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Universidades

Uerj encerra período emergencial de aulas remotas em dezembro

por Raphael Fernandes em 23/12/20

*Texto escrito por Felipe Melo e Raphael Fernandes

Em meio à pandemia global de Covid-19 que assola a população mundial, milhares de alunos ficaram sem aulas nas principais universidades públicas do país, no primeiro semestre de 2020. Diante disso, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) anunciou um período emergencial com aulas remotas (online) entre os meses de setembro a dezembro.

Foto: Uerj/Reprodução
uerj
Uerj encerrou as aulas de seu período emergencial no dia 19 de dezembro

Para compreender os desafios enfrentados e os reflexos desse momento na vida dos alunos e na educação brasileira, a Revista Quero ouviu especialistas em ensino e estudantes que ingressaram na universidade neste período conturbado.

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O reflexo do ensino a distância na vida dos alunos calouros da Uerj

Desde Abril, mais de 20 mil inscritos entre estudantes e professores, tiveram acesso online a inúmeras atividades temáticas, mostrando a importância do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Uerj. De acordo com a Pró-Reitoria de Graduação (PR1), mais de 3.246 calouros estão cursando, neste semestre. Entre eles, o estudante Hiago Thomaz, que ingressou no curso de Jornalismo.

De acordo com Hiago, o início das aulas de maneira remota foram benéficas para ele voltar a estudar de forma ativa, porém a plataforma deixou a desejar na distribuição das aulas entre síncronas (ao vivo com o professor) e assíncronas (apenas o conteúdo, sem a presença do docente).

“O lado positivo é que finalmente estou estudando. Eu prefiro mil vezes ficar desesperado como estou agora, do que ficar ao léu na vida. Mas, o que eu não gosto do EaD é essa questão de aula assíncronas e síncronas. Deveria ser tudo uma coisa única, de preferência, prefiro síncrona porque é mais fácil de se organizar. Acho que as aulas deveriam ser gravadas e colocadas em alguma plataforma. Quem não pode participar, não iria perder o conteúdo. Ficaria algo mais padrão”, destaca.

Reprodução/YouTube
ava uerj aluno online
No início do período, a Uerj desenvolveu um vídeo para ajudar os alunos com o AVA

Raphael Lisboa foi outro estudante que também ingressou na graduação de Jornalismo durante este período. O jovem afirma que os professores estão dando o apoio necessário neste momento complicado de pandemia mesmo com o ensino a distância (EaD). Contudo, a quantidade de conteúdo continua bem intensa e o momento não é propício e acolhedor para isso.

“Apesar deles estarem enviando muito trabalho de uma vez só, no momento que não é tão acolhedor, eu acho que eles estão tendo uma linguagem mais receptiva para gente que é calouro. Até dá para perceber isso nas aulas assíncronas. Tocamos bastante no assunto 'pandemia' para falar sobre como a gente está se portando pra passar por esse momento de uma forma melhor”, aponta.

Leia mais: Conheça 5 curiosidades sobre a Uerj, que completou 70 anos em 2020

Em relação à quantidade de textos e conteúdo, Isabel Alves, caloura de Letras em 2020, destacou que é necessário ter tempo para dar conta de todo material proposto. Ela comentou também sobre a sua rotina de estudos no AVA da Uerj: “Está sendo um pouco complicado, porque têm muitos textos para estudar. Alguns professores estão dando aulas assíncronas e síncronas. Eles reservam um dia da semana, que é só material, e no outro dia, são as aulas, que eles tiram as dúvidas sobre esse material”, ressalta.

Vale destacar que a recepção dos calouros é feita pelos alunos veteranos durante o trote, rito comum das universidades em todo semestre para a socialização dos novos educandos. Os professores e outros funcionários só têm contato com os estudantes no retorno das aulas.

Saiba mais:  Como é o trote na Uerj? Veja como é a recepção aos calouros na universidade

Não há nenhuma política específica para eles em tempos de pandemia. A única criação da Uerj para tentar orientar os novos alunos foi um ‘Tire Dúvidas’ sobre o período emergencial.

Reprodução/Uerj
uerj coronavirus
O site foi uma boa estratégia para ajudar os calouros

Com isso, muitos alunos ainda não tiveram contato físico com professores e colegas de turma, algo comum a quem ingressa em uma graduação. A expectativa toma conta de Juliana Soares, caloura de Relações Internacionais em 2020, que não esconde a ansiedade em estudar de maneira presencial assim que a tão esperada vacina chegar ao Brasil e o isolamento social acabar.

“A minha ansiedade aumentou em 80% nessa quarentena, visto que eu estou há meses sem ver ninguém. A Uerj sempre foi o meu sonho e eu estava com a expectativa muito alta no ano de 2020 para conseguir cursar a faculdade, finalmente. O coração bate forte toda vez que eu lembro que poderia estar lá na Uerj vivendo a Concha, andando pela feirinha e subindo nos elevadores reformados”, revela.

Juliana afirma que a primeira coisa que vai fazer quando voltar às aulas na Uerj é correr pra lá e tornar-se uma universitária.

“Finalmente descer ali no ponto de ônibus, entrar, dar bom dia para o segurança e funcionários dos elevadores reformados, dar um abraço nos meus amigos de outros cursos, já que a Uerj faz essa conexão de outros cursos. Conhecer de fato a galera da minha turma, poder olhar para os olhos deles e conhecer melhor os meus professores. Eu estou muito ansiosa para tudo. Eu só quero pisar lá de fato, entende? Essa é a primeira coisa que eu vou fazer. Correr pra lá e finalmente ser uma universitária”, conta.

Neste período, a UERJ tentou favorecer a inclusão de seus alunos. Para isso, ela ofertou um número reduzido de disciplinas e garantiu a possibilidade do trancamento especial da matrícula àqueles que não tiverem condições de participar das atividades letivas. No intuito de alcançar o maior número de estudantes, a universidade lançou um programa em que distribuiu 12 mil pacotes de dados de internet e 8 mil tablets aos alunos cotistas e estudantes de ampla concorrência em vulnerabilidade social.

Foto: Reprodução/Uerj
uerj
A tendência é que o próximo período ainda seja realizado de maneira remota enquanto não houver a vacina

Saiba mais: Conheça o Àyoré, primeiro coletivo negro de Comunicação Social da Uerj

Especialistas defendem a autonomia nos estudos, mas alertam para as desigualdades

De acordo com Cláudia Santa Rosa, diretora executiva do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), as desigualdades sociais do Brasil são ainda mais evidentes com o ensino remoto. Para ela, diversos alunos ficam sem acesso às aulas em virtude da falta de condições financeiras e recursos tecnológicos para se manter na educação à distância.

“É importante destacar o momento muito diferente que estamos vivendo. Um momento em que aprofunda a desigualdade social, porque nem todos têm acesso ao ensino remoto, usando tecnologias da informação e da comunicação. E isso abre um fosso, porque não temos a garantia que todos os jovens têm acesso a informações, a conteúdos com a mesma eficácia e eficiência de outros que tem todas as condições disponíveis, mas esse momento evidencia que a escola, a faculdade, a unidade seja de ensino básico, da educação básica ou do ensino superior, pode acontecer em qualquer lugar, basta que seja possível conectividade”, analisa a especialista.

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Complementando a fala da diretora, Eduardo Valladares, professor de português do Descomplica, afirma que o aprendizado remoto pode proporcionar aos estudantes um grande ganho de autonomia: “É um momento de criar mais disciplina e liberdade com compromisso, vencendo as amarras de tudo ser determinado por alguém e passar a ser descoberto pelas linhas do prazer e gosto direcionado. Existe uma possibilidade de maior conexão com outras pessoas de mesma vontade e interesse em estudar com mais direcionamento. É o aprendizado com colaboração e trocas, que evidencia o entendimento da importância de networking”, completa.

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