Apesar do número ter ficado abaixo do esperado, a estatal informou que a ação garantiu uma economia equivalente a 45% da meta financeira programada de R$ 1,4 bilhão.
Para esta segunda rodada do ano, a direção da empresa optou por não estabelecer uma meta numérica de adesões.
Regras e cálculo da indenização
A estatal destacou, em nota oficial, que a reabertura do PDV faz parte de um conjunto de adequações e iniciativas de sustentabilidade da empresa.
Os incentivos financeiros oferecidos neste novo ciclo serão inferiores aos do programa anterior, e os Correios ainda estão definindo qual será o teto máximo da indenização.
O montante exato varia conforme a situação individual de cada funcionário, levando em conta idade, tempo de serviço, rubricas do regulamento da empresa e adicionais de aposentadoria e incorporação.
Segundo as diretrizes divulgadas, as condições financeiras incluem:
- Valores que variam entre R$ 24,4 mil e R$ 459 mil
- Pagamento realizado de forma integral e em parcela única
- Depósito efetuado até o décimo dia do mês subsequente ao desligamento
- Isenção de incidência do Imposto de Renda e de recolhimento do FGTS
Cenário financeiro e a busca por recuperação
A folha de pagamento representa um dos principais pesos no orçamento dos Correios, que enfrentam um cenário econômico desafiador.
Apenas no primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou um prejuízo de R$ 3,1 bilhões, um resultado negativo 82,35% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.
Para o fechamento de 2026, a estimativa de déficit da estatal gira em torno de R$ 10 bilhões. O objetivo do governo é reverter esse quadro e tirar a empresa do vermelho até 2027.
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