O Enem 2025 mobilizou milhões de estudantes em todo o país — e, desta vez, também chamou a atenção das inteligências artificiais.
Para testar o desempenho das máquinas diante de uma das provas mais importantes do Brasil, colocamos ChatGPT, Gemini e Grok para responder as questões do primeiro dia do exame.
Em resumo:
Gemini acertou mais, com 73 acertos, seguido do ChatGPT em segundo lugar com 41 acertos.
Cada IA respondeu a todas as questões do primeiro dia de prova. No entanto, as perguntas de Ciências Humanas apresentaram os maiores contrastes no estilo de resposta entre os modelos.
Humanos ainda levam vantagem. Interpretação, senso crítico e contexto continuam sendo território exclusivo de estudantes.
Veja mais como foi!
Na segunda-feira pós primeiro dia de Enem 2025, o país inteiro tem a mesma dúvida: será que fui bem?
Enquanto milhões de estudantes correm atrás do gabarito do Enem, nós decidimos fazer, também, algo diferente: colocar as inteligências artificiais mais populares do para encarar a prova de Ciências Humanas, aplicada no domingo (9).
Sim, as máquinas também fizeram o Enem 2025. E o resultado… foi um tanto curioso. Vamos entender!
Como fizemos o teste com as IAs para o Enem 2025?
Para deixar o experimento da prova o mais justo possível, usamos as versões gratuitas de cada modelo, aquelas que qualquer pessoa pode acessar, sem assinatura ou plano pago.
Os participantes foram:
ChatGPT (OpenAI): assistente de IA mais difundido no mundo, com capacidade de responder a uma ampla variedade de perguntas e temas. Seu foco está em manter um tom educado, seguro e acessível.
Gemini (Google): desenvolvido pela empresa líder em mecanismos de busca, o Gemini se apresenta como um modelo especializado em conectar informações e interpretar contexto.
Grok (xAI): criado pela equipe de inteligência artificial de Elon Musk, o Grok adota uma postura mais direta e, por vezes, sarcástica. A proposta é entregar respostas ágeis e com personalidade marcante.
Para garantir equidade no processo, utilizamos o mesmo prompt em todas as plataformas:
*”Chat, crie uma correção da prova do ENEM para o público em geral, como um professor faria. Então, para cada questão, leia:
Enunciado
Interprete as imagens e gráficos
Analise as alternativas
Responda com a alternativa correta
Vou te mandar por partes, em anexo. Responda com número e letra correta depois da análise. Se achar MUITO necessário, pode comentar alguma questão. Diga se entendeu pra eu começar.”*
A prova foi enviada em partes para todas as IAs, de forma idêntica.
É importante destacar que este comparativo não se trata de um estudo científico, mas de uma experiência exploratória, voltada para observar como diferentes modelos de IA interpretam textos, imagens e contextos, elementos centrais na prova do Enem.
IAs em ação: respostas e reações
Durante a prova do Enem, o comportamento de cada IA foi interessante.
O ChatGPT só conseguiu processar a prova após a conversão do arquivo em PDF para imagens. Além disso, suas análises foram mais objetivas, com respostas fornecidas de maneira direta, sem grandes justificativas ou análises, apesar do prompt sugerir.
O Grok apresentou postura semelhante, priorizando agilidade, porém com um nível de confiança que nem sempre se refletiu em precisão nas respostas do exame.
Já o Gemini levou o processo para outro lado: analisou cada questão do primeiro dia de prova do Enem com detalhamento, contextualizando textos e justificando suas escolhas.
É possível que essa performance esteja relacionada ao fato de ser um sistema integrado ao ecossistema do Google, com mais conexões internas, bases de dados e até acesso a gabaritos extraoficiais durante a análise.
Outro detalhe curioso: nenhuma das IAs soube identificar, exigindo que essa etapa fosse refeita manualmente, com o envio das páginas de forma segmentada.
Isso pode demonstrar que, embora capazes de realizar tarefas complexas, as IAs ainda apresentam limitações quando confrontadas com formatos e estruturações específicas do Enem.
Placar final: quem foi melhor?
Depois de corrigir tudo, como mencionado anteriormente, com base no gabarito extraoficial do Enem 2025, chegamos ao resultado final:
IA
Acertos
ChatGPT
41
Gemini
73
Grok
21
A vencedora foi Gemini que ficou em primeiro lugar, com 73 acertos! Entre as máquinas, foi a que mais se aproximou do tipo de leitura crítica que se espera de um candidato humano.
Em segundo lugar, o ChatGPT apareceu logo atrás. Apesar de ter domínio linguístico e argumentativo, sua pontuação mostrou que transformar compreensão em acertos objetivos é um processo mais complexo do que simplesmente ter “muitos parâmetros”. O raciocínio contextual e atenção ao detalhe fizeram diferença.
Já o Grok ficou na última posição. Rápido nas respostas, mas nem sempre preciso, ele demonstrou que velocidade nem sempre se traduz em acerto, principalmente em uma prova que exige interpretação profunda e leitura cuidadosa.
No fim, o resultado reforça uma ideia importante: mesmo com toda a tecnologia, o Enem ainda é um terreno onde contexto, interpretação e sutileza contam mais do que força bruta de processamento.
O que o resultado mostra sobre as IAs
Mesmo sem “estudar”, as inteligências artificiais conseguiram resultados interessantes, principalmente em questões de raciocínio lógico e leitura de texto. Mas quando o assunto é interpretação, contexto e intenção das perguntas, o desempenho ainda fica aquém do humano.
Isso mostra que o fazer bem a prova Enem ainda depende de algo que só a gente tem: a capacidade de entender além do literal, interpretação, leitura de mundo e senso crítico.
E você? Será que tiraria uma nota maior que a vencedora das IAs?
Compare suas respostas com o gabarito do Enem 2025 e veja quem foi melhor nessa disputa: você ou as máquinas.
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