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O PlayStation 5 foi desbloqueado? A corrida dos hackers para o jailbreak

Exploit “Relapse” supera camadas de segurança do PlayStation 5, libera uso de lojas paralelas e permite rodar discos de PS2



Em resumo:

  • O exploit “Relapse” permitiu o desbloqueio do PlayStation 5 ao explorar falhas no navegador e no kernel do sistema, afetando a maioria das versões de firmware lançadas até setembro de 2026.
  • O destrave possibilita a instalação de lojas alternativas, uso de jogos independentes e execução nativa de discos de PS2 com melhorias gráficas e suporte online.
  • O avanço foi impulsionado pela insatisfação com o fim da mídia física anunciado pela Sony para 2028, levando a empresa a responder com banimentos e atualizações de emergência.

O mundo dos games virou de cabeça para baixo após as últimas investidas de grupos hackers contra o PlayStation 5. Além do desbloqueio completo, o aparelho da Sony agora é alvo de lojas alternativas e de ferramentas capazes de rodar discos físicos de PlayStation 2 de forma nativa no leitor.

Os avanços se devem a um exploit chamado “Relapse”. Desenvolvido no mês de setembro, o código utiliza falhas no navegador de internet e no kernel do sistema para obter acesso de leitura e escrita na raiz do console.

A divulgação dessas ferramentas acendeu um alerta vermelho nos escritórios da gigante japonesa, desencadeando uma verdadeira batalha entre os engenheiros de segurança da empresa e a comunidade de modders.

O PS5 foi desbloqueado?

Sim! No final de setembro de 2026, um projeto batizado de “Relapse” (recaída, em inglês) ganhou os holofotes ao demonstrar um método funcional que afetou não apenas os modelos-base do PlayStation 5 (nas edições com e sem leitor de disco), mas também o PS5 Pro.

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A invasão tem proporções alarmantes para a fabricante, porque afeta quase todos os firmwares (o sistema operacional da máquina) lançados até a versão 13.60.

Em outras palavras, qualquer videogame que não tenha sido conectado à internet e atualizado na última semana de setembro pode, em tese, ser destravado.

Como a quebra foi feita?

O desbloqueio do PS5 através do Relapse exige uma combinação de falhas de segurança e passos estruturados que culminam na invasão do kernel do console.

De forma simplificada, o processo de “abrir a porta” para o desbloqueio funciona assim:

  • Ponto de entrada: Utiliza-se uma falha de memória (do tipo use-after-free) no navegador escondido do sistema (o WebKit), usado normalmente para exibir páginas como manuais de instrução.
  • Injeção de código: Com a falha explorada, pacotes de código (payloads) são ativados na memória RAM da máquina.
  • Escalada de privilégios: O código inicial serve de ponte para alcançar uma vulnerabilidade muito mais grave no núcleo (kernel) do sistema operacional.
  • Derrubada das defesas: O Hypervisor da Sony (uma camada de segurança rígida) é superado, e a checagem de licenças e assinaturas digitais é desligada
  • Acesso administrador: Os hackers ganham poder absoluto sobre as funções da placa-mãe do console.

Novas funcionalidades: emuladores, lojas alternativas e discos físicos de PS2

Uma vez superada a trava de segurança, o PS5 deixa de ser um sistema fechado e se transforma em uma espécie de computador customizável.

A grande atração inicial era a capacidade de rodar jogos e softwares independentes (homebrews), baixados em plataformas que imitam as vitrines de uma loja oficial, mas construídas por e para a comunidade.

Entretanto, as atualizações recentes do emulador “PS5SX2” introduziram algo que os jogadores não viam há quase duas décadas: suporte a discos físicos de gerações passadas.

Essa ferramenta permite:

  • Leitura nativa: Permite inserir DVDs de PS2 no drive e rodá-los após uma breve cópia para a memória.
  • Melhorias gráficas (Upscaling): O processador do PS5 força resoluções até 8x maiores nos modelos Pro, aplicando texturas em alta definição.
  • Suavidade (Frame Generation): Jogos que antes rodavam a 30 FPS são alavancados para 60 FPS ou até 120 FPS.
  • Filtros Nostálgicos: Opções visuais como tela CRT, efeitos VHS e Scanlines, além de patches para formato widescreen.
  • Troféus e Online: Suporte ao sistema RetroAchievements (troféus estilo PS5) e multiplayer online reativado para clássicos de PS2.

Além da biblioteca de mais de 2.000 jogos de PS2 agora suportada, os desenvolvedores já sinalizaram que a compatibilidade física de discos de PlayStation 3 está em fase de testes.

O que motivou a comunidade a ir tão longe?

As raízes desse esforço para derrubar os bloqueios da Sony misturam insatisfação e preservacionismo.

O ponto de ruptura aconteceu após a empresa japonesa confirmar o fim dos jogos em mídia física a partir de janeiro de 2028.

Esse anúncio gerou uma onda global de revolta coletiva, levando à organização de protestos, como o boicote conhecido como PlayStation Blackout, além de batalhas judiciais e pressões governamentais ao redor do mundo.

Histórico de tentativas

A jornada para desbloquear o PS5 não é nova. Desde o lançamento em 2020, o hardware impôs a barreira mais difícil já enfrentada pela cena homebrew.

As primeiras conquistas, por volta de 2021, eram rasas: envolviam apenas acesso para leitura e extração de dados do disco rígido ou exploração limitada do WebKit, que se fechava rapidamente caso o console tentasse rodar algum jogo de PS4 não assinado.

O que aconteceu em 2023 mudou o rumo: as chaves criptográficas começaram a ruir em firmwares mais antigos, possibilitando as primeiras execuções de jogos piratas da velha geração, porém sem estabilidade e limitados aos firmwares que não superavam a barreira da versão 4.03.

O que consolidou a mudança agora no final de 2026, porém, foi o salto exponencial de quebra do “Relapse”.

Ao unir o ataque WebKit a uma poderosa falha do kernel, as barreiras de firmware foram dizimadas, afetando consoles muito mais novos do que o habitual para um destrave em meio de geração.

Como a Sony tem reagido?

Como era de se esperar, a gigante japonesa não tem poupado esforços para fechar essa caixa de Pandora. No início de outubro de 2026, a Sony liberou emergencialmente a versão do software 26.06-14.10.00 com foco ostensivo na remoção das vulnerabilidades exploradas:

  • Bloqueio de acesso online: Consoles que atualizam perdem o acesso imediato ao exploit. Contudo, recuperar as capacidades da PSN só é possível mantendo a máquina com a versão mais recente.
  • Monitoramento de Logs e Banimentos: Ao menor sinal de injeção de pacotes suspeitos ou assinaturas falsificadas no log de atividades, a Sony tem aplicado a política de tolerância zero.
  • Requisito forçado: Os lançamentos AAA das parceiras vão atuar como reforços, exigindo o sistema base mais recente no ato de instalação do disco.

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