Sobre
Sobre
Como funciona
Como funciona o Quero Bolsa?
Ligue grátis
0800
0800 941 3000
Seg - Sex 8h-22h
Sábado 9h-13h
Aceitamos ligação de celular
banner image banner image
Universidades

UFSCar promove pesquisa internacional com Universidade portuguesa sobre o HIV no Brasil

por Marina Borges em 30/09/19 160 visualizações

Visando a compreensão de como os subtipos do vírus da Aids, o HIV, distribuem-se no Brasil, quais pessoas são afetadas, o que contribui para sua disseminação e quais são as principais características genéticas do vírus presente em milhares de brasileiros, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade do Minho (UMinho), de Portugal, desenvolveu um estudo a respeito do HIV, contando com a colaboração do Ministério da Saúde (MS).

A pesquisa faz parte do pós-doutorado do professor Bernardino Geraldo Alves Souto, do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar, e foi realizada por meio de um acordo de cooperação com a pesquisa baseada em bioinformática integrando Evolução, Biologia e Medicina (EvoBioMed), que faz parte do Domínio de Microbiologia e Infecção do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da UMinho.

Equipe responsável pela pesquisa (Foto: João Miguel Simões Dias)

Para Alves Souto, a infecção pelo HIV é "um problema de saúde de grande importância médica e social, ainda não solucionado mundialmente devido à falta de conhecimento". Segundo o pesquisador, esse estudo é voltado, principalmente, para interesses de gestão de políticas públicas relacionadas ao controle do HIV no país.

Nesse contexto, a pesquisa avaliou como o vírus se distribui no território nacional, se afeta mais homens, mulheres, pessoas com maior ou menor grau de escolaridade e como os indivíduos contraíram o HIV. A partir das características genéticas do vírus presente em milhares de pessoas, foi possível estudar os ancestrais desses vírus e suas origens, quando chegaram ao Brasil e qual a relação genética que há entre os diversos subtipos virais no país.

Dedicando-se a entender de que lugar do mundo vieram os subtipos do vírus que circulam no território brasileiro, como acontece essa circulação e para qual lugar do globo os vírus "nacionais" estão indo, o estudo ganhou forma. Com a utilização de técnicas avançadas da Biologia Molecular e bioinformática, disponíveis no EvoBioMed, a pesquisa processou o DNA de 50 mil amostras de HIV recolhidos no Brasil entre os anos de 2008 e 2017, juntamente com informações sociodemográficas, laboratoriais, terapêuticas e sobre práticas sexuais das pessoas infectadas.

UFSCar e sua relação com a pesquisa

O número de pesquisas e projetos em desenvolvimento por docentes e discentes da UFSCar é extenso, inclusive do Departamento de Medicina, o qual foi o responsável pelo estudo sobre o HIV.

“O estudante que ingressar na UFSCar, com absoluta certeza, terá oportunidade de participar de atividades de pesquisa tanto nacionais quanto internacionais, até porque esse tipo de atividade já faz parte do cotidiano da Universidade e conta com grande número de docentes e de estudantes, seja da graduação ou da pós-graduação. A UFSCar tem, inclusive, parcerias formais já estabelecidas com outras instituições de pesquisa dentro e fora do país, oportunizando a participação de alunos”, destaca Alves Souto.

Ao desenvolver o projeto de pesquisa sobre o HIV com a Universidade do Minho, o pesquisador afirma que desenvolveu ainda mais as relações institucionais dentro da UFSCar, sendo possível abrir outros caminhos e possibilidades para que mais docentes e discentes possam usufruir da mesma oportunidade.

“Nessa parceria com a UMinho em particular, temos canais formais de interação e de intercâmbio de modo que é possível o desenvolvimento de pesquisas, estágios ou outras atividades acadêmicas interinstitucionais internacionais entre as duas universidades, com a participação de qualquer professor ou aluno interessado. Sendo assim, é possível tanto a vinda de portugueses para a UFSCar quanto a ida de brasileiros para a UMinho, como foi o meu caso”, explica Alves Souto.

Aos alunos interessados na área científica, basta que identifiquem e contatem pesquisadores, linhas de pesquisa, objetivos, campos de estágio e afinidades acadêmicas, após feito isso, podem encaminhar seus interesses a pessoas e instâncias competentes. Dessa forma, “podem, ainda, contar com o apoio da Secretaria de Relações Internacionais, seus Departamentos, suas coordenações de cursos e com as pró-reitorias de graduação, pós-graduação e pesquisa da UFSCar”, informa o pesquisador.

Segundo números da Pró-Reitoria de Pesquisas da UFSCar, atualizados em 2015, a universidade conta com 431 grupos de pesquisa em sete áreas do conhecimento: Ciências Agrárias (20); Ciências Biológicas (47); Ciências da Saúde (56); Ciências Exatas e da Terra (75); Ciências Humanas (110); Ciências Sociais Aplicadas (26); Engenharias (64) e Linguística, Letras e Artes (33).

Dados

No Brasil, o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, divulgado em 2018, mostra que, entre 2007 e 2018, foram notificados, pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 247.795 casos de Aids (68,6% em homens e 31,4% em mulheres). O documento indicou também que o país teve uma média de 40 mil novos casos da doença nos últimos cinco anos.

Dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde (Arte: Marina Borges)

Transmissão

A transmissão do HIV é significativamente influenciada por comportamentos sociais, conjugais e sexuais determinados por contingências socioeconômicas e culturais. Essas mesmas contingências também influenciam o acesso das pessoas às medidas preventivas, ao diagnóstico e ao tratamento adequado. “Considerando que as grandes regiões do Brasil são diferentes do ponto de vista socioeconômico e cultural, compreende-se que a prevalência dos problemas relacionados à transmissão do HIV em cada região podem, portanto, diferenciar entre si”, destaca Alves Souto. 

Além de trazer informação, a pesquisa poderá ser aproveitada para subsidiar o planejamento de ações e políticas públicas relacionadas ao controle do HIV na população brasileira por parte dos órgãos de gestão. Apesar de ter sido um estudo baseado em dados brasileiros, o pesquisador informa que o conhecimento produzido poderá ser útil em outras pesquisas filogenéticos nacionais e internacionais, de forma a colaborar com a solução de problemas de outras regiões.

Correspondentes Quero: Conteúdo independente, feito por estudantes, sobre universidades do Brasil - Revista Quero

Tags relacionadas:

banner image banner image

O que você achou deste artigo?

ALERTA DE VAGAS i-close
Quer ficar sabendo das melhores vagas antes de todo mundo?
ALERTA DE VAGAS i-close
Sabia que dependendo do seu período é melhor começar de novo?Thinking face f5c039d3e92b0c131b3780cdbc1ee3d7966cc05cafc35064b70df0e0e049c24d

Caso você ainda esteja no primeiro ou segundo período da faculdade, você pode economizar começando o curso novamente com bolsa de estudo.

ALERTA DE VAGAS i-close
Nós podemos te ajudar Raised hands 93ba2838e7c9b110e7b370ddadc1892902fe94722a836c919cb013fa7ced527d

Aqui no Quero Bolsa você encontra as melhores vagas em diversos turnos, até mesmo ensino a distância.

Preencha os campos abaixo para receber avisos de vagas disponíveis em nosso site de acordo com seus interesses.

ALERTA DE VAGAS i-close
Deixe seus contatos Mailbox 3aaacb172f1a1e1ba19b2e93f60f637592c84194967e63e952c08d3cb04fa7a8
ALERTA DE VAGAS i-close
Falta só mais um passo! Raised hands 93ba2838e7c9b110e7b370ddadc1892902fe94722a836c919cb013fa7ced527d

As nossas melhores vagas chegam de surpresa. Por isso fique ligado.

Com a sua confirmação enviaremos ofertas exclusivas diretamente no seu Whatsapp. Rápido, fácil, prático e na tela do seu celular.

CENTRAL DE AJUDA i-close
Como podemos te ajudar?

Gostaria de saber como o Quero Bolsa funciona e se o site é confiável.

Veja as perguntas frequentes

Quero receber vagas de acordo com meus interesses diretamente em meu e-mail e WhatsApp.

Quer ficar sabendo das melhores vagas antes de todo mundo?
i-close

Se por algum motivo você não utilizar a nossa bolsa de estudos, devolveremos o valor pago ao Quero Bolsa.

Você pode trocar por outro curso ou pedir reembolso em até 30 dias após pagar a pré-matrícula. Se você garantiu sua bolsa antes das matrículas começarem, o prazo é de 30 dias após o início das matrículas na faculdade.

Fique tranquilo: no Quero Bolsa, nós colocamos sua satisfação em primeiro lugar e vamos honrar nosso compromisso.

O Quero Bolsa foi eleito pela Revista Época como a melhor empresa brasileira para o consumidor na categoria Educação - Escolas e Cursos.

O reconhecimento do nosso trabalho através do prêmio Época ReclameAQUI é um reflexo do compromisso que temos em ajudar cada vez mais alunos a ingressar na faculdade.

Feito com pela Quero Educação

Quero Educação © 2011 - 2020 CNPJ: 10.542.212/0001-54