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Como é corrigida a redação do Enem 2026?

Saiba como funciona a correção da redação do Enem 2026, quais são as cinco competências avaliadas, como a nota é calculada e quais critérios podem levar à pontuação zero.



Em resumo:

  • A redação vale até 1.000 pontos: são cinco competências, com pontuação máxima de 200 pontos cada.
  • Dois avaliadores corrigem o texto de forma independente: se houver discrepância entre as notas, a redação pode passar por uma terceira avaliação ou por uma banca.
  • Cinco competências orientam a correção: domínio da língua portuguesa, compreensão do tema, argumentação, coesão textual e proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.

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A redação do Enem 2026 será avaliada com base em cinco competências que analisam desde o domínio da língua portuguesa até a capacidade de construir argumentos e propor soluções para um problema social. Cada competência vale até 200 pontos, e a nota final pode chegar a 1.000 pontos.

De acordo com a A Redação do Enem 2026: Cartilha do(a) Participante, publicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o texto deve seguir o modelo dissertativo-argumentativo, utilizar a modalidade escrita formal da língua portuguesa e defender um ponto de vista com argumentos consistentes.

A correção é feita, inicialmente, por pelo menos dois avaliadores com formação em Letras ou Linguística. Eles analisam o texto de maneira independente, seguindo os critérios estabelecidos na Matriz de Referência para a Redação do Enem.

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Como funciona a correção da redação do Enem 2026?

A correção segue uma matriz que estabelece seis níveis de desempenho para cada uma das cinco competências. Cada avaliador atribui uma pontuação de zero a 200 pontos em cada critério, de acordo com o desempenho demonstrado pelo participante.

A soma das cinco notas corresponde à pontuação total atribuída por cada corretor. Assim, cada avaliação pode alcançar 1.000 pontos.

O processo funciona da seguinte maneira:

  1. Primeira avaliação: um avaliador analisa a redação e atribui notas às cinco competências.
  2. Segunda avaliação: outro avaliador faz a correção de maneira independente, sem conhecer as notas atribuídas pelo primeiro.
  3. Cálculo da nota final: se as avaliações estiverem dentro dos limites de discrepância estabelecidos, a nota final será a média aritmética das duas pontuações totais.

O objetivo é tornar a avaliação mais objetiva, com critérios definidos previamente para analisar diferentes aspectos da produção textual.

Veja também: Posso pedir para trocar o meu local de prova do Enem 2026?

Quais são as cinco competências avaliadas na redação do Enem?

Cada competência analisa uma habilidade específica. Para alcançar uma nota alta, o participante precisa demonstrar domínio da escrita formal e construir um texto coerente, bem fundamentado e adequado ao tema proposto.

Competência 1: domínio da língua portuguesa

A primeira competência avalia o uso da modalidade escrita formal da língua portuguesa. São considerados aspectos como ortografia, acentuação, pontuação, concordância, regência, construção sintática e escolha vocabular.

Também é analisada a adequação do registro linguístico. Expressões informais e marcas de oralidade podem prejudicar a pontuação quando não são apropriadas ao gênero textual solicitado.

Para alcançar a pontuação máxima, o participante deve demonstrar excelente domínio da escrita formal, com desvios apenas excepcionais e sem reincidência.

Competência 2: compreensão do tema e repertório sociocultural

A segunda competência verifica se o participante compreendeu a proposta e desenvolveu o tema dentro da estrutura do texto dissertativo-argumentativo.

Além de apresentar uma tese, é necessário utilizar conhecimentos de diferentes áreas para fundamentar a discussão. Referências históricas, obras literárias, filmes, dados e conceitos podem contribuir para a argumentação, desde que estejam relacionados ao tema.

A cartilha de 2026 destaca os riscos do chamado repertório de bolso, formado por referências memorizadas e utilizadas de maneira genérica, sem conexão efetiva com o assunto.

Para obter uma boa avaliação, o estudante deve demonstrar que compreende as referências utilizadas e consegue relacioná-las produtivamente ao ponto de vista defendido.

Competência 3: organização e defesa dos argumentos

A terceira competência analisa a capacidade de selecionar, organizar, relacionar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos para defender uma tese.

O corretor observa se o texto apresenta um raciocínio coerente, se as ideias seguem uma sequência lógica e se os argumentos são desenvolvidos de maneira consistente.

Nesse critério, o planejamento também é importante. A cartilha chama de projeto de texto a organização prévia dos argumentos e a definição da ordem em que serão apresentados.

Uma redação bem estruturada evita informações soltas, contradições, repetições desnecessárias e mudanças abruptas de assunto.

Competência 4: coesão textual

A quarta competência avalia o uso dos mecanismos linguísticos responsáveis por conectar as ideias e estabelecer relações de sentido entre as partes do texto.

Entre os recursos que podem contribuir para a coesão estão as conjunções, os pronomes, as expressões de retomada e os operadores argumentativos, como aqueles que indicam oposição, causa, consequência, adição e conclusão.

O objetivo é garantir que os parágrafos estejam articulados e que o leitor consiga acompanhar o raciocínio desenvolvido.

O uso de conectivos, porém, precisa ser adequado ao contexto. A simples repetição de expressões prontas não garante uma boa pontuação se as relações entre as ideias não estiverem claras.

Competência 5: proposta de intervenção

A quinta competência verifica se o participante apresenta uma proposta de intervenção para o problema discutido na redação.

Essa proposta deve estar relacionada à argumentação desenvolvida e respeitar os direitos humanos. Para construir uma solução completa, a cartilha orienta que o estudante considere os seguintes elementos:

  • Ação: o que deve ser feito para enfrentar o problema.
  • Agente: quem será responsável pela execução da medida.
  • Meio ou modo: como a ação será colocada em prática.
  • Efeito ou finalidade: qual resultado se pretende alcançar.
  • Detalhamento: uma informação adicional que explique ou especifique um dos elementos apresentados.

A proposta deve ser concreta e compatível com o problema discutido. Soluções genéricas, sem explicação de como serão implementadas, podem comprometer a pontuação.

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Como é calculada a nota da redação do Enem?

A pontuação máxima é de 1.000 pontos, distribuídos igualmente entre as cinco competências.

CompetênciaPontuação máxima
Competência 1: modalidade escrita formal200 pontos
Competência 2: compreensão do tema200 pontos
Competência 3: organização dos argumentos200 pontos
Competência 4: coesão textual200 pontos
Competência 5: proposta de intervenção200 pontos
Total1.000 pontos

Cada avaliador atribui uma nota para cada competência, conforme os níveis de desempenho descritos na matriz de referência. A soma dessas notas forma a pontuação individual, que pode variar de zero a 1.000 pontos.

Quando as duas avaliações são consideradas compatíveis, a nota final corresponde à média aritmética das duas pontuações totais.

Saiba mais: Como ver o local de prova do Enem 2026?

O que acontece quando há diferença entre as notas dos corretores?

A cartilha do Inep estabelece critérios específicos para identificar discrepâncias entre as duas avaliações iniciais.

Cartões de confirmação do Enem sobre mesa de madeira, ilustrando o período de inscrições do Enem 2026 e a preparação dos estudantes para a prova.
Inscrições do Enem 2026 começaram nesta segunda-feira (25); estudantes já iniciam preparação para as provas de novembro.

A discrepância é caracterizada quando:

  • A diferença entre as notas totais dos dois avaliadores é superior a 100 pontos; ou
  • A diferença entre as notas atribuídas a qualquer uma das competências é superior a 80 pontos.

Quando isso acontece, a redação passa por uma terceira avaliação independente. Nesse caso, a nota final será a média aritmética das duas notas totais que mais se aproximarem.

Se a discrepância continuar após a terceira correção, uma banca composta por três avaliadores será responsável por atribuir a nota final.

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O que pode zerar a redação do Enem 2026?

Além de avaliar o desempenho em cada competência, o Inep estabelece situações que podem levar à nota zero. Por isso, conhecer as regras é importante para evitar erros que comprometam toda a pontuação.

Segundo a Cartilha do Participante de 2026, a redação pode receber nota zero nas seguintes situações:

  • Fuga total ao tema proposto.
  • Não atendimento ao tipo textual dissertativo-argumentativo.
  • Folha de redação em branco.
  • Texto com até sete linhas manuscritas ou até dez linhas escritas no sistema Braille, caracterizado como insuficiente.
  • Uso de impropérios, desenhos ou outras formas propositais de anulação.
  • Inclusão de parte deliberadamente desconectada do tema.
  • Identificação do participante fora do espaço destinado a isso.
  • Texto escrito predominantemente ou integralmente em língua estrangeira.
  • Texto ilegível a ponto de impossibilitar a leitura por dois avaliadores independentes.

A cartilha também esclarece que trechos copiados da prova de redação ou do caderno de questões são desconsiderados na contagem das linhas escritas pelo participante. Isso pode prejudicar o cumprimento da extensão mínima exigida.

O título, por sua vez, é opcional e não recebe pontuação específica nas cinco competências. Entretanto, pode contribuir para a anulação se apresentar elementos como desenhos, impropérios ou sinais gráficos inadequados.

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Como se preparar para conseguir uma boa nota na redação?

A preparação deve contemplar todas as competências, e não apenas a gramática ou a memorização de repertórios. A cartilha de 2026 oferece orientações que podem ser aplicadas durante os estudos e a prática de redação.

Veja algumas recomendações:

  • Leia o tema com atenção: identifique o recorte proposto e evite abordar apenas o assunto geral.
  • Defina uma tese: estabeleça claramente o ponto de vista que será defendido.
  • Planeje os argumentos: escolha ideias pertinentes e organize-as em uma sequência lógica antes de escrever.
  • Use repertórios produtivos: recorra a conhecimentos que realmente ajudem a explicar ou fundamentar a discussão.
  • Revise a coesão: confira se os parágrafos estão conectados e se os conectivos expressam as relações pretendidas.
  • Elabore uma intervenção completa: indique a ação, o responsável, o meio de execução, a finalidade e um detalhamento.
  • Revise a escrita: verifique a ortografia, a pontuação, a concordância e a clareza das frases.
  • Respeite as regras da prova: escreva de forma legível e não se identifique fora do local indicado.

A melhor estratégia é praticar regularmente com temas variados e corrigir os textos com base nas cinco competências. Dessa forma, o estudante consegue identificar quais habilidades precisam de mais atenção e acompanhar sua evolução ao longo da preparação.

Onde consultar os critérios oficiais de correção?

As regras apresentadas nesta matéria têm como base o documento A Redação do Enem 2026: Cartilha do(a) Participante, publicado pelo Inep em setembro de 2026.

A publicação detalha os critérios de avaliação, apresenta exemplos comentados de redações e explica o que os avaliadores observam em cada competência.

A leitura integral da cartilha é recomendada para quem deseja compreender a matriz de referência e utilizar os critérios oficiais como orientação durante os estudos.

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