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Universidades

Estudantes da USP de Bauru realizam tratamentos de fonoterapia para pacientes da região

por Marina Borges em 24/08/19 170 visualizações

A terapia fonoaudiológica (ou fonoterapia) é constituída por uma série de ações que envolvem seleção, indicação e aplicação de métodos, técnicas e procedimentos terapêuticos, adequados e pertinentes às necessidades e características de cada pessoa. Além de lidar diretamente com os pacientes, a fonoterapia funciona como orientação para familiares, cuidadores e instituições de ensino, visando aperfeiçoar a comunicação humana.

Por meio de uma avaliação específica, a terapia é indicada para habilitação ou reabilitação. Os casos indicados para tratamento envolvem alterações nos seguintes aspectos:

  • Linguagem oral;

  • Escrita (trocas de letras, dificuldade com a alfabetização, leitura e interpretação);

  • Voz (rouquidão, disfonia, alterações vocais decorrentes de uso profissional da voz);

  • Fluência da fala (gagueira e/ou fala rápida);

  • Articulação da fala;

  • Função auditiva periférica (perda auditiva) ou central (processamento auditivo);

  • Sistema miofuncional orofacial e cervical e deglutição (problemas causados por uso prolongado de chupeta, mamadeira ou sucção digital, dificuldades na mastigação e deglutição, alteração na posição dos dentes).

O Programa de Fonoterapia Intensiva (PFI), realizado em uma parceria entre o Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP em Bauru, teve início em 2012, voltado a pacientes com fissura labiopalatina do Centrinho, os quais têm dificuldade de acesso à terapia de fala em suas cidades de origem.

Informações e imagem do HRAC-USP (Arte: Marina Borges)

Além do caráter de assistência ao paciente, o PFI é um destaque importante na formação acadêmica. Participam do programa alunos do quarto ano da Universidade de São Paulo (USP) do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB); alunos de pós-graduação da FOB (por meio do Programa de Aperfeiçoamento de Ensino – PAE) e do HRAC-USP (Centrinho); além de residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde – Síndromes e Anomalias Craniofaciais do hospital (disciplina Fonoterapia Intensiva).

Supervisão da sessão de fonoterapia (Foto: Tiago Rodella / HRAC-USP)

Segundo a professora Maria Inês Pegoraro-Krook, durante a realização dos módulos são feitas reuniões com todo o grupo envolvido para discutir as técnicas e estratégias utilizadas e a evolução do tratamento dos pacientes. Ao todo, são mais de 50 pessoas envolvidas, entre docentes, discentes, residentes, profissionais e pessoal de apoio.

“O Programa de Fonoterapia Intensiva se tornou um grande laboratório de estudo, pesquisa e desenvolvimento de métodos de diagnóstico e tratamento mais eficazes e rápidos das alterações de fala decorrentes das fissuras labiopalatinas e das disfunções velofaríngeas. Além disso, o projeto contribui para preparar os futuros profissionais da área da saúde para atender pacientes com anomalias craniofaciais, principalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, informa a professora.

Atendimento do Programa de Fonoterapia Intensiva (Foto: Arquivo pessoal / Maria Inês Pegoraro-Krook)

Um dos grandes diferenciais do FPI é o formato concentrado que possui, propiciando resultados satisfatórios em um intervalo de tempo curto. 

“Os pacientes são submetidos a uma média de 45 terapias, quatro sessões por dia, durante três semanas, de segunda a sábado. Para se ter uma ideia, pacientes que fazem a fonoterapia tradicional, uma vez por semana, fariam 45 sessões ao longo de um ano. Portanto, nessa proposta, fazemos um ano de terapia em apenas três semanas”, explica s professora.

Em razão do ineditismo e dos resultados obtidos com os pacientes participantes, o programa tem atraído a atenção de especialistas estrangeiros. Maria Inês destaca a participação de profissionais da área de saúde (psicóloga, fonoaudióloga, médica foniatra) de países como Argentina, Espanha e Ucrânia. 

Além de contar com profissionais deste nível, é de suma importância a participação de alunos da graduação e da residência no projeto, afinal, a extensão universitária deve retornar justamente para um único propósito: a sociedade. Dessa forma, universidade, estudantes e pacientes saem ganhando. 

Para Leticia da Costa Santos, aluna do quarto ano de Fonoaudiologia da FOB-USP, “a oportunidade de trabalhar num programa de fonoterapia intensiva é uma experiência única, ainda mais em se tratando das fissuras labiopalatinas. O PFI proporciona motivação para o paciente e para o terapeuta, que em um breve período já consegue ver os resultados do seu trabalho e aplicar o que foi aprendido em sala de aula. A prática proporciona a consolidação de todos os aspectos teóricos”, relata.

Professores, alunos, profissionais, pacientes e familiares participantes do PFI realizado em julho de 2019 na USP - Bauru (Foto: Tiago Rodella / HRAC-USP)

De acordo com a estudante, durante os tratamentos são feitos acompanhamentos para os pacientes durante todos os processos, desde a avaliação de forma conjunta com os profissionais do Centrinho, que permitem acompanhar os exames aos quais esses pacientes são submergidos, passando pela elaboração das metas terapêuticas e atividades propostas. Até, por fim, fazer a reavaliação para mensurar os benefícios da terapia. 

“O Programa de Fonoterapia Intensiva (PFI) permite o contato direto dos alunos com a rotina clínica e hospitalar, propiciando uma vivência de perto. Além disso, mostra a realidade cotidiana da nossa futura profissão, aproximando-nos muito do mercado de trabalho ao qual seremos inseridos depois de formados. Esse projeto me permitiu, pessoalmente, ter um olhar mais amplo voltado às necessidades dos outros, e ver como algumas coisas, por menores que sejam, podem fazer a diferença na vida de quem realiza os tratamentos”, explicita Leticia Santos.

O HRAC-USP é um hospital especializado que atende os pacientes somente com agendamento prévio. Por atender somente usuários do SUS, respeita as normas do Ministério da Saúde. Para verificar se um paciente com indicação de fissura labiopalatina é caso para o Hospital, deve ser solicitada uma avaliação inicial em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento ou Ambulatório Médico de Especialidades de seu município, que dará encaminhamento através da Central de Regulação de Vagas. 

Serviço

As terapias ocorrem na Clínica de Fonoaudiologia da FOB-USP, que fica na  Rua Maracy – Vila Universitária, Bauru (SP) e o horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 08h às 18h.

Já os atendimentos de prótese de palato e de outras áreas (como nasoendoscopia, videofluoroscopia, gravação do material de fala, nasometria, odontologia, serviço social, neuropsicologia, otorrinolaringologia, psicopedagogia e cirurgia plástica) são realizados no HRAC-USP, que fica na Rua Silvio Marchione, 3-20 Vila Nova Cidade Universitária, Bauru (SP).

O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 08h às 18h. Em caso de dúvidas a respeito do acesso de casos novos no hospital, entre em contato pelo e-mail: casonovohrac@usp.br.

Correspondentes Quero: Conteúdo independente, feito por estudantes, sobre universidades do Brasil - Revista Quero

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