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Dicas e Curiosidades

Combate à Fake News começa na sala de aula

por Rui Gonçalves em 02/05/18 2,1 mil visualizações

Sexta-feira à tarde, aulas encerradas e vinte estudantes entre 15 e 17 anos permanecem na escola para uma atividade extracurricular. A disciplina optativa oferecida pelo professor Estevão Zilioli é concorrida, pois trata de um tema muito atual: Fake News (Notícias Falsas). Nos encontros, os adolescentes aprendem a desmascarar informações difundidas, principalmente, via redes sociais que parecem ser fatos verdadeiros, mas não passam de mentiras ou informações manipuladas. Para isso os alunos fazem uso de checagem de dados por meio de pesquisas semelhantes às adotadas na elaboração de trabalhos científicos e acadêmicos - conteúdo das aulas de biologia ministradas por Zilioli em um colégio de Ourinhos, cidade paulista localizada a 360 quilômetros da capital.


“Começou com uma ideia de trabalhar com o método científico, com foco em saúde e acabou crescendo, ainda mais porque estamos em ano eleitoral e tem muita coisa envolvida com política”, explica o professor. Com doutorado pela Unicamp e formação em tecnologia educacional, o professor explica que já havia identificado que os estudantes se deixavam levar por informações inverídicas só porque elas pareciam ser verdadeiras.

“Percebi que os meus alunos usavam critérios subjetivos para verificar a veracidade do que liam na internet. Falavam em critério numérico, ou seja, se numa busca encontravam várias citações, consideravam o conteúdo verdadeiro. Outro aspecto era a citação de supostas autoridades que validavam a notícia falsa. Muitas vezes, os especialistas citados não existiam ou, quando existiam, nunca haviam divulgado aquela informação”, conta Zilioli.

O professor ensina a difícil tarefa de investigar e comprovar se a informação é verdadeira ou não. Os estudantes são orientados a pesquisar artigos acadêmicos, pesquisas científicas e fontes de informações como, por exemplo, o IBGE. Ele também cita a Agência Lupa, que faz jornalismo baseado na checagem de fatos.

“Muitas vezes descobrimos que a notícia é completamente falsa. Em outras, apesar da notícia ser verdadeira, o título é exagerado, às vezes até sensacionalista. Característica que também faz com que o leitor tenha uma compreensão errada sobre o assunto”, resume o professor.

Fake News no cotidiano  

Quem navega pela internet, frequenta redes sociais e está em grupos de conversa em aplicativos de mensagens instantâneas, ou seja, quase a totalidade dos jovens e adultos brasileiros com acesso a internet, já se deparou com Fake News. O conceito passou a ser mais difundido a partir da campanha eleitoral à presidência dos Estados Unidos, quando Donald Trump passou a desqualificar notícias negativas ligadas à sua imagem afirmando que eram Fake News.

Sem analisar aqui se as notícias sobre Trump eram ou não verídicas, o fato é que Fake News se confundem com notícias verdadeiras por fazer uso da mesma estrutura de construção de texto utilizado no jornalismo, composta pela descrição de fatos, validação  com dados e opinião de especialistas. Por ter apelo popular, acabam se propagando graças a uma onda de compartilhamentos. Esse comportamento é alvo de crítica.

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Responsabilidade

Professor do departamento de Filosofia da UERJ e da Faculdade de Direito da UFRJ, Marcelo de Araújo afirmou durante debate sobre o tema no Rio de Janeiro que quem difunde uma notícia falsa sem checar a veracidade dela é também responsável pela construção das Fake News. “O que torna as Fake News objeto de discussão não é apenas a falta de credibilidade dos sites em que elas originalmente surgiram, mas o número de vezes que elas são compartilhadas online. A responsabilidade pelas Fake News, portanto, deve ser compartilhada também, em alguma medida, entre as milhares de pessoas que contribuem para a sua disseminação”, defende Araújo.

Estudioso do tema, ele afirma que a existência de Fake News exige a “emergência de uma cultura que torne as pessoas mais críticas”, o que tem sido feito pelo professor Estevão. O projeto foi batizado pelos alunos de Hoax-Busters, ou Caçadores de Boatos, em português. A relevância do trabalho foi reconhecida pelo Google, que aprovou o trabalho e incluiu Zilioli em um projeto de inovação bancado pela gigante do Vale do Silício. Iniciativas como essa anteciparam o que a partir de agora passa a fazer parte do currículo escolar.

Fake News em sala de aula

Recém-aprovada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), a nova Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio traz entre os campos de trabalho um dedicado à análise do conteúdo jornalístico-midiático. Entre as habilidades a serem desenvolvidas pelos alunos estão a de utilizar procedimentos de checagem de fatos noticiados e fotos publicadas, que inclui verificar e avaliar veículo, fonte, data e local da publicação, autoria, além de comparar diferentes fontes, consultar ferramentas e sites checadores de forma a combater a proliferação de notícias falsas. Os estudantes terão que discutir as condições e os mecanismos de disseminação de Fake News e também exemplos, causas e consequências desse fenômeno e da prevalência de crenças e opiniões sobre fatos e desenvolver uma postura flexível que permita rever crenças e opiniões quando fatos apurados as contradisserem.

“Num país gigante, onde nem sempre temos professores antenados, é fundamental termos isso. Os antigos parâmetros da educação estão cada vez mais distantes da realidade”, defende Zilioli. O educador faz também um alerta: “Mesmo os pais mais preparados, inclusive os melhores educados, não estão aptos a lidar com informações falsas e orientarem seus filhos para desenvolverem o olhar crítico. Portanto, a inclusão do tema no Ensino Médio é algo relevante”, conclui.

Fake News desmascaradas nas aulas do professor Estevão Zilioli:

Frutas ingeridas em jejum curam câncer.
Alunos concluíram que não haviam fontes seguras para confirmar a afirmação.
Afirmações do físico britânico Stephen Hawking sobre vida extraterrestre.
Os estudantes confirmaram que as informações eram verdadeiras, mas havia exagero no título da reportagem.
Palavras na boca do juiz Sérgio Moro
Notícia sobre a participação do juiz Sérgio Moro como orador em uma cerimônia numa universidade norte-americana traziam declarações falsamente atribuídas a um pesquisador da instituição de ensino.

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