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Ensino Básico

Veja o que é e como funciona a escola cívico-militar

por Thales Valeriani em 06/02/20

As escolas cívico-militares são uma mescla entre a escola tradicional e a escola militar. Na primeira, a gestão é feita por pedagogos e  por outros profissionais da área de Educação, já na segunda, a gestão fica sob a responsabilidade apenas dos militares.

No modelo da escola cívico-militar, a gestão é compartilhada entre a Secretaria de Educação e a de Segurança Pública, de modo que a gestão pedagógica fica sob a responsabilidade de pedagogos e profissionais de Educação, enquanto a gestão administrativa e de conduta ficam com os militares ou profissionais da área de segurança.

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Créditos: Agência Brasil

escola civico militar

O matemático e educador Marcos Pollo, diretor de uma empresa que desenvolve tecnologias de ensino e aprendizado, a Viamaker Education, afirma que esse modelo de gestão costuma ser bem avaliado pelos pais porque eles acreditam que o filho está em um ambiente seguro e disciplinado.

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Marcos, no entanto, chama atenção para o papel da escola na formação de indivíduos. Segundo o educador, é importante que a escola do século XXI prepare um aluno autônomo na construção do próprio conhecimento e, segundo ele, a robótica é um exemplo de disciplina que prepara o aluno para esse novo contexto.

“É uma experiência de aula onde o aluno tem autonomia para construir o próprio conhecimento. Na robótica, ele é o protagonista, pois tem que respeitar o tempo, as funções dos alunos da equipe e saber como utilizar a habilidade”, explica Marcos. 

A capacidade do aluno em aplicar os conhecimentos em seu dia a dia é uma das diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que também prevê o desenvolvimento de habilidades socioemocionais no ambiente escolar.

Para explicar mais sobre os colégios cívico-militares, listamos as dúvidas mais frequentes sobre esse modelo de escola. Confira:

As escolas cívico-militares são todas iguais?

Não. O modelo ainda está em fase de implementação, mas já existem mais de 50 unidades no país, existindo diferenças entre elas, principalmente em relação ao modelo de gestão. 

O colégio cívico-militar é pago?

Não, eles são gratuitos. Há algumas exigências, como uso de fardas, mas esses também são custeados pelo governo.

Em algumas unidades há a Associação de Pais e Mestres, pela qual os responsáveis podem fazer a doação de algum valor para ajudar no custeamento de alguns itens, mas a contribuição é voluntária.

As escolas militares são melhores do que as escolas estaduais?

Em geral, as escolas militares possuem um desempenho melhor no Ideb do que as escolas públicas, com uma nota de 6,9 para as primeiras e uma nota de 4,9 para as segundas . 

Nesse sentido, elas proporcionam um ensino de melhor qualidade. Especialistas, no entanto, dizem esse desempenho é o resultado do valor investido pelo governo, já que o aluno de um colégio militar custa, em média, R$ 19 mil por ano, enquanto o da escola pública custa em torno de R$ 6 mil. 

Quem pode estudar em um colégio cívico-militar?

Qualquer estudante do Fundamental 2 ou do Ensino Médio pode prestar a prova para ingressar na escola, mas somente os aprovados poderão se matricular, de acordo com o número de vagas disponíveis.

Quais são os prós e contras da escola cívico-militar?

Segundo especialistas, um dos maiores problemas da escola cívico-militar é o alto custo do modelo e a dificuldade dele ser replicado em grande escala.

Em um universo de mais de 68 mil escolas públicas que oferecem o Fundamental 2 e o Ensino Médio, segundo dados do Censo Escolar 2018, o governo pretende levar o modelo a mais de 200 unidades, não sendo, portanto, uma política universal para a Educação Básica. 

Além disso, o processo seletivo para a matrícula dos alunos acaba sendo excludente para alunos de baixa renda ou que estão em situação de vulnerabilidade social, ao contrário da escola pública tradicional, que atende a todos.

A favor do modelo, está o bom desempenho das escolas no Ideb e no Enem, além da sensação de segurança e de disciplina, que costumam ser elogiadas por pais e alunos.

Quais cidades terão escolas cívico militares?

O governo pretende instalar 216 unidades até 2022. Para que a escola adote o modelo, ela precisa se candidatar. 

O governo afirma que serão priorizadas os colégios com mau desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade de escolas públicas, e que estejam em áreas de vulnerabilidade social. 

Em relação às regiões do país, a Norte é a que mais terá escolas cívico-militares, 19 unidades, de acordo com a lista dos municípios contemplados. A região Sul terá 12 escolas; a Centro-oeste, 10; a Nordeste, oito, e a Sudeste, cinco.

Os estados do Piauí, Espírito Santo e Sergipe não participaram da seleção do MEC, por isso, as suas cidades não constam na lista.

Confira escolas com bolsas de estudos

Confira a lista das cidades escolhidas por estado, de acordo com o MEC:


  • Acre: Cruzeiro do Sul e Senador Guiomard
  • Amapá: duas escolas em Macapá
  • Amazonas: duas escolas em Manaus e outra indicação do estado
  • Pará: Ananindeua, Santarém e duas escolas em Belém
  • Rondônia: Alta Floresta d’Oeste, Ouro Preto do Oeste e Porto Velho
  • Roraima: Caracaraí e Boa Vista
  • Tocantins: Gurupi, Palmas e Paraíso
  • Alagoas: Maceió
  • Bahia: Feira de Santana
  • Ceará: Sobral e Maracanaú
  • Maranhão: São Luís
  • Paraíba: João Pessoa
  • Pernambuco: Jaboatão dos Guararapes
  • Rio Grande do Norte: Natal
  • Distrito Federal: Santa Maria e Gama
  • Goiás: Águas Lindas de Goiás, Novo Gama e Valparaíso
  • Mato Grosso: duas escolas em Cuiabá
  • Mato Grosso do Sul: Corumbá e duas escolas em Campo Grande
  • Minas Gerais: Belo Horizonte, Ibirité e Barbacena
  • Rio de Janeiro: Rio de Janeiro
  • São Paulo: Campinas
  • Paraná: Curitiba, Colombo, Foz do Iguaçu e outra indicação do estado
  • Rio Grande do Sul: Alvorada, Caxias do Sul, Alegrete e Uruguaiana
  • Santa Catarina: Biguaçu, Palhoça, Chapecó e Itajaí


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