logo
Lista de faculdades Lista de cursos Lista de profissões Revista Quero Central de ajuda

banner image banner image
Curiosidades

PISA 2018: maioria dos brasileiros não tem conhecimentos básicos; entenda quais são eles

por Giovana Murça em 04/12/19 150 visualizações

O desempenho dos jovens brasileiros caiu em matemática e ciências e ficou estagnado em leitura no ranking mundial do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (PISA, na sigla em inglês) de 2018, divulgado nesta terça (3).

Em matemática, o país ficou entre os 10 piores desempenhos do mundo. A pesquisa mostrou que quase 70% dos estudantes de 15 anos não sabem o básico da disciplina.

pisa 2018

Sobre o PISA 

O PISA é um ranking mundial de educação realizado a cada três anos. Em 2018, o PISA avaliou cerca de 600 mil estudantes de 15 anos em 79 países e economias em três disciplinas: leitura, ciências e matemática. A responsável pela pesquisa é a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Leia também: Pisa 2018: Brasil permanece estagnado e fica abaixo da média da OCDE

Brasil abaixo da média 

O Brasil obteve uma pontuação inferior à média da OCDE em leitura, matemática e ciência. A OCDE concluiu que o Brasil mantém um tendência de estagnação. Em matemática, o desempenho médio melhorou entre 2003 e 2018, mas a maior parte da melhora ocorreu nos primeiros ciclos da pesquisa. Depois de 2009, o desempenho médio não mudou significativamente em matemática, leitura e ciência.

pisa 2018
Fontes: PISA 2018 - OCDE

A proporção de baixos resultados nas três disciplinas (abaixo do nível 2) foi de 27.8% no Brasil, a média da OCDE chegou a 13.4%. Já a taxa dos melhores desempenhos em pelo menos uma disciplina (nível 5 ou 6) foi de 15.7% na média da OCDE e apenas 2.7% no Brasil.

A pesquisa classifica os desempenhos em níveis de 1 (abaixo de 357,77 pontos) a 6 (acima de 669,30 pontos). O nível 2 (de 420,07 e 482,38 pontos) é considerado o nível básico. Para atingir os níveis 5 ou 6, o desempenho precisa ser acima de 606,99 pontos.

Desempenho em matemática

A pesquisa da OCDE define a alfabetização em matemática como “a capacidade dos alunos de formular, empregar e interpretar a matemática em diversos contextos. Inclui raciocínio matemático e uso de conceitos, procedimentos, fatos e ferramentas matemáticas para descrever, explicar e predizer fenômenos”.

Em matemática, mais de dois terços dos alunos brasileiros tiveram um desempenho abaixo do nível 2, ou seja, não dominavam o básico da matemática. No Brasil, apenas 32% dos estudantes atingiram o nível 2 ou superior em matemática, a média da OCDE foi de 76%.

De acordo com o relatório, num nível básico, esses estudantes deveriam, no mínimo, saber interpretar e reconhecer, sem instruções diretas, como situações simples podem ser representadas matematicamente. Eles devem, por exemplo,saber comparar a distância total entre duas rotas alternativas ou converter preços em uma moeda diferente. 

pisa 2018

Na prática, segundo a coordenadora geral pedagógica da Escola Viva, Camilla Schiavo, esses estudantes deveriam dominar os seguintes conhecimentos e habilidades básicos:

  • Relacionar os diferentes campos numéricos, compreendendo a relação entre eles;
  • Construir procedimentos de cálculo;
  • Analisar, interpretar, formular e solucionar problemas, entendendo os diferentes significados das operações básicas (soma, subtração, multiplicação e divisão);
  • Reconhecer que existem problemas envolvendo diferentes eixos (operações, medidas, geometria) e saber como resolvê-los;
  • Ter conhecimentos sobre probabilidade e estatística, antecipando possíveis eventos;
  • Ter construído o pensamento algébrico e os modos de generalização tendo por base a observação e análise de dados numéricos, padrões, regularidades ou relações matemáticas que utilizem a linguagem natural, diagramas, tabelas, fórmulas ou símbolos matemáticos.

A coordenadora Camila destaca que não bastaria que esses alunos soubessem apenas fórmulas e teoremas, é preciso que eles saibam aplicar esses conhecimentos em diferentes problemas. 

Apenas 1% dos alunos brasileiros atingiram a nota 5 ou superior em matemática, enquanto a média da OCDE é 11%. Nesse nível, os estudantes devem lidar com situações matemáticas complexas e saber selecionar, comparar e avaliar estratégias apropriadas de solução para resolver esses problemas.

Desempenho em leitura

O foco do PISA 2018 foi a avaliação da habilidade de leitura dos alunos. Para a OCDE, a alfabetização é descrita como: "a capacidade dos alunos de entender, usar, avaliar, refletir e se envolver com textos para alcançar seus objetivos, desenvolver seu conhecimento e potencial e participar da sociedade”.

No resultado geral, um em cada quatro estudantes tiveram dificuldade com aspectos básicos da leitura, como identificar a ideia principal de um texto médio ou conectar informações fornecidas por fontes diferentes.

pisa 2018

No Brasil, cerca de 50% dos alunos atingiram pelo menos o nível 2 de proficiência em leitura, na média da OCDE essa taxa foi de 77%. No nível 2, considerado o básico, segundo o relatório, os estudantes devem, no mínimo, ser capazes de identificar a ideia central de um texto médio, encontrar informações explícitas e refletir sobre a finalidade e a forma dos textos quando explicitamente instruídos a fazê-lo.

Segundo Gabriela Terra, professora de Língua Portuguesa da Escola Viva, ao final do ensino fundamental, o aluno deve ser capaz de ler muito além da decodificação. Na prática, dominar o básico da habilidade de leitura é “dominar as estratégias necessárias para discernir fontes e avaliar a qualidade e a veracidade do que se lê”, explica Gabriela.

Esse estudante deve saber analisar o texto e seu contexto de produção. Além disso, deve interagir com diversos gêneros textuais, entendendo como são produzidos, onde, quando, por quê, com qual intencionalidade.

Apenas 2% dos estudantes no Brasil foram os melhores em leitura, ou seja, atingiram os níveis 5 ou 6. Na média da OCDE, 9% dos alunos atingiram esses níveis. Acima do nível 5, os estudantes já podem compreender textos longos, lidar com conceitos abstratos e estabelecer distinções entre fato e opinião, com base em pistas implícitas no conteúdo ou na fonte do texto.

Desempenho em ciências

Outra disciplina avaliada pelo PISA foi ciências. A alfabetização em ciências é definida pela OCDE como a capacidade de explicar fenômenos cientificamente, avaliar e projetar pesquisas científicas e interpretar dados e evidências científicas.

Cerca de 45% dos estudantes brasileiros atingiram o nível 2 ou superior nesse disciplina. Na média da OCDE, essa porcentagem sobe para 78%. Nesse nível básico, segundo o PISA, os alunos devem reconhecer a explicação correta para fenômenos científicos familiares e usar esse conhecimento para identificar, em casos simples, se uma conclusão é válida com base nos dados forneceu.

De acordo com Almir Vieira de França, professor de Química do Colégio Mater Amabilis, para dominar o básico da ciência, esses alunos deveriam entender sobre os seguintes temas: diversidade da vida nos ambientes, diversidade dos materiais, formação e manejo do solo, decomposição de materiais, qualidade da água, qualidade de vida, energia nos ambientes, matéria e suas transformações, atmosfera e meio ambiente.

pisa 2018

Já os classificados nos melhores níveis (5 ou 6) foram apenas 1% dos alunos no Brasil e 7% na média da OCDE. Esses estudantes podem aplicar seus conhecimentos científicos de forma criativa e autônoma para várias de situações, incluindo as não familiares.

No nível ideal de domínio do conhecimento científico, segundo o professor Almir, os estudantes também devem dominar os seguintes conteúdos:

Desigualdade de gênero

O PISA também identificou desigualdade de gênero nos desempenhos das disciplinas. Em matemática, os meninos brasileiros superaram as meninas em nove pontos. Já em leitura, as meninas brasileiras passaram na frente em 26 pontos. Em ciência, meninos e meninas tiveram desempenho semelhante.

banner image banner image

Se por algum motivo você não utilizar a nossa bolsa de estudos, devolveremos o valor pago ao Quero Bolsa.

Você pode trocar por outro curso ou pedir reembolso em até 30 dias após pagar a pré-matrícula. Se você garantiu sua bolsa antes das matrículas começarem, o prazo é de 30 dias após o início das matrículas na faculdade.

Fique tranquilo: no Quero Bolsa, nós colocamos sua satisfação em primeiro lugar e vamos honrar nosso compromisso.

O Quero Bolsa foi eleito pela Revista Época como a melhor empresa brasileira para o consumidor na categoria Educação - Escolas e Cursos.

O reconhecimento do nosso trabalho através do prêmio Época ReclameAQUI é um reflexo do compromisso que temos em ajudar cada vez mais alunos a ingressar na faculdade.

Feito com pela Quero Educação

Quero Educação © 2011 - 2022 CNPJ: 10.542.212/0001-54