Na graduação, o foco deve estar em cursos e pesquisas relacionados a:
- Inteligência artificial (IA);
- Engenharia;
- Matemática aplicada;
- Eficiência energética.
A modalidade de graduação-sanduíche também está entre as possibilidades. Nesse formato, o estudante realiza parte da formação no Brasil e outra parte em uma universidade estrangeira.
Para a pós-graduação, o MEC considera bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em áreas estratégicas para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, como:
- Defesa nacional;
- Soberania;
- Minerais críticos;
- Terras raras.
A proposta busca direcionar os investimentos para setores considerados importantes para a autonomia tecnológica e científica brasileira.
Estudantes do ensino médio também poderão participar?
Uma das principais mudanças estudadas pelo MEC é a inclusão de estudantes do ensino médio no programa.
A ideia é oferecer bolsas para jovens que se destacarem em olimpíadas nacionais do conhecimento, especialmente competições científicas, como as olimpíadas de Matemática.
Com isso, os estudantes poderão participar de etapas internacionais dessas competições, ampliando o contato com instituições e experiências acadêmicas de outros países.
Essa possibilidade representa uma diferença em relação ao formato original do Ciência sem Fronteiras, que atendia principalmente estudantes de graduação e pós-graduação.
Quando começam as inscrições do Ciência sem Fronteiras?
Ainda não existe calendário oficial para a retomada do Ciência sem Fronteiras.
O MEC não divulgou:
- Data de abertura das inscrições;
- Número de bolsas disponíveis;
- Valor do orçamento destinado ao programa;
- Critérios definitivos de seleção;
- Países e instituições estrangeiras participantes.
Embora a possibilidade de retomada em 2027 esteja em discussão, o início de um novo processo seletivo naquele ano não foi confirmado.
A definição depende, entre outros fatores, da disponibilidade orçamentária do Ministério da Educação.
Como funcionava o antigo Ciência sem Fronteiras?
Criado em 2011, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff, o Ciência sem Fronteiras tinha como objetivo ampliar a internacionalização da educação superior e da pesquisa científica brasileira.
O programa oferecia bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação realizarem parte de sua formação em instituições estrangeiras.
A meta inicial era conceder 101 mil bolsas até 2014. Ao longo de sua execução, aproximadamente 104 mil estudantes foram beneficiados.
A administração era compartilhada entre duas instituições:
- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): responsável por ações de formação e concessão de bolsas no âmbito da pós-graduação e da educação superior.
- Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq): responsável pelo apoio à formação de pesquisadores e ao desenvolvimento científico e tecnológico.
O governo também criou o programa Inglês sem Fronteiras, posteriormente ampliado e conhecido como Idiomas sem Fronteiras, para auxiliar os estudantes na preparação linguística exigida pelas universidades estrangeiras.
Em 2017, o programa foi encerrado. A iniciativa recebeu críticas relacionadas aos custos, à seleção dos participantes e aos resultados acadêmicos alcançados.
Retomada depende de definição orçamentária
A recriação do Ciência sem Fronteiras faz parte das propostas do governo federal para ampliar o investimento em educação, ciência e tecnologia.
Entretanto, a iniciativa precisa concorrer por recursos com outras políticas educacionais, como a ampliação do Pé-de-Meia e a criação de programas de assistência financeira para estudantes universitários de baixa renda.
Em novembro de 2026, o governo ainda não havia apresentado uma estimativa específica de custos para a nova edição do Ciência sem Fronteiras.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, deve abordar a retomada do programa em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, prevista para 4 de novembro de 2026.
Portanto, estudantes interessados em oportunidades de intercâmbio acadêmico devem acompanhar os anúncios oficiais do MEC, da Capes e do CNPq. Até a publicação de um novo edital, as informações sobre bolsas, requisitos e inscrições permanecem em fase de planejamento.
** As informações foram veiculadas primeramente pelo Foqa News.
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