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Universidades

Levy Fidelix no Voto pela Educação

por Natália Plascak Jorge em 28/03/18 440 visualizações

Levy Fidelix é jornalista e publicitário. Nasceu em 1951, em Mutum (MG). Em 1994, fundou o PRTB, Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, pelo qual é pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2018.

Foi o segundo pré-candidato a ser entrevistado pelo projeto VOTO PELA EDUCAÇÃO e a apresentar suas propostas relacionadas à área da Educação para a Revista Quero.

Data de realização da entrevista: 12/03/2018

Transcrição

Revista Quero: Olá, querobolsista e estudante que acessa a Revista Quero. Estamos de volta para mais uma entrevista com os pré-candidatos à presidência da República. Aqui ao meu lado o candidato Levy Fidelix, do PRTB. Candidato, muito obrigado por ter aceito dar entrevista aqui para a Revista Quero. Nós temos 2 milhões de leitores por mês. São jovens e adultos que ou estão ingressando no Ensino Superior ou que já estão matriculados. Boa parte deles ingressaram no Ensino Superior com bolsas de estudo através do site Quero Bolsa. É para esse público que o senhor vai falar hoje.

Levy Fidelix: Muito bem, Rui. Muito obrigado pela oportunidade a Revista Quero. Digo para vocês que eu creio que sou o único candidato que oferece uma plataforma política e específica para o setor. Eu creio que nós temos aí em torno de 900 a 1 milhão de estudantes que se formam no ano. Pessoas que saem depois de 20 anos de sua formatura e não encontram no mercado de trabalho as oportunidades que exatamente é essas que eu prefiro dizer que são as oportunidades que o Estado se obriga a fazê-lo, aliás deveria obrigar-se a fazê-lo e não faz. Por exemplo, a pessoa é médico, dentista, advogado, engenheiro, o que for, ela estando com o seu canudinho na mão com a sua formatura, ela vai a um banco, agente do BNDES, é esse meu projeto, e ela obtém ato contínuo com a sua formatura, com a sua prova de que está formado, financiamento a juros subsidiados pelo BNDES, que é o Banco Nacional do Desenvolvimento Social, que tem esta obrigação de fazê-lo. Hoje, o BNDES está financiando as Odebrechts da vida, as OASs, está financiando especialmente aqueles que não precisam, né, que compram aviõezinhos por aí. Então eu, no meu eventual governo, vou fazer com que essa obrigação do BNDES seja feita através de uma carteira de específica para financiar juros subsidiados com 20, 30 anos para pagar com carência de dois, três anos esses que se formaram. Nada correto do que é isso. A pessoa não a de colher o fruto da sua formatura para ingressar na vida profissional.

RQB: Para ingressar na vida profissional financiando o seu negócio.

LF: Muitas vezes ele sai com uma graduação, mas ele não tem ainda a condição de se manter, de se auto-financiar. Ele quer comprar, por exemplo, um dentista, ele quer comprar o seu gabinete dentário, o engenheiro, o advogado, não é verdade. Então, sei lá, ele tem que gastar 200, 300 mil, ele será financiado pelo BNDES, com juros de 100% ao ano e 20 anos para pagar. Isso é correto e justo.

RQB: Mas, a gente tem um problema um pouquinho antes do Ensino Superior, que é o Ensino Fundamental. O ranking Pisa, que verifica a qualidade do ensino no mundo, fez uma pesquisa com 70 países, e colocou o Brasil na posição 63. A gente tem um problema muito sério da Educação Básica e Fundamental. Como a gente trabalha isso, candidato?

LF: O Fies, veja bem, está financiando esse segmento, esse pedaço do conjunto. Mas eu me foco um pouco mais no ensino posterior, ou seja, universitário, por quê? Porque antes o Estado muitas vezes dá para as pessoas uma universidade até gratuita. Agora, depois que ele se formou, o que é que ele vai fazer? Ele vai ser estagiário? Ganhar 965 reais? Vai ser um subempregado ou vai para as drogas? Então o mais importante para mim é exatamente esse meu projeto. É o pós-formando. Ninguém até hoje falou disso. O Estado é omisso nessa área, então, eu creio que outros programas existem para o Ensino Básico e para o Médio, porque hoje nós temos um Estado protetor que dá e concede bolsas e assim vai. O pós-formando é a pior área e o pior segmento que hoje não está sendo contemplada. Após 20 anos de educação, a pessoa sai para a rua das amarguras e, em vez de sair para colher os frutos do seu estudo e do seu ensino. Eu creio que isso é fundamental.

RQB: Os educadores têm reclamado muito da qualidade de como o estudante tem chegado para o Ensino Superior. Houve um grande crescimento no número de vagas no Ensino Superior. Muitas pessoas ingressaram; a gente tem 8 milhões de pessoas matriculadas hoje no Ensino Superior brasileiro, mas eles vêm carregando uma grande deficiência. E essa grande deficiência, no final das contas, acaba sofrendo consequências na carreira profissional dessas pessoas. Daí, nem um financiamento pode ajudar a ter sucesso.

LF: Não resta dúvida que tanto o docente quanto o discente, ambos sofrem essas consequências pela qualidade do ensino. Hoje, o que se pratica muito é politicagem, especialmente nas universidades. O “gramscismo” entrou bastante e politizou o aluno. Ele fica perdendo muito tempo, ao invés de se dedicar e, por outro lado também, o docente necessita se capacitar. Para isso, ele precisa de que? De financiamentos específicos para seus estudos. Ele tem que se aperfeiçoar. É necessário também informatizarmos as escolas, informatizarmos que eu digo é termos digamos uma educação com Informática já profissional e não apenas ficar brincando de computador. É necessário nós darmos desde o Ensino Básico até os demais segmentos, secundário e até a universidade a condição de a pessoa ter os instrumentos aí a Informática. Eu sempre tive esse pensamento mesmo porque eu tive um programa de televisão, TV Informática, eu já dizia isso 30 anos atrás. É necessário nós nos entusiasmarmos por financiarmos e também acumularmos qualidade. Com essa qualidade, nós vamos então dar as condições para que a pessoa formada seja um profissional dedicado e gabaritado.

RQB: O senhor é a favor de cobrar do estudante que pode pagar e que cursa uma universidade pública? O senhor acredita que tem que cobrar dessas pessoas?

LF: Não é que tem que cobrar. É uma opção das pessoas. Antigamente, no meu tempo, o ensino público era superior ao ensino pago. Por incrível que pareça. Lá no Rio, por exemplo, eu sou de lá. Quem estudava no Pedro II era coisa do supra sumo. E era ensino público. Professor ganhava bem, não é? Os alunos se dedicavam realmente, não ficavam fazendo política ou politicagem, participando de passeata, essa inversão de valores, hoje até se bate em professor. É questão cultural. O “gramscismo” entrou realmente nas camadas intelectuais e nos colocou, digamos, a essa pobreza intelectual porque desviou o foco. Isso foi feito de maneira, digamos, proposital. A partir dos anos 70 mais ou menos, onde eles queriam ter o domínio da intelectualidade, eles fossem filtrando especialmente nos docentes, que passaram exatamente em vez de fazer um ensino de qualidade passaram a fazer política dentro do colégio ou da universidade.

RQB: Em efeitos práticos, o Brasil gasta pouco no Ensino Fundamental e gasta bastante no Ensino Superior. O Brasil gasta em torno de 11.600 reais por aluno por ano na escola pública, que é uma escola pública que a gente já até discutiu que é uma escola pública que não está levando qualidade para o estudante que entra na faculdade e, do outro lado, gasta-se muito dinheiro com as instituições públicas, cerca de 36.000 reais por ano, por aluno. Isso são dados da OCDE. O senhor, dentro de um governo comandado por Levy Fidelix, como é que fica o investimento? Quanto vai para o Ensino Fundamental e quanto vai para a faculdade?

LF: Primeiramente, tem que ir para os dois. O que acontece com o Brasil de hoje, querido Rui, é o seguinte: investe-se tão somente 95 bilhões na educação. Isso é muito pouco. 115 na saúde, isso é muito pouco. Agora, para os bancos, tem dinheiro. Porque nós vivemos em um regime monetarista econômico, onde o Meirelles com a turma dele, com a turminha dele, faz com que os juros subam e desçam e naturalmente com isso beneficia somente uma camada da sociedade que são os banqueiros e o setor rentista. Eu creio que nós tínhamos que dobrar os investimentos. Nós tínhamos que em vez de ter 95 bilhões, ter 200 bilhões. Tem que tirar de onde você vem me perguntar. De onde que é? Dos bancos. Porque nós pagamos 540 bilhões para juros bancários. Um setor que não traz à sociedade nenhum benefício, e só beneficia quem? Os grandes larápios e ratos da sociedade são os banqueiros. Por isso que eu combato exatamente essa política monetarista. Tem que transformar em desenvolvimentista onde os setores de produção e produtividade que rendem. E com isso também, sobraria dinheiro para colocar em educação, coisa que nos passado tinha. O Brasil tinha um PIB no passado onde a educação era consistente porque tinha investimento, professor ganhava bem, as aulas eram bem equipadas e com o tempo isso foi perdendo.

RQB: Candidato, rapidamente, nosso tempo já está chegando no finalzinho.

LF: Claro.

RQB: Sobre os programas de incentivo ao estudo. Programas como financiamento estudantil e bolsas de estudo. Uma parte disso vem do dinheiro público. O Prouni é um projeto que é baseado em isenção fiscal. O Fies é baseado em dinheiro do Tesouro e muitas vezes operado pelo sistema bancário. Como é que o senhor vê esses programas para incluir estudantes no Ensino Superior privado?

LF: Bom, veja bem. O setor privado hoje em dia você está vendo as universidades brasileiras, grande parte, estão sendo compradas por empresas de ensino americano e até fundos. Virou um negócio. Então na medida em que o Estado, ele deixou que essa qualidade do ensino público fosse baixando, então o setor privado está salvando a custos elevadíssimos. Passou a ser um negócio, um business. Eu estou contra isso. Nós temos que fazer com que o setor privado, não que tenha que reduzir, mas o setor privado tem que competir em igualdade com o ensino público, ou seja, injetando mais verbas e substanciais. Em vez de 95 bilhões, eu vou para muito mais. Uma criança, por exemplo, que tenha hoje condição com um computador de estudar, ela vai ser naturalmente um cara para o futuro bem melhor em consistência educacional, porque ela tem os instrumentos que o faz que ele possa realmente ser aperfeiçoado no mundo de hoje. Então, é necessário comprar computadores, melhorar o ensino a livre docente, e o discente será beneficiado de tudo.

RQB: Candidato Levy Fidelix, muito obrigado pela sua participação.

LF: Eu que agradeço, Rui. Muito obrigado.

RQB: A você, estudante e querobolsista, até a próxima.

LF: Tchau, gente!


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