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Universidades

Projeto da USP de Lorena traz um ecoponto de eletrônicos e promove a educação ambiental

por Marina Borges em 28/02/20

A preocupação com o resíduo digital é uma necessidade moderna dada a velocidade com que a tecnologia evolui. Equipamentos eletrônicos são trocados repetidas vezes por outros modelos mais potentes e modernos. 

Enquanto isso, celulares, câmeras, notebooks, computadores, dentre outros, vão se acumulando em nossas casas. O lixo eletrônico é um problema crescente em escala global e seu descarte incorreto causa diversos impactos ambientais. 

De acordo com relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (Pace) e da Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico, divulgado em 2019, estima-se que o nível de produção de lixo eletrônico no mundo deverá chegar a 120 milhões de toneladas por ano em 2050, levando em conta as tendências atuais.

A solução para alcançar a sustentabilidade está intimamente ligada à educação, à conscientização e à instalação de lugares destinados à recuperação e ao reaproveitamento e destino adequado desses equipamentos.

Pensando nisso, a Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da Universidade de São Paulo (USP) inaugurou, em 2019, o Eco Maker Space projeto realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Lorena no anexo da Escola Profissionalizante Milton Ballerini, no centro da cidade.

(Foto: Simone Colombo/EEL)
Projeto da USP de Lorena traz um ecoponto de eletrônicos e promove a educação ambiental - REVISTA QUERO
No projeto, peças de equipamentos descartados viram material para aulas de robótica

O local recebe eletrônicos em desuso que, após análises, são encaminhados a um fim adequado. Dentre as ações possíveis estão a recuperação a partir de peças retiradas de outros equipamentos; a permuta a quem interessar; a logística reversa (devolução ao fabricante) e os trabalhos artesanais, de reciclagem e de educação. 

Em paralelo, as atividades propõem compartilhar conhecimento por meio de oficinas, exposições, palestras e workshops.

“Existem muitos pontos de coleta de eletrônicos espalhados em diversas cidades, mas o Eco Maker Space é o primeiro do país que serve também como espaço de educação”, afirma o professor Eduardo Ferro, da EEL. 

Ele ainda acrescenta que o ponto de coleta “não será um local só para descarte e depósito de equipamentos, será um local onde as pessoas possam fazer pesquisa, aprender e empreender.”

Alunos bolsistas e voluntários auxiliam nas ações do Eco Maker Space, sob a coordenação de professores voluntários. O Centro Acadêmico de Engenharia Ambiental (CAEA) foi a primeira entidade da EEL a aderir ao projeto e já realizou uma oficina com alunos da Associação de Atendimento da Criança e do Adolescente de Lorena. 

O professor Ferro projeta para um futuro próximo a criação de uma rede de colaboração, de modo que um “Eco Maker Space” possa ser implementado em qualquer escola ou cidade.

“Vivemos em uma era onde a natureza não é mais tratada de forma isolada, estamos preocupados com a sustentabilidade, que engloba, além do ambiente, a economia e a sociedade. Sustentabilidade é a palavra que veio para ficar como substituta da palavra desenvolvimento”, destaca.

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Quais itens podem ser doados?

(Foto: Reprodução)
Projeto da USP de Lorena traz um ecoponto de eletrônicos e promove a educação ambiental - REVISTA QUERO
O Brasil lidera a produção de lixo eletrônico na América Latina

Segundo a página do projeto, podem ser encaminhados ao ponto de coleta equipamentos de informática (computadores e acessórios), celulares, eletroeletrônicos (som, vídeo, fax etc.), brinquedos, dentre outros equipamentos caracterizados como eletrônicos. Ainda não é possível receber televisores ou equipamentos elétricos de grande porte, como geladeira, fogão, ar condicionado e micro-ondas.

A doação dos equipamentos é feita em horários programados ou por meio de campanhas de recolhimento na cidade. A participação nas oficinas e cursos também segue a agenda programada, com atividades destinadas a diversos públicos.

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A proposta

O projeto consiste em ser um ecoponto o qual recebe equipamentos eletrônicos em desuso e permite transformá-los em equipamentos para reuso e reciclagem. Ademais, a iniciativa oferece à sociedade um espaço de aprendizagem criativa, que transforma os equipamentos em desuso em educação, arte e pesquisa.

Por meio de uma cooperação entre a Escola de Engenharia de Lorena (EEL) e a Prefeitura Municipal de Lorena, o Eco Maker Space busca propiciar uma melhor educação ambiental,  possibilitando, assim, o desenvolvimento de projetos criativos e inovadores enquanto educa para a evolução da sociedade. 

Além disso, o projeto busca incentivar a população com ações sustentáveis para uma cidade mais limpa, já que pode recuperar e destinar corretamente o resíduo eletrônico, evitando que sejam descartados em qualquer local.

Atividades

1) Recebimento de eletrônicos em desuso

O Eco Maker Space recebe os equipamentos eletrônicos como doação e inicia seus estudos e ações por meio das seguintes iniciativas:

  • Recuperação de equipamentos: algumas vezes é possível recuperá-los, com a troca de peças e partes de outros equipamentos também doados. Quando isso ocorre, os mesmos são doados a escolas públicas ou outras entidades em que possam servir;

  • Recuperação de partes: um HD, teclado ou mouse, por exemplo, pode ser recuperado e doado a quem possa fazer uso;

  • Logística reversa: busca-se os fabricantes dos equipamentos e componentes para estimular a logística reversa, fazendo com que eles recolham os equipamentos que não tem mais utilidade;

  • Educação: partes de equipamentos são utilizados nas oficinas de educação ambiental. Motores de impressoras, por exemplo, são insumos utilizados nas Oficinas de Robótica;

  • Arte: partes de equipamentos são utilizados nas oficinas de Arte com Resíduos. Os materiais produzidos podem gerar até mesmo renda aos participantes;

  • Encaminhamento à reciclagem: partes que não há como reutilizar são disponibilizadas a cooperativas e demais empresas interessadas, que podem reutilizar como matéria prima em seus processos. Como exemplos podemos citar os cobres de motores, vidro de monitores, plásticos, metais, dentre outros.

2) Oficinas

(Foto: Reprodução/Eco Maker Space)
Projeto da USP de Lorena traz um ecoponto de eletronicos e promove a educação ambiental - REVISTA QUERO
As atividades oferecidas estimulam a criatividade

Confira as diversas oficinas oferecidas no projeto:

  • Eletrônica Básica: utilizando componentes eletrônicos, teoria e muita prática, é uma oficina que visita capacitar jovens de 12 a 18 anos para a prática da eletrônica digital e analógica;

  • Robótica Ambiental: oficinas com crianças de 6 a 12 anos que possibiltam a aprendizagem de conceitos básicos de robótica utilizando materiais de reuso. Os participantes levam para casa um robozinho;

  • Oficina de Arte: é oferecida a idosos, onde são trabalhadas peças artesanais utilizando resíduos eletrônicos que seriam descartados. 

As oficinas seguem a Agenda de Atividades e não tem custo, pede-se somente a doação de ferramentas ou equipamentos para o projeto (estilete, tesoura, cola quente, chaves de fenda, etc).

​Escolas públicas podem agendar oficinas específicas com nossa equipe por meio do site.

3) Visita de escolas

Oficinas personalizadas para as escolas podem ser agendadas. Confira as ações:

  • Visita Técnica: a equipe explica aos participantes assuntos relacionados ao tema do projeto, como a Obsolescência Programada, o Lixo Eletrônico, a Toxicologia, o Desenvolvimento Sustentável, dentre outros;

  • Oficinas: são realizadas oficinas com os participantes de acordo com os temas do projeto.

Para participar é simples:

  • A doação de equipamentos eletrônicos é feita em horários programados (consultar a agenda) ou por meio de campanhas de recolhimento na cidade;

  • A participação nas oficinas e cursos também segue a agenda programada, com oficinas destinada a diversos públicos;

  • A visita de escolas pode ser agendada diretamente com a equipe do projeto.

A iniciativa sustentável é imprescindível nos dias de hoje. Para isso, devemos aprender a viver em uma sociedade colaborativa e que coopera. Para colaborar com o projeto, basta entrar em contato.

Créditos: Simone Colombo, da Assessoria de Imprensa da Escola de Engenharia de Lorena (EEL).

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