Para que possamos entender o processo de formação de palavras na Língua Portuguesa, é importante aprendermos, primeiro, que as palavras são constituídas de pequenas partes ou “peças”, às quais chamamos de morfemas.
Para que possamos entender o processo de formação de palavras na Língua Portuguesa, é importante aprendermos, primeiro, que as palavras são constituídas de pequenas partes ou “peças”, às quais chamamos de morfemas.
O morfema é a menor unidade da morfologia, ou seja, é a menor unidade estrutural de uma palavra. A formação das palavras se dá pela junção essas unidades, como se fossem “peças”, que podem ser:
O radical é a parte fixa da palavra, a parte mais importante e que permanece mesmo com as derivações. Por exemplo: da palavra “pedra” para a palavra “pedrinha”, mesmo com a derivação, a unidade “pedr” não se altera. Essa peça é o radical da palavra.
Afixo é a peça que se junta ao radical para formar palavras. Quando a junção é no começo da palavra, o afixo recebe o nome de “prefixo” e no fim da palavra recebe o nome de “sufixo”.
Prefixo é o afixo que se junta ao início da palavra, por exemplo: Empedrar. “em” é um prefixo ligado à palavra “pedra”.
Sufixo é o afixo que se liga ao final da palavra, por exemplo: Pedreira. “eira” é um sufixo ligado à palavra pedra.
Quando temos um prefixo e um sufixo ligados ao mesmo tempo na mesma palavra, essa junção recebe o nome de circunfixo. Por exemplo: Inconstitucional. À palavra “constituir” foram adicionados o prefixo “in” e o sufixo “cional”.
A desinência é o morfema que nos permite observar o tempo, o modo e as flexões de gênero e número das palavras, por exemplo:
Estar
Estavam
Estávamos
É a primeira vogal que se liga ao radical para a formação de uma palavra, por exemplo:
na palavra “pedra”, como o radical é “pedr”, a vogal “a” é o que chamamos de vogal temática.
Como veremos a seguir, algumas palavras da Língua Portuguesa derivam de outras, ou seja, vêm de uma palavra que já existe. Uma palavra que já existe na língua e não deriva de outra, recebe o nome de primitiva, enquanto as que derivam dela recebem o nome de derivadas.
Por exemplo: “jornal” é uma palavra primitiva e dela derivam as palavras “jornalista”, “jornaleiro”, “jornaleco”
O processo de formação de palavras se dá de duas formas: por derivação ou por composição.
Na derivação, acrescenta-se termos a uma palavra já existente para formar novas palavras. A adição de termos a um radical forma novas palavras da mesma família, ou seja, todas as novas palavras formadas têm o mesmo radical.
Por exemplo: doméstico, domicílio, domesticar. As três palavras derivam do acréscimo de sufixos ao radical “dom” e são, portanto, da mesma família. Existem quatro possíveis tipos de derivação: prefixal, sufixal, parassintética e imprópria.
É aquela em que acrescenta-se um prefixo a uma palavra já existente, por exemplo: Infeliz. Foi acrescentado o prefixo “in” à palavra “feliz”.
É aquela em que se acrescenta um sufixo a uma palavra já existente, por exemplo: Brasileirismos. Foi acrescentado o sufixo “ismos” a palavra “brasileiro”.
É aquela em que acrescenta-se, ao mesmo tempo, um prefixo e um sufixo em uma palavra já existente, por exemplo: Infelizmente. Foram acrescidos o prefixo “in” e o sufixo “mente” à palavra “feliz”.
Note que, se tirarmos um dos afixos, a palavra que resta ainda tem sentido, por exemplo “infeliz” (sem o sufixo) ou “felizmente” (sem o prefixo)
Assim como a derivação prefixal e sufixal, a derivação parassintética é caracterizada pela adição de um prefixo e um sufixo ao mesmo tempo, por exemplo: Abençoar, que é a adição do prefixo “a” e do sufixo “ar” à palavra “bênção”.
Todavia, se tirarmos um dos afixos, a palavra deixa de fazer sentido. Por exemplo: abenço, sem o sufixo “ar”, não é uma palavra que existe com significado e sentido na Língua Portuguesa.
É a mudança da classe da palavra sem que haja mudança em sua estrutura. Por exemplo:
O menino chato chegou.
O chato chegou.
Na primeira oração, a palavra “chato” é um adjetivo, enquanto na segunda, funciona como substantivo. Houve uma mudança na classe da palavra, sem que para isso fosse necessário alterar sua estrutura.
Na composição, formamos uma nova palavra juntando duas ou mais palavras que já existem, por exemplo: guarda-chuva é um substantivo composto formado pela junção das palavras “guardar” e “chuva”. Existem dois processos de composição: a justaposição e a aglutinação.
É junção de palavras sem que haja perda de unidades fonéticas ou alteração da estrutura em nenhuma delas, por exemplo:
Cachorro-quente
Beija-flor
Guarda-chuva
É a junção de palavras em que há perda de unidade fonética ou alteração da estrutura em alguma das palavras ou nas duas, por exemplo: Planalto, que é a soma das palavras “plano” e “alto”, em que, durante a junção, houve alteração na estrutura das palavras.
Outros exemplos: Fidalgo (filho de algo), vinagre (vinho + acre), embora (em + boa + hora).
Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in, feliz e mente. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades