Índice
Introdução
Di Cavalcanti é conhecido como um dos maiores ícones do movimento modernista da década de 1920.
Em suas telas, representou temas populares, como o carnaval, o samba, as favelas e os operários. Foi o idealizador e um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 22.
Principais conclusões
- Di Cavalcanti foi um pintor brasileiro e ícone do modernismo da década de 1920, idealizador e organizador da Semana de Arte Moderna de 1922; suas obras retratam carnaval, samba, favelas e operários, afirmando uma identidade cultural urbana popular.
- Iniciou como chargista e ilustrador, frequentou o ateliê de George Fischer Elpons e a Academia Ranson em Paris; transitou do art nouveau ao cubismo influenciado por Picasso e Braque, aplicando traços geométricos e paleta expressiva em temas populares.
- Inserido no movimento modernista, participou da Semana de Arte Moderna de 1922, trabalhou com escritores como Manuel Bandeira e conviveu com Mário e Oswald de Andrade, articulando vanguarda europeia e representações das classes urbanas brasileiras.
- Para o ENEM, destaque a interdisciplinaridade entre artes, literatura e teatro: Di Cavalcanti ilustrou livros, participou da cena modernista e pintou painéis teatrais; cuidado para não reduzir sua obra apenas ao estilo, observe sempre conteúdo social e cultural.
- Sua obra synthesiza crítica social e celebração popular, oferecendo ferramentas para analisar identidade cultural e urbanização; hoje serve como referência em Artes, História e estudos sobre modernidade e representações da cultura brasileira.
Trajetória
Filho de Frederico Augusto Cavalcanti de Albuquerque de Melo e Rosalia de Sena, Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque, conhecido como Di Cavalcanti, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de setembro de 1897.
Desde cedo, Di Cavalcanti estava inserido no meio artístico. Em 1916, publicou charges para a revista Fon-Fon, e ali trabalharia com ilustrações.
Ao ingressar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, Di Cavalcanti passou a frequentar o ateliê do impressionista George Fischer Elpons, onde conheceu conheceu Mário e Oswald de Andrade.
No mesmo ano, expôs ilustrações no Salão dos Humoristas. Em 1917, começou a pintar sob a influência do art nouveau.
Em 1919, Di Cavalcanti trabalhou como Ilustrador para o livro “Carnaval”, de Manuel Bandeira (1886-1968). Nesse mesmo ano, ele se casaria com sua prima, Maria. Três anos depois ilustraria a “A Balada do Enforcado”, de Oscar Wilde (1854-1900), um notório escritor inglês.
Di Cavalcanti idealizou a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo em fevereiro de 1922, na qual expôs 11 obras e ilustrações.
Mudou-se para Paris, em 1923, a trabalho, pelo jornal Correio da Manhã. Ali viria a conhecer vários artistas. Frequentou a Academia Ranson.
De volta ao Brasil, em 1925, sua mudança de estilo seria notável, agora com traços cubistas, mostrando as influências de Picasso e Braque.
Em 1929, pintou painéis para o Teatro João Caetano, no Rio, com motivos populares como o carnaval e o samba.