Pneumo 20 no SUS: em 2026, a vacina pneumocócica 20-valente passou a integrar o calendário infantil para crianças menores de 5 anos, em substituição gradual à Pneumo 10. Durante a transição, é possível encontrar as duas vacinas na mesma caderneta.
Como funciona a transição: o esquema varia conforme a idade e o histórico vacinal. Crianças que já completaram o esquema com Pneumo 10 não precisam de dose adicional de Pneumo 20; quem tem esquema incompleto pode fazer a complementação com Pneumo 20, conforme as orientações do Ministério da Saúde.
Calendário infantil atualizado: o artigo revisado reúne as principais vacinas de 0 a 4 anos e corrige informações antigas, como a substituição da VOP pela VIP na rotina e a atualização das vacinas previstas aos 12, 15 meses e 4 anos. Em caso de dúvida ou atraso, a recomendação é levar a caderneta à UBS para avaliação do histórico da criança.
Manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada é uma forma de acompanhar as doses recomendadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em 2026, o calendário passou por mudanças importantes, entre elas a introdução da vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20, no SUS para crianças menores de 5 anos.
A mudança ocorre de forma gradual. Durante o período de transição, a Pneumo 10 ainda pode aparecer na caderneta e ser utilizada em parte do esquema. Por isso, quando a criança tem registros de diferentes vacinas pneumocócicas, é importante considerar o histórico completo antes de definir quais doses ainda são necessárias.
Neste artigo, você confere as principais vacinas da infância e entende como funciona a transição entre a Pneumo 10 e a Pneumo 20.
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A principal novidade relacionada às crianças é a inclusão da Pneumo 20 no Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae e passou a integrar a vacinação de rotina de crianças menores de 5 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, em 11 de setembro de 2026, mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos já haviam recebido a Pneumo 20 pelo SUS desde o início da estratégia, em junho.
A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo, ampliando a cobertura em relação à Pneumo 10. Entre os sorotipos adicionais estão o 3, o 6A e o 19A, associados a casos de doença pneumocócica invasiva.
Quais são as vacinas do calendário da criança?
A carteira de vacinação infantil deve começar a ser preenchida logo após o nascimento da criança para garantir que ela fique protegida de uma série de doenças.
De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, pais e responsáveis precisam seguir as orientações médicas e procurar o posto de saúde mensalmente para manter a caderneta de vacinação infantil 100% atualizada.
O acompanhamento correto do calendário vacinação infantil é extremamente eficaz para combater doenças graves, como como varicela (catapora), pneumonias, gripes, meningites, sarampo, rubéola, hepatites, poliomielite (paralisia infantil), febre amarela, entre outras doenças.
Calendário de vacinação infantil: quais vacinas são aplicadas por idade?
Além da mudança na vacinação pneumocócica, o calendário infantil de 2026 traz outras vacinas importantes. Para facilitar a consulta dos responsáveis, veja as principais doses previstas para crianças de 0 a 4 anos.
Ao nascer
Hepatite B: 1 dose.
BCG: dose única.
A BCG é indicada para proteção contra formas graves de tuberculose, enquanto a vacina contra hepatite B protege contra a infecção pelo vírus e suas complicações.
Aos 2 meses
Pentavalente: 1ª dose Poliomielite inativada (VIP): 1ª dose Rotavírus: 1ª dose Pneumo 20: 1ª dose
A pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo b.
Aos 3 meses
Meningocócica C: 1ª dose.
Aos 4 meses
Pentavalente: 2ª dose VIP: 2ª dose Rotavírus: 2ª dose Pneumo 10: 2ª dose durante a transição para a Pneumo 20.
Aos 5 meses
Meningocócica C: 2ª dose.
Aos 6 meses
Pentavalente: 3ª dose VIP: 3ª dose
Também começa, a partir dessa idade, a vacinação contra influenza, que deve ser acompanhada conforme a temporada e o histórico vacinal. Para crianças que recebem a vacina pela primeira vez, são previstas duas doses com intervalo de quatro semanas.
A vacinação contra covid-19 também começa a partir dos 6 meses, conforme o produto disponível e a situação vacinal. No calendário técnico de 2026, o esquema com Comirnaty prevê doses aos 6, 7 e 9 meses; a alternativa com Spikevax prevê duas doses aos 6 e 7 meses quando a Comirnaty não estiver disponível.
Aos 9 meses
Febre amarela: 1ª dose.
Aos 12 meses
Pneumo 20: 1 dose de reforço Meningocócica ACWY: 1 dose Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): 1ª dose.
Aos 15 meses
DTP: 1º reforço VIP: 1º reforço Tríplice viral: 2ª dose Varicela: 1ª dose Hepatite A: 1 dose.
Aos 4 anos
DTP: 2º reforço VIP: 2º reforço Varicela: 2ª dose Febre amarela: 1 dose de reforço.
O que fazer quando uma vacina está atrasada?
Atrasos não significam que o esquema deve ser reiniciado automaticamente. O Ministério da Saúde orienta que crianças com vacinação em atraso procurem o serviço de saúde para atualização da situação vacinal. No caso da Pneumo 20, o guia técnico prevê estratégias de complementação para crianças que iniciaram o esquema e não receberam todas as doses previstas.
A caderneta de vacinação deve ser levada à UBS. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
Por que os pais devem vacinar as crianças?
Em entrevista ao Portal Terra, o médico pediatra Luiz Otávio Ladeira, de São Paulo, esclareceu que, ao longo das últimas décadas, a vacinação desempenhou um papel crucial na redução de mortes e sequelas graves causadas por diversas doenças infecciosas.
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Brasil avançou significativamente na imunização e saiu da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas.
“A vacinação é uma das ferramentas mais poderosas que temos na medicina preventiva. Ela não apenas protege a criança vacinada, mas também ajuda a controlar a disseminação de doenças na comunidade, proporcionando o que chamamos de imunidade de grupo”, explicou o Dr. Luiz Otávio.
O Programa Nacional de Imunizações do Brasil, criado em 1973, é um dos maiores do mundo, sendo referência até mesmo para outros países mais desenvolvidos. Ele disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde 48 imunobiológicos, sendo 31 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas para toda a população.
Há vacinas destinadas a todas as faixas-etárias e campanhas anuais para atualização da caderneta de vacinação.
“Quando a gente fala em saúde da criança, vemos a vacinação como principal aliado, isso porque quando ela nasce tem seu sistema imunológico extremamente imaturo. Alguns anticorpos são passados pela placenta, ainda dentro da barriga, e outros durante a amamentação, mas mesmo assim é bastante imaturo. A vacinação entra no sentido de apresentar ao sistema imunológico bactérias que as crianças nunca tiveram contato e, quando efetivamente tiveram, consigam uma resposta imunológica eficaz”, afirmou a pediatra Paula Mota, pediatra e infectologista pediátrica do Hospital Federal do Servidores do Estado (HFSE).
Em casos de dúvidas sobre qual vacina seu filho precisa tomar, converse com o pediatra o quanto antes!
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