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Universidades

Eymael no Voto pela Educação

por Natália Plascak Jorge em 25/04/18 250 visualizações

José Maria Eymael é um advogado, filósofo e empresário. Nasceu em 1939, fundou o Partido Social Democrata Cristão (PSDC) e atual presidente do partido, pelo qual é pré-candidato à presidência da República.

Foi o terceiro pré-candidato a ser entrevistado pelo projeto VOTO PELA EDUCAÇÃO e a apresentar suas propostas relacionadas à área da Educação para a Revista Quero.

Data de realização da entrevista: 12/03/2018


Transcrição

Revista Quero: Olá, querobolsista e estudante. Estamos de volta para mais uma entrevista da série com os pré-candidatos à presidência da República. Dessa vez aqui ao meu lado o pré-candidato José Maria Eymael, do PSDC. Deputado, muito obrigado pela participação do senhor. Bom, nós somos da Revista Quero, nós temos 2 milhões de leitores por mês. São estudantes e candidatos ao Ensino Superior e, principalmente, estudantes que ingressam com bolsas de estudo através do programa Quero Bolsa. Nós já matriculamos 300 mil pessoas no Ensino Superior, e é para esse público que o senhor vai falar hoje. Eu começo perguntando para o senhor: candidato, a gente tem, a gente vê muita preocupação sempre em cima das questões econômicas. Todo candidato tem aí uma plataforma econômica sempre muito forte, apresenta sua equipe, apresenta suas propostas, e a educação sempre fica para um segundo plano. Como é que o senhor vai fazer a sua campanha? Educação está em um primeiro plano? E como é que vai ser?

José Maria Eymael: Não no primeiro, primeiríssimo plano. Tudo depende de educação. A educação é a chave principalmente para as famílias carentes. A educação é a única chave que abre o futuro, não tem outra. Vou citar um pouco o meu caso. Eu sou o mais velho de sete filhos, de uma família lá no Rio Grande do Sul que se chamava de remediada. Uma família modesta. Eu fiz o Fundamental, naquele tempo não se falava Fundamental, falava-se primário. Fiz o primário no grupo escolar D. Pedro I, bairro da Glória, em Porto Alegre. Fiz um exame de admissão na única escola pública que tinha, Júlio de Castilhos, não passei e aí a minha família não tinha condição de me pagar os estudos no ginásio. Aí, o meu pai, que era um homem determinado, foi na prefeitura para falar com o prefeito. Foi três vezes. Na primeira, não conseguiu. Na segunda, não conseguiu. Na terceira, ele conseguiu. E ele me conta como ele falou. Chegou para o prefeito, que era Ildo Meneghetti. Prefeito, lá em casa, eu tenho um guri que promete, mas não tenho como pagar a escola para ele. Aí, o prefeito se sensibilizou, e eu recebi uma bolsa de estudos da prefeitura de Porto Alegre. Com essa bolsa de estudos, eu fiz o ginásio no Colégio Rosário, que é um dos melhores colégios de Porto Alegre, fiz o colégio científico também no Rosário, e aí, com a mesma bolsa, eu fiz duas faculdades na PUC: eu fiz a Faculdade de Filosofia, curso de História Natural, e a Faculdade de Direito, e me formei em primeiro lugar na minha turma de Direito, de 93. A minha turma de Direito foi a única turma, Rui, que deu dois constituintes: o constituinte Ibsen Pinheiro e eu. Então, e lá na constituinte, então eu contei a minha história. Contei a minha história como estudante de bolsa de estudos. Demonstrei que foi a bolsa de estudos que me permitiu me desenvolver e me realizar como cidadão.

RQB: Portanto o senhor acredita na importância de financiar o estudo do estudante.

JME: Fundamental. Fundamental.

RQB: Mas, aí, eu pergunto para o senhor: a gente tem alguns programas que ajudam os estudantes. A gente tem os programas privados como o Quero Bolsa, a gente tem os programas públicos como o Prouni e também tem o financiamento estudantil através do Fies. São várias modalidades. O senhor acredita que esses programas eles são suficientes, eles precisam ser ampliados? Como o senhor vê o auxílio do governo através de dinheiro do Tesouro e também da iniciativa privada como fomentadores de estudo para as pessoas principalmente que não podem acessar o Ensino Superior?

JME: Inicialmente, quero dizer o seguinte. Eu acho fantástico o trabalho de vocês, de motivar as instituições privadas para oferecerem bolsas de estudo. É fantástico. É uma coisa. Isso tem que ser apoiado. Eu realmente dou os meus parabéns a esse esforço. Ora, se há um lugar onde tem que se aplicar dinheiro público é na educação, não é? Foi nesse sentido que eu propus, defendi e aprovei a possibilidade de recursos públicos para bolsas de estudos. É a democracia cristã a responsável por hoje centenas de milhares de jovens estudarem com bolsas de estudos no Brasil.

RQB: Agora eu pergunto para o senhor: a gente tem um grande problema que é quando o aluno chega no Ensino Superior, ele carrega uma série de defasagens acumuladas ao longo da vida. Como é que a gente consegue, como o senhor sendo o presidente da República conseguiria modificar o Ensino Básico, Fundamental brasileiro para que esse aluno chegue com melhor qualidade?

JME: A grande reforma é imperativa, absolutamente necessária no Ensino Médio. É um ensino totalmente defasado, a pessoa termina o Ensino Médio se perguntando quem eu sou, o que é que eu vou fazer. Você tem que ter uma Reforma do Ensino Médio. Hoje, você tem dados no Brasil, quer dizer, mais da metade dos jovens brasileiros está fora da educação, fora do Ensino Médio, ou seja, por que isso? Falta motivação. Para que eu vou lá, o que eu vou ganhar com isso? As próprias famílias, né! Ele vai sair, vai terminar, não tem o que fazer. 

RQB: Então, onde é que está o segredo? Onde a gente precisa atacar para melhorar a qualidade da educação e ampliar o número de pessoas que acessam ao Ensino Superior?

JME: Aí, são alguns vetores, né? A própria, o próprio conteúdo do Ensino Médio tem que ser uma coisa muito mais prática. Hoje, tem muita coisa para pouco tempo. Resultado: você tem um número enorme de matérias divorciadas quase que totalmente da área térmica, você tem que conjugar isso a valorização dos professores, esse outro, outra anomalia no Brasil, não tem.

RQB: Como é que a gente valoriza o professor. Através de salário? Só isso?

JME: Salário é um dos vetores, uma das formas. Você tem que ter, motivar a valorização. Hoje, grande parte do desvio dos jovens de conduta se dá pela falta do respeito ao professor. Pois é. O professor ofender outro professor, bater no professor passou a ser uma coisa normal. Então, há de ter uma valorização do professor, numa instituição como valor que isso depende fundamentalmente, é uma obrigação fundamental do próximo presidente da República.

RQB: O Brasil gasta muito com Educação Superior e pouco proporcionalmente com a educação do Ensino Básico. E muita gente que acessa o Ensino Superior gratuito são pessoas que podem pagar pela faculdade. O senhor cobraria desses estudantes para estudarem em faculdades públicas?

JME: Essa é uma matéria que está em debate dentro da democracia cristã. Agora uma coisa é certa: você tem que ter um foco, uma prioridade para famílias carentes. É o foco. Porque, às vezes, a falta de recurso impede. Mas isso não é só. Veja. O dispositivo constitucional não fala em Ensino Superior. O dispositivo constitucional é bolsa de estudos para todos os graus, desde o Fundamental, Ensino Médio e Superior.

RQB: Pensando nisso, deputado, o senhor levaria as bolsas de estudo então, pelo que eu estou entendendo, para o Ensino Fundamental e Médio, ou seja, as pessoas poderiam estudar em escolas privadas através de programas de bolsas.

JME: É o que diz a constituição. A constituição não fala bolsa de estudos para o curso superior, bolsas de estudos para o curso Médio, não. É bolsa de estudos para alunos carentes em todos os graus.

RQB: O governo teria que prover um orçamento, o senhor proveria um orçamento específico para essas bolsas de estudo? O senhor ampliaria o Prouni? Como é que o senhor faria?

JME: Tem que ampliar os recursos hoje aplicados em educação. Isso não tem a menor dúvida. Não tem, não. É uma prioridade. Já existe um mandamento legal de proporção, você tem. Além do volume, você tem que ter qualidade de gestão nos recursos públicos destinados à educação.

RQB: Como é que o senhor faria isso? Hoje, o governo federal arrecada muito no sentido de ele pega muito dinheiro do que é produzido nos estados e nos municípios e transfere para esses estados, esses entes da federação, a responsabilidade de administrar a educação. O senhor mudaria esse formato?

JME: O que é que se chama isso? Reformular o pacto federativo. O pacto federativo que nós temos hoje é injusto, perverso, prejudicial, os recursos ficam acumulados na União e as missões de fazer distribuídas para os estados e municípios. É uma conta que não fecha. Então tem que reformar, reformar o sistema federativo, o modelo federativo que nós temos hoje.

RQB: Candidato, muito obrigado pela sua participação aqui. A você, querobolsista e estudante, obrigado e até a próxima! 

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