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Sociologia

Nacionalismo

Bianca Ferraz
Publicado por Bianca Ferraz
Última atualização: 11/3/2019

Introdução

Quando se fala em nacionalismo, é comum que associemos a palavra, em um primeiro momento, a um sentimento de valorização da pátria e, por extensão, de tudo aquilo que lhe pertence, ou seja, de tudo aquilo que é nacional.

No entanto, é necessário ir além desse sentido primeiro e estrito do que é o nacionalismo, pois, na verdade, consiste em uma ideologia política surgida após a Revolução Francesa (1789-1799).

Essa doutrina foi de suma importância para a fase industrial da humanidade, no século XIX, época em que os estados-nação tomam forma. Essa organização dos estados-nação foi fundamentada, em primeiro lugar, pela difusão dos ideais iluministas vindos, sobretudo, da França. Esses ideais se refletiam no desejo de um governo democrático, em que houvesse participação dos cidadãos.

O nacionalismo, nesse sentido, baseado no sentimento de pertencimento a uma cultura e de identificação com a pátria, influenciou países que se consolidaram no século XIX, como a Alemanha e a Itália.

Assim, os estados-nação que se formaram no século XIX se diferenciam daqueles formados anteriormente, nos séculos XVI e XVII, pois sua soberania não estava mais ligada à figura de um monarca, isto é, um rei, mas sim relacionada aos cidadãos que, juntos, eram responsáveis por compor a nação.

A influência do nacionalismo se deu, também, em movimentos extremistas, que deram origem a governos totalitários, a exemplo do nazismo, na Alemanha, e do fascismo, na Itália e no Japão.

As características do nacionalismo

Assim como todas as ideologias, o nacionalismo também apresenta elementos que o caracterizam.

Em primeiro plano, há a questão do sentimento de pertencimento do indivíduo a uma cultura (a uma região, a uma língua, e assim por diante), que produz a identificação com a pátria.

Mas, para além disso, o nacionalismo implica, de forma direta, na estrutura militar do Estado, pois, nessa doutrina, o exército deve ser formado por um corpo de cidadãos comuns, e não mais por aristocratas ou, ainda, por mercenários, isto é, soldados que, por dinheiro, lutam em exércitos estrangeiros.

Nacionalismo, patriotismo e ufanismo: qual é a diferença?

Os termos nacionalismo, patriotismo e ufanismo, por estarem ligados a um mesmo campo de significados, muitas vezes são usados como sinônimos. Apesar disso, existem diferenças entre esses conceitos. Veja, a seguir, como diferenciar cada um deles de acordo com suas características.

  • Nacionalismo: como dito anteriormente, o nacionalismo é uma doutrina política que se baseia no sentimento de pertencimento de um indivíduo a uma cultura (o que pode englobar uma região, uma língua, entre outros elementos). O nacionalismo, embora confundido muitas vezes com o patriotismo, se difere por apresentar um elemento ligado ao militarismo e também por se relacionar à conexão do indivíduo a uma raça.
  • Patriotismo: o patriotismo pode ser definido como o amor de um indivíduo em relação a sua pátria, o que engloba, também, a preocupação com o bem-estar dos outros componentes de sua pátria. Nesse sentido, o patriotismo está ligado a uma necessidade do indivíduo de pertencer a um grupo e, além disso, estabelecer relações com o passado e com as diversas condições – sejam elas políticas, sociais ou culturais – que circundam uma ação. Além disso, vale destacar que o patriotismo não engloba elementos militaristas.

Ufanismo: de forma geral, o ufanismo é conhecido, também, como o nacionalismo exacerbado. Esse termo, que é de origem espanhola, remete ao sentido de se vangloriar. Orgulhar-se de sua terra designa, portanto, o sentimento de valorização exagerada das qualidades de sua pátria, mesmo que não haja base para tal sentimento. Essa exacerbação, no entanto, pode ser prejudicial, pois pode levar à ideia de que somente uma nação, uma pátria é digna de merecer a paz e a prosperidade, o que pode levar à intolerância e à violência.


Exercícios

Exercício 1
(ESAF/2010)

Atritos permanentes decorrentes de disputas imperialistas, profundas rivalidades políticas assentadas em extremado nacionalismo e constituição de dois blocos antagônicos de alianças entre países, a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente, configuram, entre outros aspectos, o quadro histórico que resultou na:

Ilustração: Rapaz corpulento de camiseta, short e tênis acenando

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