Pesquisas podem gerar dados sobre genes, proteínas, células, espécies, ecossistemas e diversos outros fenômenos. Analisar manualmente todo esse material pode ser demorado e, em alguns casos, inviável.
É nesse ponto que a IA pode contribuir.
Algoritmos podem ser treinados para reconhecer padrões em conjuntos de dados, auxiliar na classificação de imagens biológicas, identificar relações entre diferentes variáveis e apoiar pesquisadores na formulação ou no teste de hipóteses.
A inteligência artificial, portanto, não elimina a necessidade do conhecimento biológico. Ela pode funcionar como uma ferramenta para ampliar a capacidade de análise do profissional.
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Sim. O biólogo pode trabalhar com inteligência artificial, principalmente quando desenvolve conhecimentos complementares em computação, estatística, análise de dados ou bioinformática.
Isso não significa necessariamente que o profissional precise se tornar um especialista em desenvolvimento de sistemas ou inteligência artificial. Existem diferentes níveis de envolvimento com a tecnologia.
Um biólogo pode, por exemplo, utilizar ferramentas prontas para analisar dados, trabalhar em conjunto com cientistas de dados ou programadores ou participar de equipes multidisciplinares responsáveis pelo desenvolvimento de soluções para problemas biológicos.
Em outras situações, o profissional pode aprofundar seus conhecimentos técnicos e atuar diretamente com modelagem computacional, aprendizado de máquina e análise de grandes bases de dados biológicos.
A formação em Biologia continua sendo importante porque a tecnologia precisa ser aplicada dentro de um contexto científico. Interpretar corretamente um resultado exige compreender o fenômeno biológico que está sendo analisado.
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O que é bioinformática?
A bioinformática é uma das principais áreas que aproximam Biologia e tecnologia. De maneira geral, ela combina conhecimentos de Biologia, computação, estatística e análise de dados para estudar informações biológicas.
Um exemplo está na análise de sequências de DNA. Tecnologias modernas conseguem gerar enormes quantidades de informações genéticas, mas esses dados precisam ser processados e interpretados.
É aí que entram ferramentas computacionais.
A bioinformática pode ser utilizada em áreas como:
- Genômica;
- Genética;
- Biologia molecular;
- Proteômica;
- Microbiologia;
- Desenvolvimento de medicamentos;
- Pesquisa biomédica;
- Estudos evolutivos.
Para o profissional interessado em bioinformática e Biologia, desenvolver conhecimentos em programação e estatística pode ser um diferencial importante.
Bioinformática e inteligência artificial não são sinônimos, mas podem trabalhar juntas.
A bioinformática utiliza ferramentas computacionais para armazenar, processar, organizar e analisar dados biológicos. Já técnicas de inteligência artificial e aprendizado de máquina podem ser utilizadas para identificar padrões e fazer análises mais sofisticadas dentro desses conjuntos de dados.
Imagine, por exemplo, uma pesquisa com milhares de informações genéticas. Um algoritmo pode auxiliar na identificação de padrões que seriam difíceis de encontrar por meio de uma análise manual.
Em estudos envolvendo proteínas, modelos computacionais também podem contribuir para investigar características e relações que interessam aos pesquisadores.
A combinação dessas áreas aumenta a capacidade de trabalhar com dados biológicos complexos, criando espaço para profissionais que consigam transitar entre ciência e tecnologia.