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Profissões

Residentes de Medicina: como eles são importantes no combate à pandemia

por Natália Plascak Jorge em 30/04/20

Além dos médicos, os residentes de Medicina passaram a enfrentar grandes desafios em suas carreiras com o surgimento da pandemia causada pelo coronavírus. 

Com o excesso de trabalho e a sobrecarga emocional gerados pelo combate à covid-19, eles se viram na linha de frente de atendimentos em um momento que nem mesmo os profissionais mais experientes se lembram de ter passado. 

residentes de medicina em atuação

Entre os altos e baixos, como uma alta dada para um paciente de idade avançada com a esperança por dias melhores ou o preenchimento de um grande volume de prontuários de pessoas que não param de chegar com os sintomas da doença, esses profissionais tentam se equilibrar para continuar os plantões e superar esse período de tantas incertezas. 

Pensando nisso tudo, a Revista Quero conversou com alguns desses grandes protagonistas para saber como eles estão lidando com o trabalho dentro dos hospitais e quais são as realidades encaradas por eles. Outro ponto importante discutido também se refere a levantamentos que mostram a situação da residência médica no país. 

Como funciona a residência de Medicina no Brasil 

A residência médica no Brasil, no formato que opera hoje, foi instituída em 1977 pelo Decreto nº 80.281. Trata-se do ensino de pós-graduação voltado para médicos, como um curso de especialização que conta com um treinamento em serviço. Ela está sob responsabilidade de instituições de saúde, universitárias ou não, e tem a orientação de médicos com grande qualificação. 

Os programas duram no mínimo dois anos e no máximo cinco e oferecem uma bolsa mensal (segundo o Conselho Federal de Medicina, desde 2016, o valor bruto pago por bolsa, pelo Ministério da Educação, é de R$ 3.330,43 por mês, para uma jornada de 60 horas semanais). O ingresso neles acontece por meio de processos seletivos tão concorridos quanto os próprios vestibulares de Medicina. 

“O residente de Medicina é o médico que já se formou e está aprendendo na prática. Uma grande força de trabalho nos hospitais universitários brasileiros. Ele enfrenta uma batalha muito grande para alguém que ganha uma bolsa com um valor baixo para trabalhar um volume grande de horas. É até algo desrespeitoso, para alguém que passou em um concurso de residência ganhar tão pouco se comparado a outros programas”, explica o professor Aécio Flávio Teixeira de Gois, cardiologista e coordenador da residência em Medicina de Emergência no Hospital São Paulo, Hospital Universitário da Unifesp.  

Depois de cumprir o programa, o residente de Medicina consegue o título de especialista, podendo atuar na especialidade escolhida. 

Veja também:  Áreas da Medicina 
                        Residência médica X especialização: qual é a diferença?

Raio-x dos residentes de Medicina 

A distribuição dos residentes de Medicina no Brasil é bastante desigual. No território nacional, a região Sudeste abriga mais da metade deles, 58,5% dos 35.178 residentes inscritos em 2017 em todos os programas, de acordo com o levantamento Demografia Médica 2018, do Conselho Federal de Medicina. Esse cenário não é exclusivo da residência. Os médicos especialistas já titulados e em atividade também estão concentrados nessa região. 

Em seguida, a região Sul do país conta com 5.631 residentes. Isso equivale a 16% do total nacional. Já o Nordeste apresenta 14,2% e o Centro-Oeste, 7,2%. O Norte do Brasil reúne o menor número de residentes (1.449, ou 4,1%), que em sua maioria estão em programas de dois anos de duração (R1 e R2). A soma de residentes presentes no Sudeste e Sul representa quase três quartos de todas as vagas de residência médica do país.

O impacto da pandemia em residentes de Medicina

Luca Silveira Bernardo, residente de Medicina no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), está vivendo na pele a situação de muitos outros milhares de residentes no Brasil. Como ele mesmo diz, os efeitos de “uma doença nova, de um comportamento incerto e que não conhecemos muito bem”. 

Ele é R2 em Medicina de Emergência, uma área recente no Brasil e em que o estresse é uma rotina. “Apesar de ter entrado na residência cinco anos depois de formado, nunca tinha tido essa experiência com pacientes nessa magnitude. Estamos enfrentando um situação bastante desafiadora”, lembra o médico. 

residentes de medicina com equipamentos

Apesar disso, ele identifica um suporte fundamental e que tem ajudado a lidar com esse cenário. “Acho que a gente tem tido bastante apoio. A conversa com nossos colegas fortalece um pouco mais a gente no enfrentamento de tudo isso.”

“Quando você está nas salas de atendimento à doença, o ambiente te traz um pouco de receio por tudo, afinal, você não pode cometer deslizes no uso dos equipamentos. Acho que o maior medo que a gente pode ter é se contaminar, mas não por adoecer, mas sim por contaminar outras pessoas com quem a gente se relaciona.” Luca Silveira Bernardo, residente de Medicina no Hospital São Paulo, da Unifesp

As respostas que são buscadas

Para investigar os aspectos emocionais que estão impactando esses profissionais que trabalham em hospitais de todo território nacional no combate à pandemia, o professor Aécio e o professor Thiago Marques Fidalgo estão desenvolvendo uma pesquisa com médicos residentes atuantes no combate à covid-19.

O estudo tem a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e avalia uma escala de ansiedade, depressão e de síndrome de burnout entre os residentes de Medicina.

“Quando a pandemia chegou, vimos os residentes médicos na linha de frente e pensamos na possibilidade de aplicar essa pesquisa para saber como eles estão lidando com tudo isso. Eles estão vivendo um momento único na história da Saúde. Em toda minha experiência profissional, eu não tinha vivido algo assim”, relata Aécio.

Na Unifesp, eles também tiveram uma divisão dos trabalhos. Alguns desempenham suas funções nos atendimentos da covid-19 e outros em suas áreas específicas. Mas uma boa parte dos residentes está voltada para a pandemia. 

“Sabemos da importância de ter um psicólogo ajudando os residentes, principalmente aqueles que fazem os atendimentos de emergência. Esse olhar e esse cuidado são extremamente necessários. A pandemia veio com uma ideia de mudança de paradigma em vários aspectos. O ensino e a área de residência médica certamente não serão mais o mesmos também depois disso tudo”, conclui o professor Aécio.


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