Whatsapp Icon 0800 123 2222
Envie mensagem ou ligue

Info Icon Ajuda Help Icon Ajuda
Sociologia

Max Horkheimer

Natália Cruz
Publicado por Natália Cruz
Última atualização: 13/12/2018

Introdução

Filho de judeus, o filósofo e sociólogo alemão Max Horkheimer nasceu em 14 de fevereiro de 1895 em Stuttgart. Aos 16 anos, Horkheimer interrompeu os estudos para trabalhar com o pai no setor industrial. Em 1914, iniciou-se a 1ª Guerra Mundial, e o jovem Horkheimer foi obrigado a servir o exército de seu país e lutar nos campos de batalha.

Após o fim do conflito, em 1917, o alemão retomou seus estudos. Muito influenciado pelas obras de Max Weber, Schopenhauer, Friederich Nietzsche e Karl Marx, decidiu especializar-se em Psicologia e Filosofia. Durante sua temporada de estudos, Horkheimer passou por Munique e por Frankfurt, local onde conheceu Theodor Adorno, com quem, posteriormente, fundaria a Escola de Frankfurt.

Principais Ideias

As obras de Max Horkheimer são definidas como de cunho marxista não ortodoxo e de orientação crítico sociológica. O filósofo fazia críticas à razão instrumental, afirmava que a aproximação e o embasamento em elementos que garantem a dinâmica entre a práxis social e a teoria podem gerar uma gama muito grande de interpretações e reflexões, por conta disso, considerava a razão instrumental falha.

Horkheimer também fez críticas ao cartesianismo aplicado a ciência, pois acreditava que seu modelo matemático era extremamente formal e instrumental e, neste sentido, não serviria de maneira eficaz à ciência, justamente por desconsiderar os elementos da não perfeição.

Ao lado de Theodor Adorno, Horkheimer desenvolveu a teoria crítica, utilizada por ambos os filósofos em suas obras. A teoria crítica engloba, em suas obras, um conjunto de ideias diretamente ligadas à cultura contemporânea. Tem com base no marxismo, no entanto, com abertura para outras influências que possam alterar ou modificar a teoria e explicações sociais.

O modelo da teoria crítica rendeu fama a Horkheimer e a Adorno. O modelo pensado pelos dois sociólogos usa a relevância social do assunto estudado e o subjetivismo como elementos para escolha do melhor método científico a ser utilizado.Horkheimer enfatiza a importância da ênfase na existência social e afirma que tal aspecto é fundamental para a determinação da consciência.

Escola de Frankfurt

A criação da Escola de Frankfurt teve seus primeiros esboços delimitados a partir do encontro entre Max Horkheimer, Theodor Adorno e Friederich Pollock. O trio é responsável por fundar, em 1924, o Instituto de Pesquisas Sociais, conhecido como Escola de Frankfurt. O instituto deu continuidade ao histórico da conceituada escola de filosofia e sociologia alemã que ganhou força com nomes de Kant, Hegel, Marx, Engels e Nietzsche.

A Escola de Frankfurt tinha a intenção de promover ricos e profundos debates com a integração de conhecimentos sociológicos, filosóficos, psicológicos, econômicos e literários. A abertura de distintas ideias e correntes de pensamento propostos pela Teoria Crítica colaborou muito para a construção desse conhecimento conjunto.

Durante a construção do Instituto de Pesquisa, os pensadores vivenciaram os desdobramentos da Revolução Russa de 1917, além do aparecimento e do fortalecimento das ideias fascistas e do governo nazista na Alemanha.

Em 1933, o Instituto de Pesquisa foi fechado pelos nazistas. Os membros da Escola de Frankfurt, com medo de maiores represálias e perseguições, mudaram-se para outros países, nos quais pudessem continuar desenvolvendo seus trabalhos.

Ainda em 1933, diante a ameaça nazista, Horkheimer abandonou a Alemanha rumo a Suíça e, posteriormente, foi para Nova York trabalhar como professor na Universidade de Columbia, local que passou a abrigar a nova sede do Instituto de Pesquisas Sociais. Horkheimer retornou à Alemanha em 1949. Em 1950, retomou, na Universidade de Frankfurt, as atividades do Instituto de Pesquisa.

São nomes importantes na Escola de Frankfurt Herbert Marcuse. Erich Fromm, Leo Lowenthal, Walter BenjaminJurgen Habermas, Otto Apel e Albrecht Wellmer.

Dialética do Esclarecimento

obra mais importante de Horkheimer, escrita juntamente com Adorno, e símbolo da Teoria Crítica, é a Dialética do Esclarecimento, publicada em 1944.

Nela, os autores analisam o contexto da Guerra e os pensamentos iluministas, fazendo um diagnóstico da época em que a obra foi escrita e tentando entender porque, diante de tanto conhecimento e desenvolvimento de diferentes ideias de pensamento, o mundo ainda não havia conseguido se desvencilhar de tantas guerras, problemas sociais e econômicos e conflitos.

Adorno e Horkheimer partem de ideias iluministas e da afirmação kantiana de que o iluminismo seria essencial para que o homem atingisse sua maioridade e fosse responsável por si. Diante dessas ideias. questionam, no decorrer do livro, quais os motivos que colaboraram para que o homem ainda não tivesse atingido seu estado de tutela e o porquê de ainda não ter solucionado questões essenciais como a fome, a intolerância e os conflitos armados.

Na obra, os autores retomam o conceito weberiano de desencantamento do mundo, a explicação do mundo através dos mitos, a racionalidade, a dominação do homem pelo próprio homem e o papel da mídia e dos discursos como forma de convencimento e dominação e a participação da indústria cultural e seu papel na sociedade. A visita a vários elementos históricos e explicações filosóficas e sociológicas servem  como elementos importantes para o entendimento da sociedade e do momento histórico que analisam.

Frankfurt, AlemanhaFrankfurt, Alemanha


Exercícios

Exercício 1
(Unesp/2013)

Uma obra de arte pode denominar-se revolucionária se, em virtude da transformação estética, representar, no destino exemplar dos indivíduos, a predominante ausência de liberdade, rompendo assim com a realidade social mistificada e petrificada e abrindo os horizontes da libertação. Esta tese implica que a literatura não é revolucionária por ser escrita para a classe trabalhadora ou para a “revolução”. O potencial político da arte baseia-se apenas na sua própria dimensão estética. A sua relação com a práxis (ação política) é inexoravelmente indireta e frustrante. Quanto mais imediatamente política for a obra de arte, mais reduzidos são seus objetivos de transcendência e mudança. Nesse sentido, pode haver mais potencial subversivo na poesia de Baudelaire e Rimbaud que nas peças didáticas de Brecht. (Herbert Marcuse. A dimensão estética, s/d.)

Segundo o filósofo, a dimensão estética da obra de arte caracteriza-se por:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

Inscreva-se abaixo e receba novidades sobre o Enem, Sisu, Prouni e Fies:

Carregando...