também”.

A partir disso, os trabalhadores domésticos têm a opção, uma vez conscientizados, de fazer esses produtos em suas próprias casas e, se possível, utilizá-los nos estabelecimentos ou nas residências em que trabalham. Nesses casos, porém, o uso depende da aceitação dos empregadores.

Atualmente, seis alunos do curso de Engenharia Química participam do projeto tanto na produção quanto nos treinamentos de trabalhadores. O objetivo é aumentar a fabricação para atender toda PUC-Campinas e também começar a fazer outros tipos de produtos de limpeza. Além da segurança para os profissionais, os materiais produzidos pelos estudantes têm vantagens ambientais.

(Foto: Reprodução/ PUC-Campinas)

Além do contato dos estudantes com o projeto em si, eles têm a oportunidade de participar de congressos internos de divulgação e concorrem a premiações com os trabalhos desenvolvidos durante o ano. Por meio da iniciativa, ainda podem enviar suas produções para congressos de extensão que acontecem em várias universidades brasileiras. “É uma oportunidade que os estudantes têm de produzir conhecimento e levar isso para divulgação, enriquecendo o currículo e aprimorando a capacidade de falar em público. Tudo isso ajuda muito quando vão para o mercado de trabalho”, relata Jannini.

É importante destacar que, ao desenvolver produtos alternativos, os alunos testam a eficiência bactericida dos mesmos em laboratório. É realizado um teste de inibição de gás carbônico para avaliar a atividade bactericida. De acordo com o coordenador, não faria sentido produzir um desinfetante, por exemplo, que não limpasse a superfície. Apesar do produto alternativo não atingir o apelo do comercial, este não traz os riscos dos vendidos em larga escala, anulando a toxicidade, o que não acontece nos comerciais, já que possuem elementos tóxicos em sua composição.

“O mais interessante destes testes é que avaliamos a atividade bactericida dos produtos clandestinos também. E, analisando as amostras, chegamos à conclusão que a atividade bactericida deles é praticamente nula, ou seja, é um produto bonito, colorido, com cheiro agradável, mas que não se presta ao papel destinado. Temos vários relatos de profissionais domésticos que trabalham em locais que utilizam os clandestinos, então percebo o quão necessária é essa conscientização. Estamos desenvolvendo um trabalho importante na universidade”, destaca o coordenador.

Além de garantir segurança para os profissionais, o material produzido pelos estudantes tem vantagens ambientais e geram economia nos gastos de manutenção dos prédios da instituição. A PUC-Campinas tem investido em sustentabilidade e projetos como a instalação de uma usina fotovoltaica, redução de gastos de energia e água, com trocas de lâmpadas e torneiras, o desenvolvimento de um novo conceito de veículo elétrico e os planos de reutilização de materiais em diversas aplicações são algumas das ações sustentáveis da universidade.

Correspondentes Quero: Conteúdo independente, feito por estudantes, sobre universidades do Brasil - Revista Quero

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