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Geografia

Modelos de Produção

Angelo Carvalho
Publicado por Angelo Carvalho
Última atualização: 28/11/2018

Introdução

Ao longo da história da humanidade, o conceito de trabalho vem sofrendo modificações e passando a ter novos domínios e valores.

O trabalho começou quando o homem buscou formas de realizar suas necessidades e, na medida com que essas necessidades são supridas, o objetivo amplia-se em satisfazer as necessidades de outros homens, criando-se assim relações sociais que determinam a condição histórica do trabalho.

O conceito de Modelos de Produção foi concebida por Marx e Engels para definir a maneira pela qual uma dada sociedade se organizava a fim de garantir a produção de suas necessidades materiais, conforme o nível de evolução de suas forças produtivas.

Os Modelos de Produção permitem compreender a forma na qual uma sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui. Além disso, também é possível comparar essas relações entre as diferentes sociedades formadas ao longo da história.

É importante salientar que este conceito auxilia na compreensão da realidade, mas não é a realidade. Os Modelos de Produção não existem em sua forma mais pura, uma vez que nas sociedades reais, existem características mescladas de diferentes Modelos de Produção, de acordo com o momento histórico estudado.

Existem vários tipos de Modelos de Produção observados ao longo da história da humanidade, e suas características são definidas de acordo com as relações de produção dominantes.

Primitivo

O Modelo de Produção Primitivo foi o mais extenso, surgindo desde o aparecimento da sociedade humana. Na comunidade primitiva, os seres humanos trabalhavam em conjunto. 

As relações de produção eram de cooperação, os meios de produção e os frutos do trabalho também pertenciam à todos. Nesse modelo, ainda não existia a concepção de propriedade privada dos meios de produção, bem como não existiam classes. Dessa forma, não existia a exploração de uma classe por outra.

Asiático

O Modelo de Produção Asiático era encontrado em sociedades distintas de diversas partes do planeta, como as da região do Antigo Oriente, China, Índia, África e América Pré-Colombiana, como os incas e astecas.

A parte produtiva desse modelo era mantida predominantemente pelos camponeses, que eram submetidos ao trabalho compulsório, controlados pelos altos dirigentes do Estado. Todas as terras pertenciam ao Estado, representado pelas figuras do imperador, rei ou faraó.

Já existiam escravos nesse Modelo de Produção, entretanto, a relação principal de domínio se dava entre os representantes do Estado (pessoas que compunham a elite aristocrática) e as comunidades de camponeses.

Escravista

O Modelo de Produção Escravista é o primeiro que possui pleno desenvolvimento da propriedade privada. As duas classes principais desse modelo eram, de um lado, os donos de escravos (e proprietários da terra) e, de outro, os escravos que trabalhavam na produção dos bens.

Nesse Modelo de Produção, os meios de produção (terras e instrumentos) e os escravos eram propriedade do senhor. Os escravos eram encarados como instrumentos, assim como um animal ou uma ferramenta. 

Assim, as relações de produção eram de domínio e de sujeição, opondo senhores e escravos. Os escravos não possuíam direitos, enquanto os senhores eram donos da força de trabalho, dos meios de produção e do fruto do trabalho.

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Slavery_in_Brazil,_by_Jean-Baptiste_Debret_(1768-1848).jpg

Legenda: Pintura de Jean Baptiste Debret, um dos pintores que mais retratou a realidade dos escravos africanos. 

Feudal

Predominante na Europa Ocidental Medieval, o Modelo de Produção Feudal se caracteriza pela relação entre senhores e servos. Os servos não eram escravos de seus senhores, uma vez que não eram propriedades destes. 

Os servos trabalhavam para seus senhores em troca de uma pequena parcela da propriedade senhorial. Os camponeses trabalhavam para garantir sua sobrevivência e a de sua família por meio da agricultura de subsistência

Entretanto, os servos também estavam fadados a uma série de obrigações para com o senhor das terras, dentre as quais estavam o trabalho forçado durante alguns dias da semana diretamente nas terras administradas pelo senhor feudal e o pagamento de taxas e impostos por dinheiro obtido por meio do comércio dos bens produzidos por estes camponeses.

Capitalista

No Modelo de Produção Capitalista, os meios de produção pertencem à uma minoria capitalista, os burgueses, e o trabalhador passa a vender a sua força de trabalho aos membros dessa classe em troca de um salário

As relações de produção capitalista baseiam-se na propriedade privada da burguesia (que substituiu a propriedade feudal) e no trabalho assalariado (que substituiu o trabalho servil visto no Modelo de Produção anterior).

O Modelo de Produção Capitalista tem uma produção voltada, essencialmente, à acumulação de bens e à obtenção de lucros.

Com o rápido desenvolvimento das forças produtivas e a crescente competitividade entre as empresas, a necessidade de investimento em produtividade e de criação de novas formas de produção foram responsáveis pelo surgimento de sistemas cada vez mais sofisticados de gerenciamento de produção, como o Taylorismo, o Fordismo e o Toyotismo.


Exercícios

Exercício 1
(UPE/2016)

Observe a imagem a seguir:

Baseando-se na imagem, a relação de produção apresentada é conhecida como:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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