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Com a pandemia se mantendo, como fica a educação a distância em 2021?

Por Abed

Um ano após o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, muitas são as dúvidas sobre quando o mundo inteiro deve ter de volta sua “vida normal”

Na área da Educação, por exemplo, especialistas tentam traçar perspectivas para esse cenário desafiador, em um dos setores que sofreu grande impacto com a Covid-19 e o isolamento social.

O Brasil é um dos poucos países do mundo a manter as escolas fechadas e está há um ano com as aulas presenciais suspensas em todo território nacional. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), no fim do ano passado*, 67% dos alunos se queixavam de dificuldades em estabelecer e organizar uma rotina diária de estudos. 

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Ainda segundo o levantamento, 82,6% dos estudantes acreditavam que a falta do contato presencial com amigos afeta os estudos e a aprendizagem, enquanto 72,6% consideravam que o estudo remoto é pior em comparação com as aulas presenciais.

A volta às aulas divide opiniões, sendo que de um lado há os que defendem a reabertura das escolas apenas quando houver vacina para a Covid-19, já do outro há os que acreditam na reabertura gradual, com progressiva retomada do ensino presencial, mediante a observância dos protocolos sanitários.

No entanto, com o aumento do número casos e de mortes pela doença em várias cidades do País, houve novamente a suspensão das aulas presenciais em diversas instituições de ensino brasileiras, seguindo a determinação de cada estado.

Para o conselheiro da Abed, Prof. Dr. Jair dos Santos Júnior, também fundador da Santos Jr. Consultoria Educacional, a pandemia no Brasil é marcada pela ineficiência do governo atual, seja no combate ao Covid-19, nas manobras de incentivo da economia ou na ineficaz tentativa de, ao menos, refrear os impactos na economia. “A culpa não é do teto de gastos, a culpa é do estado brasileiro que hoje não tem o dinamismo que nos foi prometido, situação esta que reverbera diretamente em vários setores, principalmente no educacional”, aponta.

Jair ainda considera que a análise do crescimento da modalidade de ensino a distância deve levar em consideração menos a qualidade do acesso e mais a condição de oferta. “Um estudo realizado em parceria com a Mercado Edu mostrou que a disponibilidade no mercado educacional passou a ser mais diversificada. A atuação local das IESs independentes, por exemplo, praticamente triplicou desde 2017, enquanto que os grandes grupos educacionais duplicaram seu desempenho”, comenta o conselheiro da Abed.

Para ele, o acesso do aluno na modalidade a distância, apesar de crescente, pode e deve ser melhorado. Porém, para que isso ocorra, as empresas terão que passar por uma adequação da sua estrutura. “A mudança na economia vai impactar no público de alunos, marcando principalmente o mercado de Educação Superior, que teve uma evasão significativa, assim como na Educação Básica em 2020. Serão inúmeros os desafios que iremos enfrentar em 2021 e nos próximos 10 anos, pelo menos”, acrescenta Jair dos Santos Júnior. 

Por isso, ele apresenta como solução algumas medidas, tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada. São elas: investimento na qualificação da população e desenvolvimento de programas de incentivo a estudantes.

“Aos governos cabe o investimento incessante na qualificação profissional da população. Sem mão de obra qualificada nos níveis técnico e superior não há condições para crescimento econômico. Além disso, os programas de incentivo a alunos e empresas de educação são um imperativo do momento. Países da Ásia e da Europa já têm tradição de, em momentos de recessão, investir na mão de obra qualificada. Ou seja, é preciso que as empresas de educação desenvolvam ações voltadas à empregabilidade dos alunos e que isso passe a fazer parte dos serviços oferecidos pela instituição de ensino”, pondera.

O especialista em educação a distância ainda acrescenta que as instituições de ensino podem e devem se encarregar de iniciar ou até realocar seus alunos no mercado de trabalho. “Aliás, quando possível, elas podem utilizar a captação de vagas até como atrativo para novos alunos. Não basta mais apenas ensinar com qualidade, as empresas de educação precisam cuidar da empregabilidade dos seus alunos, oferecendo as melhores condições de vida, o que refletirá na fidelização, engajamento e valorização de suas marcas”, finaliza.

*A pesquisa da Abed ouviu 5.580 pessoas, entre estudantes, professores, pais e/ou responsáveis e dirigentes de instituições de ensino públicas e privadas de todo o Brasil.

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