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Profissões

Confiança em jornalismo aumenta durante a pandemia

por Patrícia Carvalho em 16/04/20

O primeiro caso da COVID-19 confirmado no Brasil pelo Ministério da Saúde no dia 26 de fevereiro e, posteriormente, o decreto de pandemia feito pela Organização Mundial Saúde (OMS) no dia 11 de março, provocaram mudanças nas relações de trabalho, impactos na vida social, nos noticiários – que passaram a cobrir exclusivamente o avanço do vírus – e, consequentemente, nos conteúdos consumidos pela população em geral.*

Leia também: O que é pandemia?

De acordo com um mapeamento das redes sociais feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP FGV) entre os dias 17 e 24 de março, os conteúdos mais compartilhados em redes como o WhatsApp, Instagram e YouTube eram provenientes de contas oficiais. 

Dos seis links mais compartilhados via WhatsApp, quatro eram de sites jornalísticos como Folha da Política, que aparece duas vezes, UOL e Portal Novo Norte. Já no Instagram, as maiores interações aconteceram em publicações de artistas. Entretanto, as páginas de jornais como a Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e G1 também não ficaram de fora.

Dentre os vídeos mais consumidos no YouTube, destacam-se os publicados por canais jornalísticos. Do total dos 15 vídeos sobre o novo coronavírus com maior número de visualizações, nove são de canais oficiais de veículos de comunicação como BBC News Brasil, Band e Record.


Esse comportamento é significativamente diferente da reação dos usuários no Twitter durante a semana anterior, entre os dias 11 e 17 de março, quando mais de um milhão de menções sobre a pandemia eram relacionadas à memes e conteúdos humorísticos. A partir do dia 17, porém, os números de tuítes relacionados à recomendações oficiais  para o combate da doença demonstraram um crescimento exponencial.

Leia também: Tédio na quarentena: veja os memes mais criativos

Entenda o aumento da confiança no jornalismo 

O aumento da credibilidade da imprensa chama a atenção após o País vivenciar grande disseminação de conteúdos falsos nas eleições de 2018, que começou a ganhar força em meados de 2016. De acordo com a doutora em Interfaces da Comunicação e professora do curso de Jornalismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Cláudia Bredarioli, essa mudança de comportamento demonstra um amadurecimento da sociedade. 

“Houve uma confusão no período de 2016 porque a gente estava vendo a explosão de conteúdos falsos e as pessoas não sabiam administrar. As pessoas viam notícias e mídia como uma coisa só (...) porque o conteúdo falso imita a estrutura de uma notícia da grande imprensa”, explica. 

Segundo a professora, no contexto atual as pessoas perceberam onde buscar as informações corretas e o medo diante da pandemia faz com que elas reconheçam que os responsáveis por verificar conteúdos são os jornalistas. Além disso, “há um aprendizado no mundo de que o conteúdo falso pode levar a tragédias, a crises muito sérias”, acrescenta.

Leia também: Como descobrir se uma informação é verdadeira ou falsa?

A psicóloga clínica de terapia cognitivo comportamental e master em programação neurolinguística, Elaine Lopes, aprofunda ainda mais a explicação ao argumentar que em momentos de pânico as pessoas têm a necessidade de contato com dados de realidade para uma maior segurança psicológica. “Obviamente as pessoas mais preparadas para trazer isso para dentro de nossas casas são os jornalistas, com notícias e fontes confiáveis”, afirma. 

Como os brasileiros consomem informações sobre o coronavírus

De acordo com uma pesquisa do Datafolha, os meios de comunicação da imprensa profissional são vistos pela população como os mais confiáveis na divulgação de informações sobre o tema e programas jornalísticos da TV lideram o ranking com 61% de confiança. 

Em contrapartida, redes sociais como Facebook e Whatsapp são vistos como pouco confiáveis e apresentam apenas 12% de confiança. Segundo um levantamento realizado pela empresa Edelman, 64% da população de dez países (incluindo o Brasil) enxerga o trabalho da imprensa como a fonte mais confiável no contexto de pandemia da COVID-19.

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E quando a pandemia passar?

Embora o aumento da relevância do jornalista seja fundamental para a continuidade da profissão, o fato da credibilidade estar muito atrelada ao novo coronavírus levanta dúvidas se essa relevância continuará em um cenário pós-coronavírus.

No atual contexto, empresas de comunicação têm apostado em conteúdos de qualidade para atrair leitores, telespectadores e ouvintes, assim como verificar a veracidade dos conteúdos de grande circulação. 

E não para por aí. Segundo Bredarioli, as redes sociais também têm a sua parte de contribuição nessa preferência por conteúdos oficiais e jornalísticos, ao dar destaques para páginas como o Ministério da Saúde ou de veículos da grande imprensa em assuntos relacionados à pandemia e excluir conteúdos falsos.

De acordo com a professora, são justamente esses fatores que, se permanecerem, farão com que a credibilidade no Jornalismo permaneça em um mundo pós pandemia.

Como lidar com o bombardeio de informações?

Se por um lado a credibilidade do jornalismo e a cobertura sobre o coronavírus aumentam, também é preciso considerar os leitores que  passam a estar mais expostos à informações sobre a pandemia, o que pode resultar em ansiedade ou pânico.

A psicóloga Elaine Lopes também pontuou algumas dicas aplicáveis no dia a dia sobre como manter-se informado sobre a pandemia sem que isso impacte a saúde mental.

  1. Tenha acesso pontual as notícias
    Assista ao noticiário uma vez ao dia e não busque informações a respeito do que está acontecendo fora da sua realidade pois, segundo a psicóloga, o que importa é a sua realidade e o que é preciso lidar no seu dia a dia e no seu contexto.
  2. Busque fontes que são confiáveis
    Descarte informações que surgem de forma informal, via WhatsApp ou Facebook e busque informações em fontes confiáveis.
  3. Aceite o medo, mas tire o foco dele
    O medo é inevitável para todo mundo, pois essa é uma situação incontrolável e imprevisível. Não sabemos quando acabará ou quais proporções isso terá e, por isso, é importante compreendê-lo e aceitá-lo.

    No entanto, é importante tirar o foco dele e atentar-se aos dados da sua própria realidade. Não crie situações de algo que nem chegou ainda dentro do seu contexto.
  4. Busque distrações
    Faça algo para relaxar e para realmente tirar o foco daquilo que está acontecendo.

Leia também: Coronavírus: 7 dicas para cuidar da saúde mental durante a quarentena

*Texto com colaboração de Lívia Rosa

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