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Universidades

Do campus ao ouro no Pan-Americano: a relação dos estudantes da Unesp com o esporte universitário

por Marina Borges em 09/09/19
Es.por.te (s.m.)
 1. prática metódica, individual ou coletiva, de jogo ou qualquer atividade que demande exercício físico e destreza, com fins de recreação, manutenção do condicionamento corporal e da saúde e/ou competição; desporte, desporto.

Esta é a definição de esporte segundo o dicionário, mas você, com certeza, já sabe os benefícios que o mesmo traz - ou deveria saber. Porém, o que pouco se fala é sobre a relação destes benefícios com a vida universitária. Além de ser imprescindível para se manter saudável, a prática de atividades físicas tem uma enorme importância social.

Num contexto de grande demanda intelectual e forte cobrança por bons indicadores de desempenho acadêmico, como ocorre nos cursos de graduação, a prática esportiva se torna ainda mais fundamental e até mesmo necessária. Além disso, o esporte impacta positivamente as relações interpessoais, incluindo, por exemplo, estudantes com dificuldade de relacionamento e comunicação. O ambiente acadêmico, por si só, exige um esforço mental constante. por isso, é preciso liberar a tensão e “cansar” outras regiões do corpo, além da mente.

Leia mais: Conheça projetos de extensão e estrutura que atraem estudantes para a Unesp

O esporte faz parte da vida dos estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A prática acaba deixando a vida universitária mais leve, como destaca Victoria Kobayashi, atleta de natação e presidente da Atlética do campus de Araraquara.

O esporte é uma maneira de trazer um alívio para a correria cotidiana e para as altas exigências do meio universitário. Além disso, os ambientes de treino são ótimos lugares para fazer novas amizades, algo que pode ser de extrema importância quando vamos morar fora das nossas cidades, em lugares desconhecidos, e com pessoas novas”, aponta.

Profissional x universitário

A prática esportiva no ambiente acadêmico se difere um tanto quanto da praticada profissionalmente. Segundo Victoria, “quando o atleta chega ao nível profissional, o esporte torna-se um trabalho. Ele passa a depender daquela atividade para viver e, dessa forma, a paixão pode acabar diminuindo. No esporte universitário, quando se joga, é por amor às cores da sua faculdade", ela afirma.

"Você não disputa os campeonatos para ganhar dinheiro, mas para representar o seu campus. Sendo assim, a sensação de competir em jogos universitários é inigualável”, opina.

Atletas no pódio da Copa Unesp (Foto: Atlética Mané Garrincha)

A aluna ainda ressalta que a falta de apoio é um dos pormenores que fazem com que haja muita desistência no meio esportivo. “Diferentemente de como acontece em outros países, ainda falta incentivo (como programas de bolsa para atletas), o que acaba dificultando o ingresso dos esportistas em universidades brasileiras, os quais acabam desistindo de seus sonhos, ou indo segui-los em outros países”.

Para além de questões sociais e inclusivas, podemos traçar um paralelo com o esporte de alto nível. Embora a prática esportiva universitária se diferencie muito da profissional, a atleta de basquete medalhista dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, Débora Costa, é um exemplo de que, por mais difícil que seja, é possível ser universitária e atleta ao mesmo tempo. No entanto, a jogadora é uma das exceções à regra, afinal, a maioria dos atletas profissionais tiveram que abandonar os estudos em determinado momento da vida, ou desistir da carreira esportiva para seguirem estudando.

Débora Costa em atuação nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 (Foto: Reprodução/Unesp)

Débora cursa Ciências Econômicas na Unesp de Araraquara e tem conseguido representar muito bem o campus fora do ambiente acadêmico, mas ressalta a dificuldade em conciliar estudo e esporte profissional.

“Diversas vezes eu perdi aula e provas por conta dos treinos e jogos. O tempo que tenho para estudar em casa é menor e, muitas vezes, quando consigo ir à aula, estou cansada fisicamente. No esporte profissional, o tempo dedicado é muito maior, eu treino cinco horas por dia, seis vezes na semana. Há uma diferença no nível das competições e na estrutura que é oferecida para as atletas, além de sermos remuneradas”, conta.

Junto da Seleção Brasileira de basquete feminino, Débora Costa conquistou o ouro histórico nos Jogos Pan-Americanos após triunfar contra a seleção estadunidense, provando para si mesma que, apesar das dificuldades para conciliar carreira e estudo, o esporte é gratificante.

“Foi sensacional! É difícil descrever em palavras tudo que senti. O Brasil vinha de 28 anos sem esse título e, para nós, ter conseguido foi um orgulho tremendo. Passa muita coisa na cabeça, principalmente a certeza de que vale a pena abrir mão de tantas coisas para fazer o que se ama e agora me sinto ainda mais motivada para ir em busca de novas conquistas”, relata.

Campeã exibe medalha de ouro após final contra os EUA (Foto: Reprodução/Unesp)

Assim como Débora, inúmeros atletas universitários contribuem significativamente com o desenvolvimento dos esportes em seus respectivos países. No Brasil, boa parte dos esportistas de destaque em competições internacionais saíram de faculdades e alcançaram bons resultados em competições universitárias antes de chegarem ao pódio da Olimpíada, por exemplo. Medalhistas olímpicos como Aurélio Miguel, ouro e prata no judô; Robson Caetano, duas medalhas de bronze no atletismo; Maurren Maggi, ouro no salto em distância; e Arthur Zanetti, ouro na ginástica, fazem parte dessa estatística.

Nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, dos 277 atletas que representaram o Brasil, 42 eram universitários, ou seja, pouco mais de 15% conciliavam estudo e esporte. O número pode não ser tão expressivo, mas representa um avanço. Porém, o investimento no desporto universitário brasileiro ainda é muito pequeno se comparado, por exemplo, à política de incentivo ao esporte praticada nos Estados Unidos, país que na última Olimpíada conquistou o primeiro lugar com 46 medalhas de ouro.

Deixando de lado o viés competitivo, a principal função do esporte dentro das universidades é promover união, acolhimento, socialização, empatia e integração entre os cursos, alunos, modalidades e comissões. Dessa forma, é de suma importância cultivar um ambiente que abrigue essas condições dentro de um local com tantas exigências mentais e psicológicas, como acontece na graduação.

Correspondentes Quero: Conteúdo independente, feito por estudantes, sobre universidades do Brasil - Revista Quero

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