
Como a Inteligência Artificial está transformando o trabalho dos fotógrafos?
| 17/08/26Entenda por que mais de 60% dos fotógrafos já usam a Inteligência Artificial para automatizar ajustes, acelerar a pós-produção e otimizar o fluxo
Mario Trentim fala sobre programas de curta duração em universidades americanas que atraem brasileiros interessados em ampliar o repertório, praticar o inglês e atuar em ambientes globais.
Em resumo:
Profissionais brasileiros interessados em uma carreira internacional têm procurado cursos de curta duração em universidades americanas para desenvolver o inglês, ampliar o repertório e conhecer outros modelos de gestão.
Entre as opções estão programas realizados na California State University, Northridge, a CSUN, e em instituições do sistema State University of New York, a SUNY, em parceria com a IBS Americas.
Para Mario Trentim, que atua na coordenação acadêmica de programas internacionais, a experiência não deve ser vista apenas como uma forma de adicionar um certificado ao currículo. A formação precisa contribuir para que o profissional consiga se comunicar, tomar decisões e trabalhar em contextos globais.

Uma formação internacional pode ajudar quem trabalha ou pretende trabalhar com clientes, equipes e lideranças de diferentes países.
Durante um programa presencial, o participante precisa acompanhar aulas em inglês, discutir casos, apresentar projetos e colaborar com profissionais de outras formações e culturas.
A experiência pode ser relevante para quem deseja:
Segundo Mario Trentim, os participantes têm buscado essas formações com objetivos profissionais mais claros.
“Antes, eram profissionais que queriam ter feito algo fora. Agora, são gestores com uma posição que desejam ocupar, um conselho do qual pretendem participar ou um nível de conversa profissional que querem alcançar”, afirma.
A experiência internacional, porém, não garante promoção ou contratação. Seu valor depende da relação entre o conteúdo estudado, a trajetória do profissional e os próximos passos da carreira.
A California State University, Northridge recebe participantes da IBS Americas em programas de curta duração realizados no campus, na região de Los Angeles.
As atividades costumam durar cerca de três semanas e combinam aulas, estudos de caso, apresentações, projetos e contato com profissionais de diferentes países.
Entre os temas oferecidos estão liderança, comunicação, inovação, transformação digital e negócios. As aulas são ministradas em inglês, o que exige que o aluno consiga acompanhar discussões e atividades acadêmicas no idioma.
A CSUN também possui uma escola de negócios acreditada pela Association to Advance Collegiate Schools of Business, a AACSB, instituição internacional responsável por avaliar padrões acadêmicos de cursos de negócios.
Para Mario Trentim, o formato presencial exige mais do que o acompanhamento passivo de uma aula.
O participante precisa formular argumentos, defender decisões e trabalhar em grupo em inglês. Dessa forma, o idioma deixa de ser apenas um conteúdo estudado e passa a ser usado para resolver problemas e comunicar ideias.
Um programa presencial no exterior reúne formação acadêmica, prática do idioma e convivência com pessoas de diferentes contextos profissionais.
Essa imersão pode contribuir para três dimensões da carreira.
O participante passa a discutir estratégia, liderança, inovação e negócios no idioma, e não apenas situações cotidianas.
Professores, estudos de caso e colegas podem apresentar formas diferentes de analisar problemas, conduzir reuniões e tomar decisões.
A convivência e os trabalhos em grupo podem gerar conexões mais próximas do que o simples contato por uma rede social.
Isso não significa que toda experiência produza automaticamente uma rede profissional duradoura. É necessário manter os contatos e criar oportunidades de colaboração após o curso.
Também é importante diferenciar esses programas de uma graduação ou pós-graduação completa. São cursos executivos de curta duração e devem ser apresentados no currículo de acordo com sua carga horária e natureza acadêmica.
Os programas podem oferecer bolsas parciais após a análise do perfil acadêmico e profissional do candidato.
Na prática, o participante recebe um desconto sobre o valor acadêmico, mas continua responsável por parte do curso e pelos demais custos da viagem.
Os percentuais, valores, datas e condições podem mudar conforme o programa e a edição.
Além da taxa acadêmica, é necessário considerar despesas como:
Por isso, a bolsa parcial não deve ser interpretada como cobertura integral da experiência.
Antes da inscrição, o candidato deve solicitar o regulamento atualizado, confirmar quais itens estão incluídos e calcular o investimento total.
Uma formação internacional tende a ser mais útil quando responde a uma necessidade profissional específica.
Antes de escolher, o candidato pode avaliar:
Também é importante analisar a grade, a carga horária, os professores, as atividades incluídas e a instituição responsável pelo certificado.
O nome de uma universidade conhecida pode chamar atenção, mas não substitui a avaliação do conteúdo.
Para Mario Trentim, o principal valor da experiência está no repertório que o profissional consegue construir e utilizar depois.
“No Board do PMI Global, é comum encontrar profissionais com experiências em mais de um país ou contexto. O ponto não é buscar uma marca apenas para o currículo. É conseguir participar de conversas estratégicas com pessoas de diferentes mercados”, afirma.
Uma credencial internacional pode fortalecer o currículo quando possui relação clara com a trajetória do candidato.
No LinkedIn ou no currículo, é recomendável informar:
Durante uma entrevista, dizer que estudou nos Estados Unidos é menos relevante do que explicar o que aprendeu e como a experiência modificou sua atuação profissional.
A formação pode sinalizar iniciativa, capacidade de adaptação e contato com ambientes internacionais. Ainda assim, será avaliada em conjunto com experiência, resultados, conhecimento técnico e domínio do inglês.
A resposta depende do objetivo, do momento profissional e das condições financeiras.
Para gestores que desejam participar de projetos globais ou assumir posições internacionais, a experiência pode ajudar a desenvolver vocabulário, confiança e repertório.
Para quem ainda não possui um objetivo claro, pode ser mais adequado fortalecer primeiro o inglês, a formação técnica ou a experiência profissional no Brasil.
Estudar fora não deve ser tratado como um atalho para a carreira.
A experiência funciona melhor quando faz parte de uma estratégia que também envolve resultados profissionais, relacionamento e aprendizado contínuo.
Mais importante do que ter estudado no exterior é conseguir transformar essa formação em capacidade para atuar em ambientes mais complexos e internacionais.

Para conhecer outras trajetórias de executivos brasileiros que estão construindo credenciais nos Estados Unidos, confira a série completa Carreira Internacional, do Prof. Mario Trentim. Ele é professor e coordenador dos programas internacionais da CSUN — California State University Northridge e da SUNY — State University of New York, realizados em parceria com a IBS Americas e com bolsas de estudo de até 60%.
Mario H. Trentim também é membro do Board of Directors do PMI Global no período de 2025 a 2027, doutorando em Engenharia Aeronáutica e Mecânica pelo ITA e autor de 13 livros. Saiba mais em trentim.com.


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