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História Geral

Os assírios

Daniel Zem Bernardes
Publicado por Daniel Zem Bernardes
Última atualização: 11/4/2019

Introdução

Os assírios ergueram um dos maiores impérios da Antiguidade Oriental. A Assíria dominou toda a Mesopotâmia e os territórios que hoje equivalem ao norte do Iraque e sudeste da Turquia.

Seu império era marcado pela incrível força militar e pela ferocidade de suas incursões, que causaram temor nos povos da Antiguidade Oriental.

A Assíria chegou ao seu auge nas mãos de Assurbanipal (690 a.C. - 627 a.C.), que foi responsável pela expansão máxima do império e pela conquista do Egito. Contudo, a Assíria nem sempre foi um império. Antes do status imperial, os assírios foram uma província do império da Babilônia e de outros impérios.

O caminho para o império

Os assírios tinham como sua capital a cidade de Assur. O povo se estabeleceu na Alta Mesopotâmia, situada na região Norte (por volta de 2100 a.C.), que era uma região mais montanhosa e menos fértil se comparada com a com a região das planícies aluviais da Baixa Mesopotâmia.

Contudo, a região montanhosa detinha boas reservas de madeira e de minérios de ferro. Isso levou, de modo inicial, ao desenvolvimento da agricultura e da caça como suas atividades principais. Posteriormente, o comércio também se torna uma atividade importante para os assírios.

Durante o segundo milênio antes de Cristo (2000 a.C.), Assur era uma cidade-estado comandada por reis que, majoritariamente, eram da mesma dinastia.

Os assírios não eram independentes, tendo Assur sido uma província - primeiro do império da Babilônia e depois do império dos Mitani.


Durante o período em que os assírios estavam sob o controle dos Mitani (estima-se que foi por volta de 1400 a.C.), Assur mantinha certa autonomia. Por conta disso, mantinham conflitos internos constantemente.

Por estarem localizados próximo à fronteira com a Babilônia, os assírios sempre colocavam os impérios um contra o outro sempre que possível, em uma tentativa de enfraquecer o império Mitani.

Ashur-uballit (1354 a.C. - 1318 a.C.) se lançou contra o rei Tushratta de Mitani, por volta de 1340 a.C., o que levou a um conflito que terminou na perda do nordeste da Mesopotâmia para os Mitani. Agora, Ashur-uballit era conhecido como “o grande rei”, nomeando toda a região que pertencia a Asur de Assíria e conquistando a sua independência.

O império Assírio (1354 a.C. - 618 a.C.)

Por conta de sua região ser vulnerável a ataques e pela postura agressiva militar que precisou assumir para adquirir sua autonomia, os assírios prosseguem em estruturar um império militarista e expansionista por toda a Mesopotâmia, confiando em sua excelente estrutura militar para sua expansão.


A princípio, o Rei Ashur-uballit se aliou à Babilônia, mas logo entrou em conflito com a mesma por conta do assassinato de seu neto. Assim, seus sucessores continuaram com a conquista da Babilônia e do restante da Mesopotâmia.


Dos imperadores, destacam-se Senaqueribe e Assurbanipal. Senaqueribe (705 a.C. - 681 a.C.) foi o responsável por mudar a capital de Asur para Nínive, construindo um palácio na nova capital e reformando-a. Senaqueribe também construiu muralhas internas e externas à cidade.

Já Assurbanipal (668 a.C. - 627 a.C.) foi responsável pela grande expansão e pelo avanço militar no Egito, que resultou na conquista do território. Durante o reino de Assurbanipal, houve prosperidade e paz, já que ele conseguiu sufocar as revoltas que aconteceram durante o seu reinado. Por isso, foi em seu governo o auge do império Assírio.

Após a morte de Assurbanipal, o império entrou em colapso. Diversas regiões começaram a se rebelar, e seus sucessores não conseguiram contê-las.

Assim, em 612, o rei dos caldeus, Naboplasar, fez uma incursão em Nínive com a ajuda dos medos (que era um povo situado no Planalto Iraniano). Essa ação levou à destruição da capital assíria e, por consequência, simbolizou o fim do império Assírio.

Mapa do Império Assírio

Aspectos socioeconômicos

Os Assírios tinham como suas atividades principais a atividade militar, comércio, agricultura e caça.

  • Agricultura: não precisava-se de técnicas de irrigação tão sofisticadas quanto a dos outros povos. Havia, também, uma intensa criação de cavalos, que eram utilizados no exército e na agricultura.
  • Comércio: era, também, uma atividade importante na sociedade assíria. Em suas rotas comerciais, eram negociados madeira e minérios de ferro e cobre. Geralmente, as guerras tinham como motivo a abertura de rotas comerciais e a conquista de pontos estratégicos para o comércio.
  • Atividade militar: era a sua maior força. Os assírios possuíam o maior e melhor preparado exército da Mesopotâmia, com tecnologias que nenhuma outra civilização da época possuía. Sua sociedade era militarizada, sendo o serviço militar obrigatório. A atividade militar também proporcionou uma grande massa de escravos, que eram os povos dos países dominados.

Curiosidades

  • O exército assírio era implacável. Era conhecido por sua organização, disciplina e brutalidade. Possuía carros de guerra que eram puxados por até 4 cavalos, tripulando até 3 guerreiros. 
  • O exército assírio detinha uma tecnologia de “botes infláveis” que eram usados para fazer travessias de rios. As embarcações eram infláveis e feitas com couro de ovelha.
  • O exército assírio chegou a ter 150 mil homens.
  • Além de sua força militar, os assírios foram conhecidos por suas belas arquiteturas.

Exercícios

Exercício 1
(FATEC)

O primeiro exército organizado do mundo, com recrutamento obrigatório e que se tornou uma força permanente após o reinado de Teglafalasar III (745 – 728 a. C.), foi uma criação dos:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, shorts e tênis acenando

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