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Carreira internacional: por que executivos buscam formação nos EUA

Mario Trentim fala sobre programas de curta duração em universidades americanas que atraem brasileiros interessados em ampliar o repertório, praticar o inglês e atuar em ambientes globais.



Em resumo:

  • Profissionais brasileiros têm buscado programas de educação executiva nos Estados Unidos.
  • As formações combinam aulas em inglês, estudos de caso e networking internacional.
  • A CSUN oferece cursos de curta duração em parceria com a IBS Americas.
  • Bolsas parciais reduzem o valor acadêmico, mas não cobrem todos os custos da viagem.
  • Para Mario Trentim, a experiência deve estar ligada a um objetivo concreto de carreira.

Profissionais brasileiros interessados em uma carreira internacional têm procurado cursos de curta duração em universidades americanas para desenvolver o inglês, ampliar o repertório e conhecer outros modelos de gestão.

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Entre as opções estão programas realizados na California State University, Northridge, a CSUN, e em instituições do sistema State University of New York, a SUNY, em parceria com a IBS Americas.

Para Mario Trentim, que atua na coordenação acadêmica de programas internacionais, a experiência não deve ser vista apenas como uma forma de adicionar um certificado ao currículo. A formação precisa contribuir para que o profissional consiga se comunicar, tomar decisões e trabalhar em contextos globais.

Mapa com um avião de plástico em cima, óculos e um caderno, sinalizando carreira internacional.

Por que profissionais buscam formação internacional?

Uma formação internacional pode ajudar quem trabalha ou pretende trabalhar com clientes, equipes e lideranças de diferentes países.

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Durante um programa presencial, o participante precisa acompanhar aulas em inglês, discutir casos, apresentar projetos e colaborar com profissionais de outras formações e culturas.

A experiência pode ser relevante para quem deseja:

  • trabalhar em empresas multinacionais;
  • participar de projetos internacionais;
  • assumir cargos de liderança;
  • ampliar a rede profissional;
  • desenvolver comunicação em inglês;
  • conhecer práticas de gestão de outros países.

Segundo Mario Trentim, os participantes têm buscado essas formações com objetivos profissionais mais claros.

“Antes, eram profissionais que queriam ter feito algo fora. Agora, são gestores com uma posição que desejam ocupar, um conselho do qual pretendem participar ou um nível de conversa profissional que querem alcançar”, afirma.

A experiência internacional, porém, não garante promoção ou contratação. Seu valor depende da relação entre o conteúdo estudado, a trajetória do profissional e os próximos passos da carreira.

Como funcionam os programas da CSUN?

A California State University, Northridge recebe participantes da IBS Americas em programas de curta duração realizados no campus, na região de Los Angeles.

As atividades costumam durar cerca de três semanas e combinam aulas, estudos de caso, apresentações, projetos e contato com profissionais de diferentes países.

Entre os temas oferecidos estão liderança, comunicação, inovação, transformação digital e negócios. As aulas são ministradas em inglês, o que exige que o aluno consiga acompanhar discussões e atividades acadêmicas no idioma.

A CSUN também possui uma escola de negócios acreditada pela Association to Advance Collegiate Schools of Business, a AACSB, instituição internacional responsável por avaliar padrões acadêmicos de cursos de negócios.

Para Mario Trentim, o formato presencial exige mais do que o acompanhamento passivo de uma aula.

O participante precisa formular argumentos, defender decisões e trabalhar em grupo em inglês. Dessa forma, o idioma deixa de ser apenas um conteúdo estudado e passa a ser usado para resolver problemas e comunicar ideias.

O que diferencia uma experiência presencial?

Um programa presencial no exterior reúne formação acadêmica, prática do idioma e convivência com pessoas de diferentes contextos profissionais.

Essa imersão pode contribuir para três dimensões da carreira.

Comunicação profissional em inglês

O participante passa a discutir estratégia, liderança, inovação e negócios no idioma, e não apenas situações cotidianas.

Repertório internacional

Professores, estudos de caso e colegas podem apresentar formas diferentes de analisar problemas, conduzir reuniões e tomar decisões.

Rede de relacionamentos

A convivência e os trabalhos em grupo podem gerar conexões mais próximas do que o simples contato por uma rede social.

Isso não significa que toda experiência produza automaticamente uma rede profissional duradoura. É necessário manter os contatos e criar oportunidades de colaboração após o curso.

Também é importante diferenciar esses programas de uma graduação ou pós-graduação completa. São cursos executivos de curta duração e devem ser apresentados no currículo de acordo com sua carga horária e natureza acadêmica.

Como funcionam as bolsas de estudo?

Os programas podem oferecer bolsas parciais após a análise do perfil acadêmico e profissional do candidato.

Na prática, o participante recebe um desconto sobre o valor acadêmico, mas continua responsável por parte do curso e pelos demais custos da viagem.

Os percentuais, valores, datas e condições podem mudar conforme o programa e a edição.

Além da taxa acadêmica, é necessário considerar despesas como:

  • passagem aérea;
  • hospedagem;
  • alimentação;
  • transporte;
  • seguro-viagem;
  • passaporte;
  • visto;
  • gastos pessoais.

Por isso, a bolsa parcial não deve ser interpretada como cobertura integral da experiência.

Antes da inscrição, o candidato deve solicitar o regulamento atualizado, confirmar quais itens estão incluídos e calcular o investimento total.

Como saber se o programa faz sentido para a carreira?

Uma formação internacional tende a ser mais útil quando responde a uma necessidade profissional específica.

Antes de escolher, o candidato pode avaliar:

  • Qual posição deseja alcançar?
  • O curso desenvolve competências relevantes para essa função?
  • O conteúdo poderá ser aplicado no trabalho?
  • O nível de inglês é suficiente para acompanhar as aulas?
  • O investimento cabe no planejamento financeiro?
  • A experiência complementa ou repete formações anteriores?

Também é importante analisar a grade, a carga horária, os professores, as atividades incluídas e a instituição responsável pelo certificado.

O nome de uma universidade conhecida pode chamar atenção, mas não substitui a avaliação do conteúdo.

Para Mario Trentim, o principal valor da experiência está no repertório que o profissional consegue construir e utilizar depois.

“No Board do PMI Global, é comum encontrar profissionais com experiências em mais de um país ou contexto. O ponto não é buscar uma marca apenas para o currículo. É conseguir participar de conversas estratégicas com pessoas de diferentes mercados”, afirma.

A credencial internacional ajuda no currículo?

Uma credencial internacional pode fortalecer o currículo quando possui relação clara com a trajetória do candidato.

No LinkedIn ou no currículo, é recomendável informar:

  • o nome do curso;
  • a universidade;
  • a duração;
  • o idioma das aulas;
  • os projetos realizados;
  • as competências desenvolvidas.

Durante uma entrevista, dizer que estudou nos Estados Unidos é menos relevante do que explicar o que aprendeu e como a experiência modificou sua atuação profissional.

A formação pode sinalizar iniciativa, capacidade de adaptação e contato com ambientes internacionais. Ainda assim, será avaliada em conjunto com experiência, resultados, conhecimento técnico e domínio do inglês.

Vale a pena buscar uma formação nos Estados Unidos?

A resposta depende do objetivo, do momento profissional e das condições financeiras.

Para gestores que desejam participar de projetos globais ou assumir posições internacionais, a experiência pode ajudar a desenvolver vocabulário, confiança e repertório.

Para quem ainda não possui um objetivo claro, pode ser mais adequado fortalecer primeiro o inglês, a formação técnica ou a experiência profissional no Brasil.

Estudar fora não deve ser tratado como um atalho para a carreira.

A experiência funciona melhor quando faz parte de uma estratégia que também envolve resultados profissionais, relacionamento e aprendizado contínuo.

Mais importante do que ter estudado no exterior é conseguir transformar essa formação em capacidade para atuar em ambientes mais complexos e internacionais.

Mario Trentim fala sobre carreira internacional.
Arquivo pessoal

Para conhecer outras trajetórias de executivos brasileiros que estão construindo credenciais nos Estados Unidos, confira a série completa Carreira Internacional, do Prof. Mario Trentim. Ele é professor e coordenador dos programas internacionais da CSUN — California State University Northridge e da SUNY — State University of New York, realizados em parceria com a IBS Americas e com bolsas de estudo de até 60%.

Mario H. Trentim também é membro do Board of Directors do PMI Global no período de 2025 a 2027, doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica pelo ITA e autor de 13 livros. Saiba mais em trentim.com.

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