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Matemática

Função bijetora

Publicado por Marcus Vinicius | Última atualização: 19/6/2025
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Índice

Introdução

Definimos uma aplicação \(f\) como uma função bijetora (ou função bijetiva) se ela for injetora e sobrejetora ao mesmo tempo.

No diagrama abaixo, a função \(f\) é bijetora pois, além de cada ponto distinto do seu domínio gerar uma imagem distinta (tornando-a injetora), temos que seu contradomínio é igual ao seu conjunto imagem (tornando-a sobrejetora).

Já o diagrama da função \(g\), ilustrado a seguir, mostra que ela não é bijetora, pois o seu contradomínio é diferente do seu conjunto-imagem, o que não a faz uma função sobrejetora. Além disso, \(g\) também não é injetora.

É evidente que existem funções que não são nem injetoras e nem sobrejetoras e, menos ainda, bijetoras.

Como, por definição, uma função bijetora é, antes de tudo, uma função injetora, então necessariamente o seu gráfico deve ser estritamente crescente ou estritamente decrescente.

Principais conclusões

  • Uma função bijetora é aquela que é injetora e sobrejetora simultaneamente, estabelecendo correspondência um-para-um entre domínio e contradomínio: cada elemento do domínio tem imagem distinta e todo elemento do contradomínio tem origem no domínio.
  • Funciona assim: injetividade exige imagens distintas para pontos distintos do domínio; sobrejetividade exige que o conjunto imagem coincida com o contradomínio; juntas essas propriedades fazem com que cada valor do contradomínio seja atingido por exatamente um elemento.
  • No contexto matemático, bijetividade formaliza correspondência biunívoca entre conjuntos, permitindo comparar tamanhos e estabelecer equivalências entre conjuntos; essa propriedade é fundamental em teoria dos conjuntos, álgebra e demonstrações que exigem reversibilidade.
  • Em provas como o ENEM, erro comum é confundir contradomínio com conjunto-imagem ou assumir sobrejetividade sem verificar igualdade de imagens; para funções reais, checar se o gráfico é estritamente crescente ou estritamente decrescente ajuda a confirmar injetividade.
  • Funções bijetoras garantem existência de inversa única, possibilitando inverter operações sem perda de informação; reconhecer bijetividade facilita resolver equações, reverter transformações e construir modelos matemáticos que preservam correspondência entre conjuntos.
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Exercício de fixação

Exercícios sobre Função bijetora para vestibular

Passo 1 de 3

UFF

Considere as funções \(f,g\) e \(h\), todas definidas em \([m,n]\) com imagens em \([p,q]\) representadas através dos gráficos a seguir:

Pode-se afirmar que:

A \(f\) é bijetiva, \(g\) é sobrejetiva e \(h\) não é injetiva
B \(f\) é sobrejetiva, \(g\) é injetiva e \(h\) não é sobrejetiva
C \(f\) não é injetiva, \(g\) é bijetiva e \(h\) é injetiva
D \(f\) é injetiva, \(g\) não é sobrejetiva e \(h\) é bijetiva
E \(f\) é sobrejetiva, \(g\) não é injetiva e \(h\) é sobrejetiva
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