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Vestibular e Enem

Esquenta Enem: o que esperar da prova de Linguagens?

por Giovana Murça em 13/01/21

Atualizado em 11/11/2021

Neste próximo domingo (21), milhões de estudantes encaram as 45 questões de Códigos e Linguagens do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021, além da prova de Humanidades e a redação.

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A prova de Linguagens tem caráter interpretativo e é famosa por trazer textos longos. Se, por um lado, os “textões” deixam a prova mais cansativa, por outro, é chance dos candidatos focarem na interpretação de texto e garantir uma nota melhor no exame.

Das 45 questões da prova de Linguagens, cinco são de Língua Estrangeira (inglês ou espanhol) e o restante abordam, principalmente, as disciplinas de Língua Portuguesa e Literatura. Mas, afinal, o que esperar da prova de Linguagens e quais são as dicas para se preparar melhor para ela? Para responder a essas perguntas, a Revista Quero conversou com os professores do Anglo Vestibulares, Ian Oliver, de Língua Portuguesa, e Maurício Soares, de Literatura.

 

O que esperar da prova de Língua Portuguesa?

Em Língua Portuguesa, os estudantes podem se preparar para encontrar na prova três assuntos principais: variação linguística, funções da linguagem e gêneros textuais. Abaixo, o professor Ian Oliver esclarece como cai cada um desses temas.

Variação linguística

“A variação é um fenômeno linguístico que não corresponde ao padrão culto; uma palavra que destoa do padrão, usada especificamente numa região, num determinado momento histórico ou típica de uma determinada faixa etária”, relembra o professor Ian.

As questões sobre variação linguística costumam pedir para que o aluno localize uma determinada variação linguística dentro de um texto ou até julgue a adequação da variação linguística naquele contexto.

Funções da linguagem

Em funções da linguagem, a revisão precisa ser mais específica. O professor enfatiza que os estudantes precisam conhecer as seis funções da linguagem (emotiva ou expressiva, apelativa ou conativa, poética, referencial, fática e metalinguística) e os seis elementos da comunicação (emissor, receptor, mensagem, código, canal e referente).

Na prova, o candidato vai precisar identificar nos textos quais funções e elementos da linguagem se destacam. “O texto vai valorizar mais um elemento da comunicação do que o outro. São seis funções e dependendo do elemento que for destacado, ele tem uma e não outra função da linguagem”, explica Ian.

 

Gêneros textuais

Na temática de gêneros textuais, o Enem costuma cobrar qual é a função social do gênero apresentado no texto. A prova pode trazer qualquer tipo de gênero, de horóscopo a bula de remédio, mas, os mais comuns são poesia, publicidade, notícia e canção popular. 

O professor tranquiliza: “Não necessariamente você precisa conhecer previamente as características daquele gênero para acertar a questão. Dá pra responder de forma interpretativa. Quando perguntam sobre a característica de um gênero, é geralmente sobre um gênero do dia a dia”.

O que esperar da prova de Literatura?

Em Literatura, o professor Maurício Soares destaca os principais temas que aparecem na prova e merecem ser revisados nesta semana. Dê uma olhada:

 

Características da prova de Literatura

Nas questões de Literatura, assim como na prova de Linguagens como um todo, é comum que as perguntas sejam feitas a partir de um texto. “São perguntas que nem sempre são muito diretas. O enunciador pede para que a gente retire do texto alguma característica, como, por exemplo, de identidade brasileira, de expressão do eu, do tipo de linguagem”, exemplifica Maurício.

Por isso, é interessante que a revisão dos temas de Literatura seja feita por meio da leitura. “O Enem quer medir o quanto o candidato tem a habilidade da leitura literária e como ele lida com a Literatura. Caso você não tenha essa prática, adquira”, aconselha.

 

De acordo com o professor Maurício, a prova de Literatura do Enem costuma abordar movimentos artísticos e literários que se relacionem com o nacionalismo e a identidade brasileira

É o caso do período do Romantismo, no século XIX, que está ligado ao início da construção da identidade do brasileiro pós-independência e faz referência aos índios e à natureza brasileira.

O professor também destaca o primeiro período do Modernismo no Brasil, da Semana de Arte Moderna, em 1922, pois há, nesse período, uma grande preocupação dos autores com a questão da identidade brasileira.

Ao cobrar Literatura Contemporânea, isto é, obras que acabaram de ser publicadas, o interesse do Enem é verificar se o candidato consegue não apenas interpretar o texto, mas também encaixá-lo em algum gênero literário. Nesse sentido, o professor Maurício também recomenda que os estudantes revisem os gêneros literários: épico, dramático e lírico.

 

Alguns autores são mais recorrentes no Enem e, por isso, merecem um foco especial nesta semana. O professor Maurício indica que os estudantes conheçam os seguintes autores:

Carlos Drummond é o autor que mais caiu até hoje na história do Enem. O segundo é o Manuel Bandeira, ele é o cara da Semana de Arte Moderna. O Enem também tem uma atração por autores pré-modernos, como Monteiro Lobato, cobrado no Enem por causa dos seus contos regionalistas que falam sobre o interior de São Paulo, a cultura do Jeca Tatu”.

Atenção à interpretação de texto

Por ser uma prova de caráter bastante interpretativo, para mandar bem nas questões de Códigos e Linguagens, é importante se atentar à interpretação correta dos textos apresentados.

Um dos maiores erros de interpretação de textos que os estudantes cometem é não responder exatamente o que está sendo perguntado no enunciado da questão e sim algo que ele concorda e que pode até ser verdade para a vida, mas não estava no texto.

“As provas de vestibular, em geral, se aproveitam  das nossas falhas de leituras típicas para criar alternativas falsas. Os alunos embaralham algumas ideias, trocam relações de causa e consequência, colocam relações que o texto não fez, marcam o que é verdade para a opinião dele e não o que está no texto, faz descontextualizações - tira uma palavra do contexto e dá um significado que não era esperado naquele contexto. Tem que prestar atenção para evitar essas leituras distorcidas”, alerta Ian. 

Para evitar esses erros de interpretação, a dica do professor Ian é começar a ler a questão pelo enunciado e depois partir para o texto e para as alternativas, para, assim, o enunciado direcionar sua leitura.

O professor Maurício complementa a dica: “Leia o texto duas, três vezes, grifando. Eu gosto também de grifar os verbos de comando do anunciado, como ‘indique no texto…’, veja o que é para indicar”.

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Esquenta Enem 2021

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