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Introdução
Carl Rogers (1902-1987) foi um psicólogo estadunidense. Ele foi o responsável por desenvolver a Abordagem Centrada na Pessoa. Sua dedicação à psicologia e os resultados de seu trabalho o levaram a receber o prêmio da Associação Americana de Psicologia. Ele tornou-se referência no estudo sistemático da clínica psicológica.
As teorias que desenvolveu como psicólogo serviram de base para sua atuação na área educacional, e tanto na clínica psicológica quanto no ambiente escolar, Carl Rogers trabalhou ideias originais, que, na maior parte das vezes, opunham-se às práticas tradicionais dessas áreas.
Sua psicologia ficou conhecida, também, como humanista, tendo sido definida, por vezes, como uma revolução silenciosa. Isso porque Rogers trouxe a ideia de que os homens merecem se transformar nas pessoas que desejam ser. Para alcançar esse objetivo, ele propõe a psicoterapia como convencimento.
As teorias de Rogers se alinharam à terceira via da psicologia. No século XX, havia duas grandes tendências: a psicanálise, desenvolvida por Freud, e o behaviorismo, cujo principal nome era B. F. Skinner.
Rogers se colocou como uma via alternativa, escapando dessas duas principais linhas da Psicologia. Desenvolveu, então, sua psicologia humanista, a qual ficou assim conhecida por se basear em uma visão otimista acerca do homem.
Principais conclusões
- Carl Rogers foi psicólogo estadunidense, criador da Abordagem Centrada na Pessoa, corrente humanista que vê o indivíduo com tendência à atualização e considera a psicoterapia como espaço de apoio para o crescimento pessoal e a autorrealização.
- A prática rogeriana baseia‑se em empatia, congruência e consideração positiva incondicional; o terapeuta facilita o autoconhecimento com interferência mínima, criando ambiente seguro para que o cliente descubra, escolha e atualize seus próprios valores.
- Rogers se posicionou como terceira via na psicologia do século XX, alternativa à psicanálise e ao behaviorismo, trazendo uma visão otimista do ser humano que influenciou tanto a clínica quanto propostas educativas contrárias a práticas autoritárias.
- No ENEM, temas recorrentes ligados a Rogers incluem aprendizagem centrada no aluno, autonomia, autoavaliação e empatia; erro comum é confundir ausência de provas e hierarquia com abandono pedagógico, quando se trata de propostas formativas e dialógicas.
- Hoje sua influência aparece em práticas educativas e terapêuticas que priorizam autonomia, aprendizagem significativa e relações de confiança, orientando metodologias ativas, avaliação formativa e intervenções centradas no sujeito.
Ideias principais
Uma das principais ideias da teoria de Carl Rogers é a da atualização humana: ele acreditava que o ser humano, em especial, tem uma forte tendência a se atualizar e se esforçar de modo contínuo para que se sinta realizado. Desse modo, o ser humano constrói pouco a pouco quem realmente é.
Nesse sentido, para Rogers, o papel do terapeuta, ao aplicar um olhar positivo em relação ao paciente, é de ter consideração positiva em relação à pessoa simplesmente por ela ser quem é, por ela existir. Essa postura tem como objetivo e como base os conceitos de empatia e congruência.
Pensando na prática clínica da Psicologia, a teoria de Rogers depende, em primeiro lugar, de um processo de autoconhecimento do próprio terapeuta, que deve agir como um professor, ao passo que deve facilitar o processo de autodescobrimento e de satisfação de desejos de seus pacientes. Esse direcionamento deve ser feito, no entanto, com a menor interferência possível.
Esse paralelo com a figura de um professor não é coincidência. Ao estipular essa aproximação, o estudioso constrói uma maneira de levar suas ideias também para o campo da educação.
No âmbito educacional, sua teoria, centrada na empatia, isto é, na capacidade de se colocar no lugar do outro, ganhou o contorno de uma prática, mas não um método, cujo lugar principal é ocupado pelo aluno.
Teoria centrada no aluno
Ao elencar que é o aluno o centro da prática de aprendizagem, e não o conteúdo ou o professor, Rogers se opõe ao modelo de educação em vigor no período.
Ele defende que é impossível comunicar a outra pessoa de modo direto um conhecimento definido como aquele que “realmente importa”. Isso porque os critérios de importância variam de pessoa para pessoa e, com isso, cada um vai atribuir importância a diferentes conhecimentos, de acordo com sua experiência pessoal.
Outra ideia que o estudioso defende em sua teoria é de que uma pessoa só aprende aquilo que quer ou que precisa aprender. Para sustentar seus ideais, ele enunciava que as relações estabelecidas entre aluno e professor deveriam ser pautadas pela confiança.
Relações de hierarquia e práticas punitivas e avaliativas, como provas, deveriam ser banidas. Nesse contexto, a única avaliação que importava era a autoavaliação.
Essa concepção, ao contrário do que pode parecer, não consiste em abandonar o estudante. Pelo contrário, o papel do professor, na visão rogeriana, é, então, ajudar no processo de autonomia do aluno, deixando-lhe caminhar sozinho, portando-se como um apoio.
Carl Rogers (1902-1987).
Exercício de fixação
Exercícios sobre Carl Rogers para vestibular
Quero Bolsa
Em relação a que teorias, as ideias de Rogers foram consideradas uma terceira via?