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Vestibular e Enem

Atualidades Enem: Ciberativismo

por Giovana Murça em 12/09/19 300 visualizações

Você, provavelmente, já assinou alguma petição online, ficou sabendo de algum protesto por meio de um evento na rede social ou compartilhou uma hashtag que continha alguma crítica social, não é mesmo? Essas novas formas de manifestação pela internet é o chamado ciberativismo.

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(Reprodução/Leo Aversa)

Hoje em dia, manifestações e panfletagem nas ruas não são as únicas formas de demonstrar insatisfação e difundir informação em prol de uma causa. Os ciberativistas, utilizam as redes para organizar protestos nas ruas, difundir informações, criar petições onlines, campanhas ou doações, gerar mobilização com o uso das hashtags e até mesmo para invadir sites e vazar dados, com o chamado hackerativismo.

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As redes sociais contribuem com esse movimento, pois permitem, por meio da criação de grupos ou eventos, reunir milhares pessoas com os mesmos interesses. Em seus perfis pessoais, é cada vez mais comuns que as pessoas se posicionem social e politicamente e façam ativismo por meio das redes, sem sair de casa.

Como surgiu?

O ciberativismo surgiu junto com a própria internet. Em meados de 1980, várias pessoas pelo mundo já lutavam pelos direitos humanos difundindo informações por listas de e-mails e redes como PeaceNet e Gopher.

Em 1994, o Movimento Zapatista também ganhou força com o uso da internet. Inspirados em Emiliano Zapata, que lutou contra o ditador Porfirio Díaz na Revolução Mexicana em 1910, o movimento pedia o um governo mais autônomo e democrático, com inclusão dos povos indígenas, fim da corrupção e extinção da NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio). Os zapatistas usaram as redes para divulgar suas causas e ganhar apoio, solidariedade e visibilidade de pessoas do mundo todo.

Exemplos de ciberativismos

Com a popularização da internet e das redes sociais, as mobilizações pelas redes se tornaram cada vez mais comuns e, contrariando os que os consideram “ativistas de sofá”, muitos ciberativistas incomodaram e conquistaram suas causas. Veja alguns exemplos!

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(Reprodução/Adriana Franciosi/Agência RBS)

Protestos no Irã

Milhares de pessoas foram às ruas no Irã em 2009 contra a reeleição do então presidente Mahmoud Ahmadinejad, sob suspeitas de fraude. Como a imprensa oficial e a local estavam a favor do presidente, os manifestantes usaram as redes sociais para mostrar os confrontos com a polícia iraniana para a comunidade internacional. 

Primavera Árabe

Ainda no Oriente Médio, em 2011, milhares de pessoas utilizaram as redes sociais para organizar protestos contra os governos autoritários do Egito, Tunísia, Líbia, Síria, Iêmen e Bahrein. Além de reunir manifestantes, as redes também foram usadas para divulgar ao mundo o que estava acontecendo naqueles países, já que a mídias eram censuradas.

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Protesto na Tunísia (Reprodução/Chris Belsten)

Protestos no Brasil

Foi pelas redes sociais que os organizadores do Movimento Passe Livre convocaram milhares de pessoas para protestar por todo Brasil em junho de 2013. Inicialmente, as mobilizações criticavam o aumento da passagem de ônibus, mas as insatisfações se estenderam para a política brasileira, corrupção, gastos com a Copa do Mundo e falta de investimentos na saúde, educação, entre outros.

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(Reprodução/Internet)

Diante da falta de atenção e cobertura das mídias tradicionais, os manifestantes registravam nas redes sociais a repressão violenta da polícia. Nesse contexto, surgiu a midiativista Mídia Ninja (Jornalismo Independente e Narrativas de Ação), que transmitia ao vivo pelo celular tudo o que ocorria nos protestos.

Manifestantes em frente ao Congresso Nacional em junho 2013 (Jose Cruz/Agência Brasil)

Os protestos que pediam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015, e a greve dos caminhoneiros, em 2018, também tiveram sua organização baseada em eventos de redes sociais e correntes em aplicativos de conversas.  

Petições e hashtags 

Diversas mobilizações ocorrem através de petições públicas e abaixo-assinados online. As organizações internacionais mais conhecidas são a Avaaz e Change.org. No Brasil, usuários podem criar suas próprias petições no site Petição Pública Brasil.

Por meio de hashtags, milhares de pessoas chamam atenção para um assunto e compartilham suas experiências, como por exemplo nas hashtags do movimento feminista #MeuAmigoSecreto, #PrimeiroAssédio, #MeToo e #EleNão.

Hackerativismo

Outra forma de ativismo na rede é a invasão de sistemas de órgãos públicos ou privados. A prática do hackerativismo ficou mais conhecido com o surgimento do grupo Anonymous, em 2003.

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Os Anonymous

Com atuação internacional, o grupo já agiu diversas vezes no Brasil. Em 2016, eles causaram instabilidade no site da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) em resposta a proposta de limitar os pacotes de internet fixa. Por conta de bloqueios ao Whasapp, os Anonymous também atacaram os sites do governo e do Tribunal de Justiça do Sergipe e Rio de Janeiro.

Algumas invasões a sites governamentais objetivam vazar essas informações para a mídia e população. Como é o caso do WikiLeaks, criado pelo jornalista e ciberativista Julian Assange, em 2006. O site divulga diversas informações sigilosas sobre assuntos delicados, principalmente dos Estados Unidos.

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(Reprodução/Jagz Mario)

Edward Snowden é outro hackerativista e ex-funcionário da Segurança e Inteligência dos EUA. Ele vazou dados sobre um sistema de vigilância global para o jornalista Glenn Greenwald, na época do The Guardian. Atualmente, o site The Intercept, criado por Greenwald, divulga a série Vaza Jato, que vazou mensagens dos celulares de várias autoridades ligadas a operação anti-corrupção Lava Jato.

Ciberativismo no Enem

Sendo um tema polêmico e em discussão na atualidade, o ciberativismo é uma aposta para o tema de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019. O ativismo digital também pode aparecer nas questões de Ciências Humanas, já que o Enem costuma cobrar temas relacionados à internet e redes sociais. 

Entretanto, a professora de Redação Miriele Amorim faz uma ressalva: “O tema da redação ainda é um enigma, visto que já houve declarações do governo de que não cairão questões de cunho ideológico”. Ainda assim, Miriele acredita que o tema pode ser abordado, já que é atual, faz parte da história e envolve tecnologia. 

Quanto a forma que o ciberativismo pode ser abordado, a professora aponta que o viés será negativo, pois o Enem sempre apresenta um problema para que o candidato faça uma proposta de intervenção. 

“Acredito que a abordagem possa ser a ineficácia do ciberativismo, visto que muitas pessoas se acomodam com o fato de estar lutando em prol de algo pelas redes sociais e não saem às ruas, ou os problemas que podem surgir desse movimento, como no caso do site do Assange que divulgou informações sigilosas de diversos países”, afirma.

Independente da posição que o candidato decida defender em seu texto, a professora lembra que todos os argumentos devem ser embasados em informações concretas e sempre respeitando os direitos humanos.


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