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Universidades

Coronavírus no Brasil: é preciso se preocupar com as aulas da faculdade?

por Mathias Sallit em 27/02/20

O primeiro caso do coronavírus no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira de cinzas, 26 de fevereiro. O paciente, um homem de 61 anos que retornou da Itália no último dia 21, permanece em observação em sua casa, em São Paulo, e apresenta bom estado clínico.

A Itália, para onde o brasileiro infectado foi a trabalho, teve um surto na região da Lombardia, ao norte do país, cuja principal cidade é Milão. O governo local tomou algumas medidas para tentar evitar que o vírus continuasse a se espalhar pelo país e para outras nações da Europa e do mundo.

(Foto: Deposit/nikokvfrmoto)
coronavírus no brasil itália universidades veneza - REVISTA QUERO
Com o Carnaval de Veneza cancelado, as tradicionais máscaras foram substituídas por máscaras cirúrgicas

Uma das ações decretadas foi a suspensão das aulas de universidades nas regiões que mais apresentam casos de contaminação pelo coronavírus, o que afetou diretamente estudantes.

"Na Lombardia, o governo mandou adiar em uma semana o início das aulas nas universidades e escolas", conta Cassimiro Scheid, estudante de Arquitetura e Urbanismo no Politécnico de Milão. "O semestre era para ter começado esta semana, mas não está havendo nada", relata o brasileiro.

Uma das principais universidades da região, o Politécnico de Milão enviou um comunicado a todos os alunos dizendo que as aulas de 10 cursos serão retomadas no próximo dia 2 de março, mas serão ministradas na modalidade a distância (EaD). Os demais cursos, começam na semana seguinte também em EaD, exceto aqueles que contam com atividades em laboratório.

No aviso, o reitor da instituição afirma que é essencial que os alunos iniciem o semestre para reduzir o impacto que o período terá sobre eles, sobre a universidade e sobre a sociedade quando a crise do coronavírus terminar.

Saiba mais: Entenda o que é o novo coronavírus e como o tema pode cair no Enem

Universidades de outros países que também foram afetados com o coronavírus, como a China, Coréia do Sul, Japão e Irã, também tiveram aulas suspensas.

Estudantes do Brasil precisam se preocupar com o coronavírus?

Além do caso confirmado em São Paulo, o Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (27) que monitora 132 casos suspeitos de infecção pelo coronavírus em dezesseis estados brasileiros.

Mesmo com a situação de emergência nacional, Atila Iamarino, biólogo e doutor em Microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP), explica que ainda não é momento de grandes preocupações no país. Isso porque o vírus chegou ao Brasil por uma pessoa que esteve em uma área de contágio, o que não quer dizer que está presente no país.

"O próximo nível de alerta é: pessoas no Brasil que não viajaram para fora estão pegando esse vírus. Até lá, não é o momento de se preocupar porque o vírus não está presente", conta Atila, que também é um dos responsáveis pelo canal Nerdologia, no YouTube.

Se aparecerem casos de pessoas contaminadas sem ter viajado para regiões afetadas, as preocupações podem começar a aumentar. "Nessa transição entre os casos aparecerem e a gente descobrir que o vírus está estabelecido é que começam medidas como impedir a circulação das pessoas para impedir aglomerações. É mais ou menos por ali que começa a hora de se preocupar", afirma o biólogo.

Segundo ele, se houver a estabilização do coronavírus no Brasil, as universidades são prioridades para onde é preciso atuar. Um agravante seria o período de volta às aulas, quando estudantes vindos de todo o país se reencontram depois das férias. "Cada um foi para a sua cidade natal, cada um está vindo de uma cidade diferente, aí está todo mundo trazendo os vírus da sua região para a sala de aula", explica Atila.

(Foto: Deposit/bascuas2)
coronavírus no brasil universidades faculdades estudante - REVISTA QUERO
Único caso confirmado no Brasil reacende discussão sobre riscos e prevenção

Mesmo assim, outro fator que diminui a preocupação para os universitários é a taxa de letalidade para pessoas com menos de 40 anos - é inferior a 1%.

"Para a sociedade é preocupante porque essas pessoas vão se juntar e inclusive podem passar o vírus sem saber que estão infectados, mas para os universitários é bem pouco preocupante o vírus. É mais preocupante eles levarem o vírus aos pais, avós e família", conta o pesquisador.

Como os estudantes podem se prevenir?

A sala de aula pode ser um ambiente propenso para a difusão de um vírus, pois costumam estar fechadas, o que atrapalha a circulação do ar. Por isso, os cuidados individuais são importantes para evitar contágio, principalmente por contato e saliva.

Lavar bem as mãos, usar álcool em gel com frequência, abrir janelas das salas e do transporte público, além de evitar aglomerações em ambientes fechados, são algumas medidas simples para prevenir contaminações.

"Esse tipo de atitude já resolve a vida de todo mundo para uma série de outros vírus que também são tão preocupantes, como a gripe. Não faz mal nenhum tomar esse tipo de cuidado", explica Atila.

Universidades tomam iniciativas para prevenir o vírus

Algumas universidades já estão se mobilizando para conscientizar os estudantes. A Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) criou um podcast com um especialista que explica a importância da prevenção e que não é hora de pânico.

O Mackenzie enviou a todos os seus alunos uma cartilha com recomendações de prevenção aos estudantes. Já a Faculdade São Leopoldo Mandic criou um manual de como evitar o coronavírus.

Reprodução/Cartilha enviada pelo Mackenzie
coronavírus prevenção universidade mackenzie - REVISTA QUERO

Com a situação atual, as universidades podem tomar atitudes próprias. Mas, caso o cenário seja agravado, as ações não irão depender das instituições. "Aí não será uma questão da universidade decidir fazer isso [suspender as aulas]. É questão de saúde", comenta Atila.

"Não é o caso ainda, mas o preparo que a universidade pode ter já é de sentar com os docentes e conversar como fazer se isso acontecer. Se haverá trabalhos remotos para passar às pessoas, se elas vão continuar estudando. Ter algo pensado e feito para o momento desse, porque a gente pode ter alguns meses de universidade fechada, principalmente no inverno", alerta o biólogo.

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