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Ensino Básico

Covid-19: três em cada dez jovens pensam em não retornar às aulas após isolamento

por Luiza Padovam Vieira em 15/07/20

Evasão escolar no Brasil atinge 17,5% dos jovens de 16 anos.
Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Todo ano, cerca de 575 mil jovens brasileiros de 16 anos de idade não concluem os seus estudos - quantidade que representa uma média nacional de 17,5%. No Pará, por exemplo, este índice chega a 29%. Entretanto, o estudo “Consequências da Violação do Direito à Educação”,  uma parceria da Fundação Roberto Marinho (FRM) com o Insper, revela que 72% dos jovens em idade escolar entrevistados durante a pandemia confessam que já pensaram em não retornar às aulas após o isolamento social. 

A evasão escolar é um problema antigo do Brasil e, segundo a pesquisa, possui impactos diretos no que se diz respeito à empregabilidade e remuneração dos jovens, bem como em sua qualidade de vida e no envolvimento com a criminalidade. Os efeitos da baixa escolaridade se estendem também para os cofres públicos, explica Wilson Risolia, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho. 

“Cada jovem que abandona a escola representa um custo muito elevado para a sociedade brasileira. Não é uma questão menor um jovem no século XXI não concluir a educação básica. É um problema gravíssimo que não afeta só uma minoria”, afirma.

Isso porque o Brasil perde R$ 214 bilhões por ano pelo fato de os jovens não concluírem a educação básica, montante que representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país. 


Consequências da evasão escolar na vida do estudante

O grau de instrução de uma pessoa pode influenciar em diversos aspectos de sua vida, desde as oportunidades de emprego que terá, até em sua longevidade. No estudo realizado, os especialistas apontam alguns fatores predominantes que podem ser afetados pela evasão escolar. Veja abaixo.

Emprego e remuneração

De acordo com o estudo, os jovens que abandonam os estudos passam 10% a menos de sua vida produtiva ocupados e, quando empregados, ficam mais restritos a trabalhos informais. Com relação à remuneração, as pessoas que não possuem o Ensino Básico completo recebem salários cerca de 20% a 25% inferiores ao que receberiam se tivessem concluído os seus estudos. Ao longo da vida, esse total pode chegar a R$139 mil reais a menos. 

Expectativa e qualidade de vida

Além dos impactos econômicos, os ganhos decorrentes de uma maior escolaridade influenciam também na qualidade de vida da pessoa. Segundo a pesquisa, os jovens com educação básica vivem, em média, quatro anos a mais do que aqueles que não finalizaram os seus estudos. O grau de instrução influenciará também no acesso à serviços de saúde e à informação. 

Redução da violência

Atualmente, 17,5% dos alunos não concluem o ensino básico. Sabemos que o acesso à educação é um dos principais fatores que ajudam a diminuir o envolvimento em atividades violentas e na criminalidade. Conforme mostra o estudo, para cada ponto percentual de redução na evasão escolar, podemos ter 550 homicídios a menos a cada ano. Levando em consideração o índice citado anteriormente, se todos os jovens completassem os seus estudos, cerca de 10 mil mortes poderiam ser evitadas todos os anos. 

+ Reabertura das escolas: veja quais medidas deverão ser adotadas e os principais desafios

Qual seria o investimento necessário para reduzir a evasão?

Ao largar os estudos prematuramente, o jovem não sofrerá sozinho os impactos da evasão. De acordo com a pesquisa, cada estudante que deixa a escola gera uma perda de R$ 372 mil para o país. Este valor é quatro vezes maior do que o governo investiu na educação dele.  

Para Marcos Lisboa, presidente do Insper, o Brasil vem aumentando a sua despesa com educação nos últimos anos, porém, “os indicadores de proficiência avançaram pouco e ainda são inferiores em relação aos de países emergentes que gastam valores parecidos.” Segundo o especialista, os dados levantados sobre a evasão escolar reforçam a necessidade do governo brasileiro em “aperfeiçoar as políticas públicas para ter um melhor nível de aprendizado”.


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