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Ensino Básico

Saiba como lidar com o comportamento das crianças na quarentena

por Luiza Padovam Vieira em 29/05/20


Saiba como lidar com o comportamento das crianças na quarentena

Faz aproximadamente 70 dias que milhares de brasileiros estão isolados em suas casas, saindo apenas para fazer as tarefas essenciais como ir ao mercado ou a farmácia. Esta situação, também única para muitos, é um verdadeiro passeio de montanha-russa no campo das emoções: ora sobe, ora despenca, ora vira de ponta-cabeça e, às vezes, se mantém em linha reta. 

Com isso, muitos pais e responsáveis têm se queixado sobre a mudança de comportamento das crianças durante a quarentena. A psicóloga e psicopedagoga Amanda Amorim conta que, em seu consultório, o que mais se ouve é: “A minha casa está de pernas para o ar, a criança não está conseguindo me ouvir, está tudo inflamado.”

Segundo Amorim, essa sensação de “inflamação” é normal. Ela explica que para os adultos que possuem uma gama maior de recursos internos para lidar com a angústia e a frustração o momento já é delicado, para as crianças e adolescentes os sentimentos tomam uma proporção ainda maior. Sintomas como birra, agressividade, irritabilidade, pavio curto e crises de choro são alguns dos mais apontados entre os pais. 

O que fazer

O primeiro passo que os responsáveis devem dar é entender que, assim como eles, a garotada também está sofrendo com a nova realidade. Muitas vezes, os adultos acabam guardando tudo o que estão sentindo para si mesmos achando que estão protegendo a criança quando, na verdade, estão fazendo exatamente o contrário. 

“As crianças são como esponjas”, explica a psicóloga. “O que não é falado, não quer dizer que não seja percebido ou absorvido por ela.” 

Ao invés de assumir o papel de super-heróis, os pais devem ter uma conversa franca e aberta com as crianças. Amorim afirma que ao trazer os filhos para perto e mostrar que todos estão no mesmo barco, gera-se uma sensação de alívio e incentiva a colaboração de todos para manter a casa organizada.

Além de conversar, a psicopedagoga adiciona que estabelecer uma rotina é fundamental em tempos de quarentena. Independente da idade da criança e se ela está ou não tendo aulas a distância, é importante determinar horários específicos para as atividades diárias. 

Dicas para lidar com as crianças que estão tendo aulas 

Desde março, diversas escolas ao redor do Brasil adotaram o ensino a distância, seja através de videoaulas ou conteúdos on-line. Apesar de dominarem os meios tecnológicos, muitos jovens carecem de habilidades que o EaD exige, como gerenciamento de tempo e disciplina.

Leia também: EaD na escola: veja como funciona

Amorim explica que o papel dos pais é incentivar as crianças a se organizarem, marcando presença nas aulas on-line e cumprindo com as tarefas propostas. Porém, é preciso ficar atento para não desestimulá-los perante algumas dificuldades que podem ser encontradas durante o processo, como a conexão com a internet. “É comum que o pai fale: a internet está ruim, sai disso daí, vai dormir, depois eu converso com a escola, não vai adiantar nada mesmo”, comenta.

Esse tipo de pensamento acaba desmotivando o estudante e aumentando o sentimento de cobrança já existente por acharem que estão ficando para trás. De acordo com ela, é preciso manter a filosofia de "fazer o que for possível no momento atual", sem pressões. 

Transformando tarefas domésticas e cozinha em brincadeira

Ocupar o dia a dia das crianças mais novas e daquelas que não estão tendo aulas remotas pode ser um desafio para muitos pais. Conciliar trabalho, tarefas de casa e o cuidado com os filhos é desgastante e as telas acabam sendo a saída mais fácil nessas horas. 

Entretanto, especialistas alertam sobre o tempo de exposição aos aparelhos eletrônicos. Isso porque a falta de exercícios e atividades psicomotoras, pode potencializar problemas já existentes entre muitas crianças antes mesmo da pandemia, como a disgrafia - alteração na escrita.

Segundo Amorim, a tecnologia faz parte da vida das gerações Y, Z e Alpha e é necessário que elas saibam utilizá-las de maneira consciente, mas não podemos esquecer que o cérebro é um órgão social que necessita da troca de interação com o mundo externo e com outras pessoas para se desenvolver e, nada melhor do que o brincar para promover esse desenvolvimento.

 “Através da brincadeira a criança fará as conexões necessárias para aprimorar certas habilidades cognitivas e psicomotoras importantes no seu desenvolvimento,” explica. 

Brincadeiras como massinha, desenho e coloração são ótimas opções para os pequenos. Além dos brinquedos, a psicóloga comenta que o próprio ambiente da casa fornece uma infinidade de vias sensoriais que podem e devem ser exploradas. Um bom exemplo disso, é a cozinha. Muitos pais - por receio ou por não quererem fazer sujeira - evitam incluir as crianças na preparação das refeições. De acordo com a psicóloga, o ato de separar os alimentos estimula a memória operacional e funções executivas do cérebro, além de desenvolver habilidades de planejamento. 

Vale destacar que as atividades propostas devem respeitar as limitações de cada faixa etária. Confira abaixo as tarefas de casa indicadas para cada idade:


Amorim ressalta que a implementação desses hábitos desde cedo, trará múltiplos benefícios, como o desenvolvimento do senso de colaboração e cooperação, além de trabalhar valores morais e éticos, como a empatia.

Veja também: 
+ 5 brincadeiras lúdicas que ajudam no desenvolvimento infantil


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