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Conversa com engenheira florestal formada na UFRB mostra impressões sobre o curso e a profissão

por Anderson da Hora em 10/04/19 1,2 mil visualizações

Publico uma conversa com Iracema Gomes da Silva, 27 anos. Ela é formada em Engenharia Florestal na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Atualmente, ela atua com trabalhos autônomos e está se preparando para dar início a uma pós-graduação. A entrevista busca tirar dúvidas do dia a dia dos ingressantes e daqueles que sonham em ser engenheiros florestais.

Iracema é engenheira florestal formada pela UFRB

Guia da Faculdade: Como era seu perfil de estudante no Ensino Médio? 
Iracema Gomes da Silva: O Ensino Médio foi um período de muita dedicação, pois, desde o primeiro ano já planejava fazer o Enem. Estudava em colégio público e sabia das dificuldades que um aluno oriundo dessa rede de educação enfrentava. Foi necessário superar os déficits de algumas disciplinas, logo, não me prendia, apenas, aos conteúdos lecionados pelos professores, buscava aprender coisas novas, me aprofundava nos assuntos, pois se eu não me dedicasse, não teria conseguido a aprovação.

No colégio, mesmo sendo uma boa aluna, que tirava excelentes notas, as exatas me desafiavam, de forma que, minha maior dificuldade de aprendizagem era com as disciplinas de Física e Matemática, e por incrível que pareça, essas foram as matérias que mais precisei dominar na época da graduação. Essa complicação com disciplinas exatas é clássica para a maioria dos estudantes.

GF: Em que momento da sua vida você decidiu que queria fazer Engenharia Florestal?
Iracema: Quando tentei o vestibular, pela primeira vez, passei no curso de Biomedicina, e, então, iniciei os estudos, mas não dei prosseguimento. No segundo semestre tranquei o curso. A área de saúde era um sonho, porém me identificava muito com a área ambiental e ecológica, pois desde criança tive um grande interesse pelas questões ambientais. Defender e proteger a natureza sempre foi uma prioridade em minha vida. Não entendia por que o ser humano era tão cruel a ponto de derrubar árvores, maltratar animais, prender bichos silvestres, poluir nascentes e rios, etc.

Sempre me questionei, e sonhava em trabalhar em prol da proteção da natureza. Até então, os cursos que me proporcionavam tal atuação eram: Biologia ou Engenharia Ambiental. Nunca imaginei que existia o curso de Engenharia Florestal, em nenhum momento tinha ouvido falar. Comecei a me preparar para fazer o Enem, na certeza de cursar Ciências Biológicas, quando nesse meio tempo tive o conhecimento sobre uma colega de infância que estava cursando Engenharia Florestal.

O nome do curso já despertou a minha atenção, fiquei bastante entusiasmada, pois se tratava de floresta, algo muito complexo, que envolvia biodiversidade de fauna e flora. Comecei a pesquisar na internet e li vários textos que descreviam a profissão. Foi quando me dei conta da dimensão do curso, das diversas possibilidades de atuação, o que aumentou meu encantamento.

GF: Qual é sua maior dificuldade pós formação?
Iracema: O mercado de trabalho para o setor florestal é muito competitivo e exigente. Alguns pré-requisitos são muito cobrados pelas empresas, como a fluência em Inglês, sólido conhecimento em geotecnologias, experiência na área de atuação.

A minha maior dificuldade pós formação tem sido conseguir atender às exigências do mercado. Isso tem demandando um certo tempo, pois é necessário me especializar. Concluí o curso numa época muito difícil para a economia brasileira, são tempos de instabilidade econômica, e todos os setores sentiram esse impacto, mesmo que o setor florestal tenha um mercado aquecido, não se pode negar essa influência.

Além disso, estamos vivendo uma inconsistência sobre a permanência de alguns órgãos ambientais, que são de extrema importância para à conservação dos recursos naturais. Não há previsão de concursos públicos para Ibama, ICMBio, Ministério do Meio Ambiente. Muitos engenheiros florestais e biólogos aguardam os lançamentos desses editais há algum tempo. O grande desafio tem sido traçar uma carreira em tempos de crise. Claro que estou buscando todas as possibilidades, procurando atuar em diversos serviços, e irei fazer uma especialização.

GF: Qual a sua área especifica de atuação e porquê?
Iracema: A minha área de atuação tem sido em conservação, proteção e correto manejo dos ecossistemas florestais. Dessa forma, procuro desenvolver trabalhos voltados à conservação da biodiversidade; restauração de áreas antropizadas; produção de agroflorestais, manejo sustentável de florestas nativas e educação ambiental. É maravilhosa a área de produção, florestas plantadas, setor industrial, porém, sempre me identifiquei em atuar protegendo os recursos naturais, e assim tenho me dedicado e desenvolvidos trabalhos com essas características.

Tenho feito cursos, tido vivências, e trocado conhecimento com profissionais que também atuam nesse campo, destes, os mais relevantes foram realizados no bioma Amazônia, e no bioma Mata Atlântica. Não descarto a possibilidade de trabalhar um dia com produção de florestas plantadas, até porque elas também contribuem para a diminuição da exploração em florestas nativas. Mas minha dedicação e prioridade tem sido em ecossistemas naturais, tanto que pretendo fazer minha especialização totalmente voltada à conservação.

Paisagem típica de uma floresta tropical

GF: Na sua visão de engenheira florestal, como está o mercado para essa área?
Iracema: O engenheiro florestal é um profissional de extrema importância, e deve ser um dos mais requisitados para as próximas décadas. Visto que o homem sempre precisou dos recursos florestais, principalmente a madeira, para a confecção de móveis, construção civil, na produção de carvão, celulose, papel. Além dos produtos não madeireiros como os óleos essências, as resinas, frutos, castanhas e plantas medicinais.

Não dá para imaginar a vida humana sem esses recursos, que se não forem bem manejados, ficarão cada vez mais escassos. As florestas nativas sofreram intensa devastação desde a colonização do Brasil. A Mata Atlântica é um dos biomas que mais perdeu área vegetada. Desta forma, florestas plantadas, como as de eucalipto e pinus, vieram como uma solução à grande demanda por madeira, e para atender as necessidades do mercado. Promovendo a diminuição da pressão sobre florestas nativas; reaproveitando terras degradas pela agricultura, entre outros. Esse é um setor que cresceu muito nos últimos anos.

Hoje existem milhões de hectares de florestas plantadas comerciais no Brasil com projeções de crescimento para os próximos anos, demandando um manejo cada vez mais sofisticado. Pode-se dizer que a Engenharia Florestal é a profissão do presente, dado o auge do marketing ambiental, da conservação dos recursos naturais, da consciência ecológica, e do Novo Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012), pois ela vem para promover o equilíbrio entre produção em larga escala aliada à conservação. O profissional formado nesse curso é requerido em órgãos ambientais, empresas florestais, projetos de restauração, consultorias ambientais, para prevenção e controle de incêndios florestais, entre os mais diversos trabalhos.

GF: Você visa fazer concurso público ou ser prestadora de serviços?
Iracema: Em relação aos certames públicos, tenho planos de prestar concursos para órgãos ambientais como o IBAMA, ICMBio, Ministério do Meio Ambiente (MMA). Outras possibilidades são os concursos das prefeituras e dos estados. É cada vez mais requerida a profissão de engenheiro florestal nas secretarias de meio ambiente das prefeituras. Somos requisitados para realizar projetos de extensão rural, restauração florestal, arborização urbana e paisagismo, entre outros. Além disso, as prefeituras estão sendo pressionadas a se adequarem às exigências das Leis Ambientais e aos instrumentos do Código Florestal, como o Programa de Regularização Ambiental (PRA) e suas exigências, a exemplo do Cadastro Ambiental Rural (CAR), por isso tende a ser crescente o número de editais em aberto.

Em relação à prestação de serviços, trabalhar com consultoria é uma grande possibilidade, visto às dificuldades em encontrar trabalho nas empresas florestais, até obter uma especialização e conseguir atender aos requisitos exigidos. Muitos profissionais optam por esse caminho, e conseguem ter sucesso profissional. No momento, tenho me disponibilizado para o trabalho autônomo, em consultoria ambiental. É uma opção muito boa para ganhar experiência no mercado, e ser reconhecido.

GF: Se você fosse prestar o vestibular hoje, com a visão de engenheira florestal formada, escolheria o mesmo curso?
Iracema: O curso de Engenharia Florestal seria minha opção mais uma vez, se eu tivesse que prestar vestibular. Não restam dúvidas sobre a profissão escolhida. Entretanto, entraria na universidade com uma visão mais ampla sobre às diversas oportunidades que o curso pode me oferecer, me dedicaria muito mais às atividades práticas, faria mais estágios, vivências, ficaria até mais um ano na graduação, para sair bem treinado para o mercado de trabalho.

Quando saímos da graduação, percebemos o quanto podíamos ter aproveitado a universidade. Nem sempre a pressa para formar compensa. Às vezes, é mais vantajoso passar mais um ou dois semestres fazendo estágios, intercâmbios, cursos de curta duração e sair muito bem preparado para atender às exigências do mercado de trabalho.

GF: O que você diria para os novos formandos da área como incentivo?
Iracema: Aos novos formandos, eu desejo muito sucesso na carreira. Persistam na profissão, mesmo encontrando dificuldades inicialmente para se inserirem no mercado de trabalho. A construção da carreira é algo gradativo, busquem se especializar, façam uma pós-graduação, estudem inglês, estejam antenados com as geotecnologias, procurem ampliar os conhecimentos, participando de seminários, palestras, visitas técnicas e vivências de campo. Não deixem de estar atualizados com as novidades do setor florestal, os avanços na restauração dos ecossistemas florestais, controle das mudanças climáticas, nas novas técnicas que vão surgindo. Lembrem-se que, quanto mais conhecimento o profissional adquire mais competitivo ele se torna.

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