
O PlayStation 5 foi desbloqueado? A corrida dos hackers para o jailbreak
| 13/10/26Exploit “Relapse” supera camadas de segurança do PlayStation 5, libera uso de lojas paralelas e permite rodar discos de PS2
Exploit “Relapse” supera camadas de segurança do PlayStation 5, libera uso de lojas paralelas e permite rodar discos de PS2
Em resumo:
O mundo dos games virou de cabeça para baixo após as últimas investidas de grupos hackers contra o PlayStation 5. Além do desbloqueio completo, o aparelho da Sony agora é alvo de lojas alternativas e de ferramentas capazes de rodar discos físicos de PlayStation 2 de forma nativa no leitor.
Os avanços se devem a um exploit chamado “Relapse”. Desenvolvido no mês de setembro, o código utiliza falhas no navegador de internet e no kernel do sistema para obter acesso de leitura e escrita na raiz do console.
A divulgação dessas ferramentas acendeu um alerta vermelho nos escritórios da gigante japonesa, desencadeando uma verdadeira batalha entre os engenheiros de segurança da empresa e a comunidade de modders.

Sim! No final de setembro de 2026, um projeto batizado de “Relapse” (recaída, em inglês) ganhou os holofotes ao demonstrar um método funcional que afetou não apenas os modelos-base do PlayStation 5 (nas edições com e sem leitor de disco), mas também o PS5 Pro.
A invasão tem proporções alarmantes para a fabricante, porque afeta quase todos os firmwares (o sistema operacional da máquina) lançados até a versão 13.60.
Em outras palavras, qualquer videogame que não tenha sido conectado à internet e atualizado na última semana de setembro pode, em tese, ser destravado.
O desbloqueio do PS5 através do Relapse exige uma combinação de falhas de segurança e passos estruturados que culminam na invasão do kernel do console.
De forma simplificada, o processo de “abrir a porta” para o desbloqueio funciona assim:
Uma vez superada a trava de segurança, o PS5 deixa de ser um sistema fechado e se transforma em uma espécie de computador customizável.
A grande atração inicial era a capacidade de rodar jogos e softwares independentes (homebrews), baixados em plataformas que imitam as vitrines de uma loja oficial, mas construídas por e para a comunidade.
Entretanto, as atualizações recentes do emulador “PS5SX2” introduziram algo que os jogadores não viam há quase duas décadas: suporte a discos físicos de gerações passadas.
Essa ferramenta permite:
Além da biblioteca de mais de 2.000 jogos de PS2 agora suportada, os desenvolvedores já sinalizaram que a compatibilidade física de discos de PlayStation 3 está em fase de testes.
As raízes desse esforço para derrubar os bloqueios da Sony misturam insatisfação e preservacionismo.
O ponto de ruptura aconteceu após a empresa japonesa confirmar o fim dos jogos em mídia física a partir de janeiro de 2028.
Esse anúncio gerou uma onda global de revolta coletiva, levando à organização de protestos, como o boicote conhecido como PlayStation Blackout, além de batalhas judiciais e pressões governamentais ao redor do mundo.
A jornada para desbloquear o PS5 não é nova. Desde o lançamento em 2020, o hardware impôs a barreira mais difícil já enfrentada pela cena homebrew.
As primeiras conquistas, por volta de 2021, eram rasas: envolviam apenas acesso para leitura e extração de dados do disco rígido ou exploração limitada do WebKit, que se fechava rapidamente caso o console tentasse rodar algum jogo de PS4 não assinado.
O que aconteceu em 2023 mudou o rumo: as chaves criptográficas começaram a ruir em firmwares mais antigos, possibilitando as primeiras execuções de jogos piratas da velha geração, porém sem estabilidade e limitados aos firmwares que não superavam a barreira da versão 4.03.
O que consolidou a mudança agora no final de 2026, porém, foi o salto exponencial de quebra do “Relapse”.
Ao unir o ataque WebKit a uma poderosa falha do kernel, as barreiras de firmware foram dizimadas, afetando consoles muito mais novos do que o habitual para um destrave em meio de geração.
Como era de se esperar, a gigante japonesa não tem poupado esforços para fechar essa caixa de Pandora. No início de outubro de 2026, a Sony liberou emergencialmente a versão do software 26.06-14.10.00 com foco ostensivo na remoção das vulnerabilidades exploradas:
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