
Gemini invade sistema de três empresas durante teste de cibersegurança
| 21/09/26Inteligência artificial do Google obteve acesso à internet devido a uma falha na simulação e utilizou senhas vazadas para invadir redes reais
Inteligência artificial do Google obteve acesso à internet devido a uma falha na simulação e utilizou senhas vazadas para invadir redes reais
Em resumo:
O modelo de inteligência artificial do Google, o Gemini, protagonizou um novo episódio de invasão não controlada ao hackear os sistemas de três empresas de forma autônoma em um teste realizado no mês de maio.
A informação foi inicialmente divulgada pelo Wall Street Journal e confirmada pelo Google à AFP. Segundo Heather Adkins, especialista em segurança da big tech, “o modelo encontrou informações públicas online e adivinhou senhas para acessar sites que achou que faziam parte do teste”.

O incidente ocorreu em maio de 2026, durante um teste de cibersegurança terceirizado conduzido pela startup israelense Irregular.
O objetivo do exercício era avaliar a capacidade da IA do Google em simular a extração de dados de uma empresa fictícia. No entanto, uma falha na infraestrutura do teste mudou o rumo da simulação.
A Irregular admitiu que, por um erro de configuração, o Gemini obteve acesso irrestrito à internet. A confusão se agravou porque as três organizações verdadeiras que acabaram sendo invadidas possuíam o mesmo nome da companhia fictícia, levando a inteligência artificial a assumir que as redes reais faziam parte do seu escopo de ataque.
A startup israelense revelou ainda que esse tipo de “fuga” não é um caso isolado, já tendo registrado incidentes semelhantes em avaliações feitas para outras gigantes do setor, como OpenAI, Meta e Anthropic.
Para realizar as invasões, o Gemini recorreu a tentativas automatizadas de adivinhar credenciais de acesso.
O modelo também utilizou uma abordagem de reconhecimento inteligente: varreu repositórios públicos na internet em busca de credenciais vazadas e as utilizou para contornar as barreiras de segurança.
Apesar da gravidade do ocorrido, o Google não classificou o episódio como um caso de “desalinhamento”. Segundo a big tech, o Gemini interrompeu os ataques cibernéticos voluntariamente assim que processou as informações e identificou que estava acessando servidores corporativos reais.
Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança do Google, defendeu o comportamento da IA, afirmando ao The Wall Street Journal que o modelo agiu corretamente ao frear o ataque ao perceber o erro.
Imediatamente após a descoberta do incidente, o Google entrou em contato com as três empresas hackeadas para relatar as vulnerabilidades exploradas pela IA e colaborou ativamente para corrigir as falhas de segurança em seus sistemas.
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