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Universidades

Jogadores de eSports assumem protagonismo do esporte universitário e se destacam durante pandemia

por Mathias Sallit em 26/08/20

Os campos e as quadras sempre foram onde Alexssandra Pereira, 23, preferiu estar e passar o tempo jogando bola. A estudante de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Ateneu (UniAteneu), em Fortaleza (CE), representa a universidade no cenário dos esportes universitários no futebol de campo, futsal e futebol 7.

No segundo semestre de 2019, ela incluiu uma nova modalidade nessa lista e participou pela primeira vez de um torneio universitário de FIFA, jogo que, até aquele momento, era um passatempo. Sem ter um videogame em casa, Alexssandra saía das aulas e dos treinos de futebol e ia até locadoras e em casa de amigos para se divertir com o hobby desde a época da escola.

"Isso era sempre uma brincadeira, era só uma diversão para descontrair das competições", relata a estudante, que nunca tinha pensado em participar de algum torneio de videogame. Até que surgiu a oportunidade de participar dos Jogos Universitários Cearenses (JUCs), no ano passado.

(Divulgação/UniAteneu)
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Logo em seu primeiro torneio, Alexssandra percebeu que levava jeito para o FIFA

Nessa primeira vez competindo, Alexssandra viu que levava jeito também para o futebol virtual. Logo de cara, ganhou o torneio estadual e se classificou para o Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), competição nacional que recebe os atletas que se destacam nos jogos regionais. "Desde que eu participei da minha primeira competição, isso só veio abrindo portas", ela conta.

Pandemia cancela jogos presenciais e eSports assumem protagonismo

Com a pandemia do coronavírus, os planos de Alexssandra para se dedicar ao futebol de campo em 2020 foram suspensos, assim como todas as competições universitárias e profissionais do Brasil e do mundo.

"O calendário nacional do JUBs foi cancelado, bem como os eventos estaduais e demais eventos universitários organizados por ligas ou atléticas", conta o superintendente de esportes da Federação Universitária Paulista de Esportes (FUPE), Kallel Brandão.

Saiba mais: À espera de condições sanitárias, universidades começam a planejar volta às aulas presenciais

Sem jogos presenciais, os eSports se tornaram a principal forma de seguir engajando atletas. Não demorou para as modalidades virtuais tomarem o protagonismo entre as competições esportivas nacionais e internacionais. Em junho, a Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU) promoveu o JUBs eSports 2020, evento totalmente online.

Foram cinco modalidades disputadas em 17 dias de competição: FIFA, League of Legends, Clash Royale, Poker e Acadêmico - este último com trabalhos científicos realizados por universitários que abordavam o tema "esportes".

Como os campos e quadras estavam fechados, Alexssandra aproveitou a oportunidade para seguir atuando no campeonato universitário e entrou na competição. Com poucas mulheres no torneio misto de FIFA do JUBs, ela foi a única a avançar até as fases eliminatórias. Seu desempenho rendeu uma convocação da CBDU para participar pela primeira vez de um evento internacional.

A FISU (Federação Internacional de Esporte Universitário, na sigla em inglês) organizou o Mundial Universitário de FIFA para o mês de julho, e a estudante da UniAteneu representou o Brasil entre as mulheres. "Era algo que eu nunca esperava na vida, até porque eu imaginava jogar o FISU um dia pelo futebol ou pelo futsal", conta Alexssandra, que se preparava para tentar uma vaga no torneio internacional pela equipe de campo da UniAteneu, antes do cancelamento.

(Divulgação/CBDU/Saulo Cruz)
Antes da pandemia, Alexssandra já começava a se destacar nos resultados do FIFA

E os resultados seguiram aparecendo. Competindo com atletas de todo o planeta, Alexssandra sagrou-se vice-campeã mundial universitária de FIFA.

"É muito gratificante ver que, em tão pouco tempo, eu me dediquei tanto que eu consegui chegar onde nem eu mesma acreditava que um dia conseguiria chegar, foi algo incrível", ela relata.

Na modalidade masculina, quem também representou o Brasil no mundial universitário de FIFA foi Ulisses Selles, 23, estudante do 8º semestre de Engenharia de Produção da Universidade Anhembi MorumbiJá mais experiente e carregando uma bagagem recheada de conquistas nacionais e sul-americanas no eSports universitário desde 2017, pela primeira vez o atleta chegou ao evento mundial.

A necessidade do torneio acontecer online e alguns problemas de conexão não desanimaram Ulisses.  "Jogar um FISU foi uma experiência incrível, pois é o mundial de FIFA, e é algo especial defender as cores de seu país e sua faculdade pelo mundo", afirma o estudante, que tem se preparado durante a pandemia para novos desafios no videogame.

(Reprodução/FISU)
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Ulisses representou a Anhembi Morumbi e o Brasil no FISU

Bolsas de estudo para eSports podem ser tendência

Se tornar a segunda melhor jogadora universitária de FIFA do mundo com menos de um ano de experiência em competições trouxe vantagens para Alexssandra Pereira também na UniAteneu. Antes atleta bolsista no futebol, a faculdade reverteu sua bolsa para o eSports, e o resultado no campeonato mundial ampliou o benefício da bolsa de 75% para 90% no valor da mensalidade.

"Além de trazer muita visibilidade para mim, eu trouxe muita visibilidade para a universidade", afirma

"Isso é muito bom, porque as outras pessoas estão começando a ver e começando a crescer dentro da equipe de eSports da UniAteneu. Hoje a gente tem mais atletas de outras modalidades migrando para disputar os campeonatos virtuais de eSports. É muito gratificante saber que começou comigo", relata Alexssandra.

Para o presidente da Federação Universitária Cearense de Esporte (FUCE), Edson Bolivar, a tendência é que as universidades cada vez mais ofereçam bolsas para que praticantes dos eSports representem as faculdades em campeonatos no Brasil e no mundo.

"São modalidades que vêm a acrescentar, inclusive no âmbito acadêmico, porque os alunos vão passar a ter uma nova oportunidade de conseguir estudar através do esporte", conta o presidente da FUCE. "Já conseguiam bolsas de estudo nas modalidades individuais e coletivas, e agora têm a oportunidade de conseguir através do esporte virtual."

Veja mais: Bolsas de estudo para atletas incentivam o esporte universitário

Ulisses Selles, jogador de FIFA da Anhembi Morumbi, vê de perto a expansão do cenário universitário dos eSports e acredita que o modelo de bolsas de estudo, que já faz sucesso nos Estados Unidos, pode servir para que as faculdades se engajem ainda mais com esses alunos.

"Com o atual cenário [da pandemia], os eSports cresceram mais ainda, pois a possibilidade de competir online foi uma saída para as pessoas passarem seus dias e manterem sua parte competitiva ativa", diz Ulisses. "Daqui para frente, tenho certeza que ganharemos cada vez mais atenção e fico feliz de fazer parte de toda essa construção e desenvolvimento."

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Enquanto isso, modalidades presenciais esperam retorno

Gabriel Paraíso, 27, está no último período do curso de Educação Física no Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau). Atleta bolsista das modalidades de futsal e futebol de areia, sua rotina antes da pandemia era de quatro dias de treinos e pelo menos um jogo por semana.

Sua bolsa de estudo o ajuda na faculdade, e a garantia que ela seria mantida mesmo com as competições suspensas o tranquiliza. "Sem a oportunidade da bolsa que me foi dada pela Uninassau, não teria condições de estudar e hoje exercer a profissão", conta o aluno.

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O grupo Ser Educacional, mantenedor da Uninassau e de outras universidades que se destacam no cenário do esporte universitário brasileiro, como a Universidade Guarulhos (UNG), continua com as seletivas esportivas de forma virtual, buscando captar novos atletas para jogar em diversas modalidades pelas faculdades.

"Continuamos aumentando o investimento no esporte universitário, uma marca forte do Ser Educacional, que tem mais de mil atletas dentro das diversas instituições de ensino do grupo no Brasil", conta o coordenador de esportes do Ser Educacional, Hermógenes Brasil.

Assim como o grupo, a FUPE tem engajado jogadores, faculdades e ligas paulistas virtualmente. "A FUPE tem mantido contato com as instituições e atléticas, criou canais de diálogo, organizou eventos virtuais como Karatê Kata, Taekwondo Pomsae e Xadrez, e tem um trabalho muito forte no Campeonato Paulista Universitário de Esportes Eletrônicos (CPUE)", explica o superintendente Kallel Brandão.

"Da nossa parte, vamos focar em buscar parceiros, reduzir custos, e oferecer um cenário que onere o menos possível as universidades, tentando demonstrar que a manutenção do apoio ao esporte pode ser parte fundamental na retomada dos alunos perdidos na crise", completa o superintendente da FUPE.

Quanto ao retorno das competições, Kallel afirma que "não adianta passar o carro na frente dos bois". Segundo ele, o primeiro passo é o retorno das atividades presenciais das universidades. "Ai, falaremos em retorno de competições universitárias presenciais".

Com os treinos individuais voltando gradativamente na Uninassau, Gabriel está empolgado com o desafio da readaptação aos jogos. "Não será fácil, mas não vejo a hora do retorno", ele diz.

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