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Português

Pretérito Perfeito

Bianca Ferraz
Publicado por Bianca Ferraz
Última atualização: 19/9/2019

Introdução

Na língua portuguesa, temos três tempos verbais: o presente, o pretérito e o futuro

presente designa as ações que acontecem no mesmo momento do enunciado. O futuro se refere a ações que ainda estão por acontecer. O pretérito, por sua vez, diz respeito às ações que já ocorreram e que, portanto, estão situadas em um momento anterior ao da construção do enunciado.

O pretérito, no entanto, apresenta subdivisões. Essas subdivisões são o pretérito perfeito, o pretérito imperfeito e o pretérito mais-que-perfeito. Cada um deles é utilizado em circunstâncias específicas, fornecendo pistas sobre o tempo em que a ação verbal expressa ocorreu ou, ainda, sobre o fato de uma ação ter sido finalizada ou interrompida no tempo passado.

Sabendo disso, é importante conhecer os usos de cada uma dessas formas a fim de melhor compreender os sentidos que elas podem estabelecer.

Como funciona o pretérito perfeito

pretérito perfeito é aquele que se refere a uma ação anterior ao momento da fala e que, no tempo passado a que pertence, foi finalizada.

É relevante destacar que, fazendo uma análise etimológica, pode-se perceber que o termo “perfeito” significa “completamente acabado”. Assim, a própria denominação indica que ações podem ser designadas pelas formas verbais no pretérito perfeito, como nos exemplos:

  • Fiz a tarefa solicitada pelo professor.

Perceba que a forma verbal fiz indica a realização completa de uma ação (no caso, a tarefa solicitada pelo professor).

Vejamos como fica a conjugação de alguns verbos no pretérito perfeito:

Amar (verbo terminado em -ar, 1ª conjugação)

  • Eu amei; tu amaste; ele amou; nós amamos; vós amastes; eles amaram.

Perceba que a conjugação do verbo no pretérito perfeito pode ser realizada pela junção do radical do verbo (representado por am no caso do verbo amar) com as desinências que marcam tempo e pessoa (-ei, -aste, -ou, -amos, -astes, -aram, respectivamente).

Verbo vender, pertencente à 2ª conjugação (verbos terminados em -er)

  • Eu vendi, tu vendeste, ele vendeu, nós vendemos, vós vendestes, eles venderam.

Note que o modo de construção é muito semelhante, mas que a vogal temática, isto é, a vogal que aparece logo após o radical, é alterada. Isso ocorre porque houve mudança no grupo de conjugação: enquanto o verbo amar é pertencente da 1ª conjugação verbal, o verbo vender é da 2ª.

Conjugação de um verbo da 3ª conjugação, sorrir

  • Eu sorri, tu sorriste, ele sorriu, nós sorrimos, vós sorristes, eles sorriram.

Nesse caso, é interessante perceber que, embora seja um verbo irregular no presente do indicativo, o verbo sorrir apresenta a mesma estrutura de formação do pretérito perfeito que os verbos que são completamente regulares.

O pretérito perfeito e a formação de outros tempos verbais

As formas que compõem o pretérito perfeito podem ser usadas como base para a formação de outros tempos verbais.

Pretérito mais-que-perfeito

Para efetuar a conjugação de um verbo no pretérito mais-que perfeito, deve-se utilizar como base a terceira pessoa do plural do pretérito perfeito e retirar dela a terminação -m. Feito isso, acrescenta-se as desinências de tempo e pessoa.

Exemplo: amaram (terceira pessoa do plural, pretérito perfeito).

  • Conjugação do verbo amar no pretérito mais-que-perfeito: eu amara/ tu amaras/ ele amara/ nos amáramos/ vós amáreis/ eles amaram.

Futuro do subjuntivo

O processo é semelhante ao realizado para o pretérito mais-que-perfeito, mas retira-se a terminação -am. Assim, tem-se:

  • Quando eu amar/ quando tu amares/ quando ele amar/ quando nós amarmos/ quando vós amardes/ quando eles amarem.

Imperfeito do subjuntivo

Nesse caso, retira-se a terminação -ram e acrescenta-se -sse. Tem-se, portanto:

  • Se eu amasse/ se tu amasses/ se ele amasse/ se nós amássemos/ se vós amásseis/ se eles amassem.

Exercícios

Exercício 1
(ENEM/2007)

“Querido Sr. Clemens,

Sei que o ofendi porque sua carta, não datada de outro dia, mas que parece ter sido escrita em 5 de julho, foi muito abrupta; eu a li e reli com os olhos turvos de lágrimas. Não usarei meu maravilhoso broche de peixe-anjo se o senhor não quiser; devolverei ao senhor, se assim me for pedido…”  (OATES, J. C.Descanse em paz. São Paulo: Leya, 2008.)

Nesse fragmento de carta pessoal, quanto à sequenciação dos eventos, reconhece-se a norma-padrão pelo(a):

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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