Índice
Introdução
O Sol é a estrela luminosa mais próxima da Terra. Fonte de calor e energia, assegurou a existência de condições que possibilitaram o surgimento e desenvolvimento da vida de plantas e animais na superfície terrestre.
A distância do Sol e as condições atmosféricas das superfícies planetárias determinam se os planetas serão mais quentes ou mais frios, e mais ou menos iluminados. A distância da estrela luminosa e as características das atmosferas planetárias são, então, essenciais para o surgimento e manutenção da vida.
O Sol é um dos astros mais importantes do Sistema Solar, que leva, inclusive, seu nome. É o astro de maior campo gravitacional desse sistema. Por conta disso, todos os planetas existentes traçam suas órbitas em torno dele.
A teoria heliocêntrica, apresentada por Copérnico em 1530, comprova, através de modelos matemáticos, a teoria do Sol como centro do universo e os planetas orbitando ao seu redor.
Os estudos astrológicos nos últimos anos determinaram, no entanto, que o Sol não é propriamente o centro do universo, tampouco o centro do Sistema Solar, pois não está localizado no centro do sistema.
Ele foi considerado uma estrela anã de extrema importância para a vida, e que faz parte da Via Láctea e de um universo em constante expansão e movimentação.
Legenda: Nascer do Sol visto da Terra
Principais conclusões
- O Sol é a estrela luminosa mais próxima da Terra, fonte primária de calor e energia que possibilitou o surgimento e desenvolvimento da vida na superfície terrestre; é um astro da Via Láctea e o corpo gravitacional dominante do Sistema Solar.
- A energia solar nasce por reações de fusão termonuclear no núcleo; essa energia se propaga pela zona de radiação e pela zona de convecção até a fotosfera, alcança a coroa e é emitida ao espaço, gerando luz, calor e eventos como tempestades solares.
- A teoria heliocêntrica de Copérnico, apresentada em 1530, comprovou por modelos matemáticos o Sol como centro do sistema planetário; investigações posteriores situaram o Sol como estrela anã da Via Láctea, inserida em um universo em constante expansão.
- Em provas como o ENEM, questões abordam confusões frequentes — por exemplo, distinguir astro de estrela ou supor que o Sol ocupa o centro geométrico do Sistema Solar — e cobram integração entre Física, Química e Geografia sobre efeitos solares.
- O campo gravitacional do Sol organiza as órbitas planetárias e, junto à distância e às atmosferas, regula temperaturas; sua energia sustenta ecossistemas e sua observação constante é essencial para prever erupções e proteger tecnologias e atividades humanas.
Formação
A estrela formou-se entre 4,5 e 4,6 milhões de anos atrás, a partir de uma nuvem de poeira e gases que transformaram-se em um corpo achatado.
O centro da nuvem deu origem ao astro, através de uma série de colisões e aglomerações entre os gases e as partículas cósmicas.
Composição do Sol
Cerca de 91% da massa solar é quimicamente composta por hélio, carbono e hidrogênio. Os outros 9% correspondem à massa do oxigênio e de outras partículas.
O Sol apresenta seis regiões de diferentes espessuras. Da parte mais interna à mais externa, as regiões são:
- Núcleo: a parte mais quente e de maior massa da estrela. Possui em torno de 135 km de extensão. É no núcleo que ocorre a produção da energia solar.
- Zona de radiação: nesta região, ocorre a propagação de energia do núcleo através da radiação.
- Zona de convecção: é a parte do Sol em que ocorrem as correntes de convecção que levam energia e calor para as partes mais externas.
- Fotosfera: é a primeira das regiões que pode ser vista da Terra. Possui aparência de um denso líquido em ebulição.
- Cromosfera: camada irregular logo acima da fotosfera. É a área de transição entre a fotosfera e a coroa solar.
- Coroa solar: é a parte mais externa e mais luminosa do Sol, formada por plasma. Nessa região, a temperatura ultrapassa os 2,5 milhões de graus celsius.
Legenda: Superfície solar
Astro ou estrela?
As estrelas são corpos celestes muito reluzentes. A luz desses corpos é proveniente do próprio astro.
De acordo com essa definição, o Sol é uma estrela, já que possui luz própria. No entanto, pode ser também chamado de astro, que por definição é um corpo celeste que está em órbita no espaço. Portanto, o Sol também é um astro, pois se enquadra na categoria de corpo celeste.
Explosões solares
As explosões ou erupções solares são reações de fusão termonucleares que ocorrem no interior da estrela, para a produção de calor e energia.
A energia é levada para as regiões mais externas, através da radiação ou das correntes de convecção. Ao chegar à coroa solar, a radiação e o calor escapam do astro em direção aos planetas.
A Nasa frequentemente capta imagens de tempestades solares, que ocorrem quando há liberação do acúmulo de energia na coroa solar. A agência espacial estadunidense também mantém constante vigilância sobre a estrela, como forma de prevenir possíveis danos e alterações causadas no espaço e que possam, de alguma forma, afetar as atividades na Terra.
Exercício de fixação
Exercícios sobre Sol para vestibular
ENEM/2013
O ciclo de atividade magnética do Sol tem um período de 11 anos. O início do primeiro ciclo registrado se deu no começo de 1755 e se estendeu até o final de 1765. Desde então, todos os ciclos de atividade magnética do Sol têm sido registrados.
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 27 fev. 2013.
No ano de 2101, o Sol estará no ciclo de atividade magnética de número: