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Universidades

João Amoêdo no Voto pela Educação

por Natália Plascak Jorge em 09/03/18 11 mil visualizações

João Amoêdo é engenheiro civil e administrador de empresas. Nasceu em 1962, no Rio de Janeiro. Em 2011, fundou o Partido Novo, pelo qual é pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2018.

Foi o primeiro pré-candidato a ser entrevistado pelo projeto VOTO PELA EDUCAÇÃO e a apresentar suas propostas relacionadas à área da Educação para a Revista Quero.

Data de realização da entrevista: 20/02/2018

Transcrição

Revista Quero: Olá, querobolsista e estudante que acessa a Revista Quero, nós vamos começar agora uma série de entrevistas com os pré-candidatos à presidência da República. O nosso foco é saber quais são as propostas para melhorar a qualidade do ensino no Brasil e também como ampliar o acesso ao Ensino Superior. Nosso primeiro pré-candidato a dar entrevista aqui é o João Amoêdo, do Partido Novo. João, muito obrigado pela sua participação. A nossa Revista Quero tem um público de dois milhões de estudantes por mês, que visualizam as nossas notícias e são pessoas que são jovens e adultos que ou querem entrar no Ensino Superior, ou já estão cursando o nível superior. É para ele que vamos falar hoje.

João Amoêdo: Perfeito, Rui.  É um prazer estar aqui, e a gente sabe que educação é o que existe de mais transformador no país, né? Então, assim, parabéns pela iniciativa de vocês de ser uma ferramenta para permitir que mais pessoas possam se graduar de uma forma simples, não tão dependente do Estado. Então muito bom estar aqui.


RQB: João, a primeira pergunta que eu quero fazer para você é que, entra governo e sai governo, a qualidade do ensino brasileiro não melhora. O ranking do Pisa, que é o que faz avaliação em setenta países sobre a qualidade da educação, coloca o Brasil na posição de número sessenta e três. A gente está lá no final da lista. Como é que o seu governo pode atuar para melhorar a qualidade do ensino brasileiro?

JA: Perfeito, Rui. Acho que esse dado é importante. O Brasil tem gasto mais na educação e, quando a gente vai ver os rankings, tanto de Matemática e Português, a gente só piora. E uma das duas propostas do Novo, uma das nossas teses é o seguinte: o governo não necessariamente precisa fazer a gestão da educação, o governo tem se mostrado
um mau gestor, em todas as áreas. Então o que a gente gostaria, como existe, por exemplo, o sistema Prouni, onde você dá financiamento para os alunos irem para faculdades privadas, o que a gente gostaria era de dar financiamento para as pessoas no Ensino Médio, Fundamental e Básico também, para que os pais pudessem eventualmente levar os seus filhos e colocá-los na escola privada também. Porque acho que esse é um conceito fundamental, quer dizer, o fato de ser responsável por prover a educação, não deveria fazer necessariamente o governo responsável por administrá-la, dado que ele é péssimo gestor. Então tem muita coisa pra ser feita, e aí entrando em coisas específicas, a gente precisa melhorar a qualidade do professor, precisa implementar uma meritocracia, precisa valorizar corretamente a profissão. É uma série de coisas, mas acho que o fundamental, que é uma opção que o Novo quer dar, é fazer com que as pessoas possam ter a capacidade fornecida pelo Estado de optarem também pela rede privada.

RQB: A gente fez um levantamento, primeiro usando dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Ensino Básico brasileiro público custa por aluno e por ano, em torno de onze mil e setecentos reais. O site Melhor Escola, que organiza, que reúne vagas nas escolas particulares, fez uma pesquisa na Grande São Paulo e constatou que, por ano, um pai gasta no ensino privado, pouco mais de seis mil reais. Ou seja, praticamente a metade do valor que é gasto no ensino público e a gente tem um problema de qualidade principalmente no ensino público. Você falou da questão de valorização do professor, de pagar para um estudante ter um ticket para pagar uma escola particular. Esse é o caminho? É liberar para a iniciativa privada?

JA: Sem dúvida. E esse seu exemplo, numericamente, mostra exatamente isso. Quer dizer, se ao invés de estar gastando esses onze mil para a manutenção da rede pública, você desse esses onze mil para o cidadão, ele gastaria, em números redondos, seis mil reais para ter uma escola melhor e ainda haveria uma economia de cinco mil reais, isso só mostra que a gestão pública tem um nível de ineficiência e, infelizmente, em alguns casos, eu sei que, por exemplo, no Rio de Janeiro acontecia isso. Os diretores das escolas eram nomeações políticas. Como é que a gente pode melhorar a educação se você ainda tem a política influenciando até nesse nível? No nível da gestão das escolas, quer dizer, então esse de fato é um movimento. Não dá para você fazer isso de uma hora para outra, mas gradualmente seria muito interessante.

RQB: O problema que a gente tem no Ensino Superior é semelhante à questão do Ensino Básico porém se gasta muito mais, a gente gasta o triplo para manter um estudante em uma faculdade pública do que a gente gasta com um estudante no Ensino Fundamental. São trinta e seis mil reais por ano e algumas instituições de ensino públicas brasileiras gastam muito mais do que isso. Como é que a gente pode melhorar a qualidade do ensino, já que a gente não gasta pouco com essas instituições? E a gente não tem nenhuma grande instituição de ensino entre as melhores do mundo.   

JA: De novo é a questão da gestão, e eu acho que no ensino público superior a gente tem um problema adicional. A forma como está estruturado e a forma como os recursos estão divididos na educação, no fundo, é o seguinte: as nossas escolas de nível básico e fundamental são muito ruins, o que faz com que o aluno que chegue à faculdade pública tenha necessariamente feito ensino privado. Tenha tido condição de pagar o ensino privado. Então você acaba tendo um desenho onde os pobres acabam pagando a faculdade dos ricos. Então, na nossa visão, quem pudesse pagar, inclusive uma recomendação feita até recentemente pelo Banco Mundial, nossa ideia é: quem pudesse pagar pelo ensino público, pagasse. Então se a gente mudasse um pouco essa dinâmica, para que uma parte desse recurso pudesse ser investido em pesquisa, inovação e tecnologia, coisas que as faculdades têm feito muito pouco. E, de novo, levar o que fosse possível para a iniciativa privada porque é onde a gente vai ter a melhor gestão.

RQB: Hoje, a iniciativa privada já representa aí oitenta por cento dos estudantes que estão matriculados no Ensino Superior brasileiro. Portanto, sobra para as instituições públicas, que são gratuitas e que muitas vezes recebem esses estudantes com melhor
poder de renda, abrem só vinte por cento dessas vagas. Você cobraria do estudante que estuda em escola pública também? Ou você modificaria todo esse modelo de ensino? Qual seria a saída para a gente ter um sistema mais justo?

JA: Na escola pública superior, de nível superior? Eu entendo que quem pode pagar
deveria pagar, para que a gente de fato pudesse dar benefícios para aqueles que não podem. Então hoje a gente tem essa pirâmide invertida, ao invés de usar os recursos e usar a gestão para melhorar o Ensino Básico e o Ensino Fundamental, para que você crie
oportunidade para todos, você está na verdade consolidando uma elite que pode pagar e que por justamente poder pagar um ensino privado, tem acesso ao ensino público gratuito. Então a gente precisa mudar esse sistema. Focar de fato em um Ensino Básico, Fundamental e deixar o público para as privadas. Até porque acho que isso é um
dado interessante que a gente sempre pensa sobre isso: quando você tá fazendo a
educação básica fundamental. Toda sociedade se beneficia de ter cidadãos que estão bem instruídos, fazem suas opções, inclusive políticas, corretamente. Quando você tá privilegiando o ensino público fundamental, quem se beneficia é aquela pessoa que por ter tido aquele diploma (médico, engenheiro, advogado, seja lá o que for) o ganho é dele, não necessariamente da sociedade como um todo, então, reverter essa dinâmica
é fundamental.

RQB: O Governo Federal já tem alguns programas que estimulam as pessoas a estudar através da concessão de bolsas ou de financiamento. A concessão de bolsas é feita através do Prouni, que é basicamente renúncia fiscal, a instituição de ensino deixa de pagar imposto, para dar uma vaga para algum estudante de baixa renda. O Fies já é diferente, é um financiamento em que aquele estudante adquire uma dívida, contrai uma dívida, para pagar depois. Você acha esses sistemas eficientes? O tamanho dele é suficiente para o Brasil, visto que a gente teve uma redução no número de vagas do Fies recentemente? O que fazer?

JA: Perfeito. Eu gosto do Prouni, acho que o Prouni, na nossa ideia, era ampliá-lo para o Ensino Fundamental e Básico, então eu acho que é um bom modelo aí a gente teria que fazer um sorteio das vagas para dar um tratamento igualitário para todos. E, no Fies, eu acho que a gente teve um problema. Durante o governo petista, a gente acelerou muito o processo. Isso fez com que as faculdades privadas aumentassem o preço, e você criou uma distorção e, eventualmente, a gente pode ter criado aí um esqueleto que é a incapacidade dos formandos virem pagar essa dívida. Então o Fies acho que a gente tem que pensar com calma e deveria ter uma participação da iniciativa privada. Eu não gosto da ideia de você deixar todo o ônus do financiamento para a área pública e todo o aproveitamento de ter um aluno financiado para a área privada. O interessante é que a área privada participe do risco também. Então eu acho que esse sistema é bom, mas tendo um financiamento um pedaço vindo do órgão público e outro pedaço vindo da própria iniciativa privada.

RQB: E o tamanho desses sistemas? Dá para ampliar?

JA: Eu acho que dá ampliar, mas assim, eu focaria primeiro no Ensino Básico e Fundamental. Acho que a gente tem que, esse tá sendo o problema do Brasil. Acho que a gente tem que melhorar drasticamente a nossa qualificação nos rankings da Pisa.

RQB: João Amoêdo, muito obrigado pela sua participação. A você, querobolsista e estudante, até a próxima!


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