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Vestibular e Enem

Vestibular digital: desafio no presente e tendência para o futuro

por Giovana Murça em 14/05/20

Este ano, pelo primeira vez, o Ministério da Educação (MEC) irá aplicar um novo formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o Enem Digital. A ideia do MEC é modernizar a prova gradualmente, expandindo a versão digital até 2026, quando o Enem Impresso deve ser extinto.

Depositphotos
vestibular digital

Em nota, o MEC informa: “A consolidação do modelo digital será marcada por diversas aplicações regulares ao longo do ano, por agendamento, em todo o país, e reaplicação também em modelo digital”.

Em 2020, a prova digital será disponibilizada para 101.100 mil candidatos em 60 cidades do Brasil, nos dias 22 e 29 de novembro. O novo formato mantém o conteúdo, número de questões e tempo de prova iguais ao Enem Impresso; a redação também se mantém no papel. 

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
vestibulares digitais

A diferença é que os alunos responderam as questões pelo computador, numa plataforma desenvolvida pelo MEC. Para evitar fraudes, o Enem Digital será aplicado somente em postos autorizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Leia: Vale a pena fazer a inscrição no Enem Digital?

Vestibular digital não é novidade

O Enem Digital não é pioneiro no Brasil nem no exterior. No lançamento do Enem Digital, o próprio ministro da educação, Abraham Weintraub afirmou que a proposta é que o Enem fique no padrão da Europa e de outros países.

Algumas provas estrangeiras oferecidas em formato digital citadas pelo ministro são: SAT (Scholastic Aptitude Test), GMAT (Graduate Management Admission Test), ACT (American College Testing) e TOEFL (Test of English as a Foreign Language). Essas são provas norte-americanas que fazem parte do processo de admissão das universidades dos Estados Unidos; TOEFL também admite para instituições da França, Alemanha e Canadá.

Veja mais: Enem digital: saiba em quais provas ele será baseado

Vestibulares digitais no Brasil

Desde 2009, já existem registros de vestibulares digitais no Brasil. Hoje, dezenas de faculdades e plataformas oferecem os processos seletivos on-line. Na maioria delas, o candidato pode realizar a prova em casa. 

Com o isolamento social do período de quarentena, o processo seletivo on-line é uma das soluções para que as faculdades não parem de captar alunos nesse período de início de semestre letivo. 

Para Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação, os vestibulares digitais são uma tendência e devem se expandir, como o próprio Enem Digital. “Ao longo dos anos, com acesso cada vez maior ao ensino superior, a tecnologia vai chegar para valer, inclusive em avaliações”, completa Ademar.

As facilidades e dificuldades da prova on-line

Praticidade

Entre as vantagens que tornam o vestibular digital tão atrativo, estão a praticidade, a comodidade, a redução de custos e a interatividade. “A prova digital tem suas vantagens quando, por exemplo, é necessário analisar alguma imagem colorida. Hoje, as provas tradicionais, por uma questão de custo, não são coloridas. Na tela digital, é possível colocar cores, trazendo as pinturas recorrentes em cores”, exemplifica Ademar.

Breno Pataro/Prefeitura de BH
vestibulares digitais
Jovem usando ponto de acesso à internet em praça pública em Belo Horizonte (MG)

Adaptação

Por outro lado, há o desafio de adaptação, já que essa geração foi acostumada a prestar provas em papel. O diretor Ademar pontua que as provas de Língua Portuguesa ou Ciências Humanas, que demandam somente leitura, não seriam tão diferentes na tela ou no papel. Mas, já nas disciplinas que exigem cálculos, como Matemática, Física e Química, o papel se faz mais necessário e a dificuldade pode ser maior.

Desigualdade digital

Além disso, o item fundamental para que a prova digital aconteça ainda faz falta para muitas pessoas: o acesso à internet. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) de 2018, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25,3% dos brasileiros, ou seja, uma em cada quatro pessoas não têm acesso à internet no Brasil.

A maior parte dos cerca de 46 milhões de brasileiros que não têm acesso à rede estão na zona rural. De acordo com a pesquisa, nas áreas rurais, 53,5% das pessoas não têm internet. Nas áreas urbanas, o índice é de 20,6%.

Washington Alves/MEC
vestibulares digitais
Educação digital quilombola na Escola Municipal Maria de Trindade Rodrigues, Paracatu (MG)

Para o especialista Ademar, antes de adaptar os estudantes ao ambiente digital, é preciso garantir o acesso à tecnologia: “Nós temos um problema de desigualdade social no Brasil que desenvolve uma desigualdade de tecnologia. Temos uma carência dispositivos tecnológicos, principalmente nas classes C e D. Esse é um desafio real que vem antes de todo conceito de tecnologia. A tecnologia é meio, para ter esse meio eu preciso ter a inserção à cidadania digital”. 

Conteúdo cobrado

A maioria dos vestibulares digitais de instituições privadas do Brasil disponíveis hoje cobram a produção de uma redação. O diretor Ademar acredita que o formato de prova que exige apenas uma redação é muito frágil para dar acesso ao ensino superior.

Ele critica: “Quando se tem apenas uma redação como parâmetro, eu tenho até minhas dúvidas se alguém é reprovado [nessa prova] e se não é só um processo seletivo para cumprir uma passagem regulamentada”.

João Bittar/MEC
vestibular online
Aluno na Sala de Informática do Instituto Federal (IF) de São Paulo, em Campos do Jordão

Para Ademar, o ideal seria que, no Brasil, o vestibular fosse parte processo seletivo e houvesse uma composição de notas. O especialista dá o exemplo de países como Alemanha e China em que 30% ou 40% das notas finais dos vestibulares são do ensino médio. 

Segurança on-line

Outro desafio aos vestibulares on-line realizados em casa é a questão da segurança. Nesse quesito, o primeiro ponto de dificuldade é garantir que a pessoa prestando a prova seja, de fato, o candidato.

Segundo Lucas Vieira, gerente de produtos da Soluti (empresa especializada em tecnologia da informação com ênfase em Certificação Digital), o reconhecimento facial por biometria é uma boa forma de garantir a autenticidade do processo. “Outra questão é desabilitar dispositivos bluetooth, pois quem está em frente à câmera pode ser uma pessoa, mas tendo em vista que existem teclados e mouses sem fio, outra pessoa poderia realizar a prova fora do alcance da câmera. Inibir softwares que aplicam plano de fundo à imagem também é importante”, completa.

Gustavo Cabral Vaz/UDESC
vestibular digital
Fiscal de sala checa a identidade de candidata no vestibular da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)

O especialista em tecnologia explica que os sistemas on-line são capazes de impedir diversos tipos de fraudes por meio da identificação de pontos eletrônicos, gravação de voz e imagem do vestibulando, detecção de movimentos, proibição do funcionamento de outras aplicações e do compartilhamento de tela. 

Além disso, também é possível emitir um certificado digital - acordado pelo estudante na hora da inscrição - que identifica, criptografa e garante as integridade das informações transmitidas.

Para garantir a veracidade da prova, os sistemas precisam garantir alguns outros requisitos, como:

  • Exigir dados para confirmar a identidade do usuário;

  • Definir tempo de duração da prova;

  • Identificar do IP do usuário (o protocolo de internet);

  • Ter questões ou propostas de redação inéditas e sorteadas;

  • Desativar os comandos “copiar” e “colar”;

  • Identificar plágio;

  • Impedir a mudança de aba durante a prova.

O que a lei diz sobre os vestibulares digitais?

Em termo pedagógicos, é a lei nº 9.394 de 1996 que define as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, inclusive do ingresso no ensino superior. A lei estabelece que as instituições de ensino superior devem exigir certificado de conclusão do ensino médio e a classificação em processo seletivo para o ingresso de estudantes na primeira graduação.

Entretanto, a legislação não especifica como devem ser os processos seletivos. Em 2017, foi incluso na lei que o processo seletivo deve considerar as competências e as habilidades definidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).    

Weslley Cruz/PUC
vestibular digital
Vestibular da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás)

Para Ademar, a lei é fraca e permite que a que universidade faça qualquer tipo de avaliação. “De um lado, temos exames muito sérios, como o Enem e a Fuvest, e, de outro, vestibulares que existem muito mais por uma construção de regulamentação”, comenta.

Quem já oferece vestibular digital no Brasil?

Para quem tem interesse em realizar um vestibular digital, várias faculdades privadas e plataformas já oferecem a opção gratuitamente. Veja abaixo os processos seletivos digitais das maiores universidades particulares do país, em número de alunos, e das plataformas on-line mais conhecidas. 

Das dez faculdades privadas com mais alunos no país, cinco têm vestibulares digitais próprios: a Universidade Paulista (Unip), a Universidade Estácio de Sá, a Uninter (Centro Universitário Internacional), a Unicesumar (Centro Universitário de Maringá) e a Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul).

Os vestibulares on-line da Unopar (Universidade Norte do Paraná) e da Anhanguera Educacional - a segunda e sétima faculdade com mais alunos, respectivamente - são oferecidos pela plataforma Vestibulares. A nona instituição com mais alunos do Brasil, a Universidade Anhembi Morumbi, disponibiliza seu vestibular pela plataforma Amigo Edu.

vestibulares digitais

Além das plataformas Vestibular Digital Amigo Edu e Vestibulares, outras empresas de vestibulares digital gratuitas são Nota Quero e Vestibular Online.

O que cai no vestibular digital?

Para responder esta pergunta, a equipe da Revista Quero conheceu todos os vestibulares on-line citados acima. Confira o formato de prova de cada um na tabela:

vestibulares digitais

A maior parte dos processos seletivos exige apenas a produção de uma redação. Os que apresentam questões objetivas cobram conteúdos de português, matemática e conhecimentos gerais. Dos sistemas visitados, apenas o Nota Quero exige redação e questões objetivas.

Elaboração dos dados: Heitor Facini



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Ainda não sabe escrever uma redação no estilo dissertativo-argumentativo? Neste guia, você aprende como deve ser esse formato da redação, quais são os critérios de avaliação do Enem e vê exemplos de redações de sucesso e dicas de quem tirou nota 1.000 e é especialista no assunto. Aproveite também para baixar um plano de estudos extensivo para o Enem 2020 de forma gratuita: clique aqui para acessar o plano.

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