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Como o ChatGPT faria a redação do Enem 2026? Veja texto sobre o SUS

Inteligência artificial elaborou uma redação sobre a valorização do Sistema Único de Saúde como direito universal, tema escolhido para o exame deste domingo (8)



Em resumo:

  • O tema da redação do Enem 2026 é “A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal”, divulgado neste domingo (8);
  • O ChatGPT elaborou uma redação-modelo sobre o tema, utilizando a Constituição Federal de 1988 e o conceito de cidadania de T. H. Marshall como repertórios;
  • A professora Michele Marcelino, da Filadd, destaca a importância de reconhecer o SUS e cobrar melhorias, considerando a saúde um direito de todos, independentemente da renda.

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O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 é “A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal”. A proposta, apresentada neste domingo (8), convida os candidatos a refletirem sobre a importância da saúde pública e os desafios para garantir atendimento à população brasileira.

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“O tema toca em uma pergunta decisiva para o Brasil: o direito de uma pessoa ser cuidada pode depender de quanto ela ganha? Ao destacar o SUS como direito universal, a proposta convida os estudantes a pensar sobre o valor que atribuímos à vida e sobre a responsabilidade coletiva de protegê-la”, afirma a professora Michele Marcelino, especialista em Redação Enem e outros vestibulares na Filadd.

A especialista também destaca a importância de compreender o significado da palavra “valorização”, presente no enunciado da proposta. “A palavra ‘valorização’ é central. Valorizar o SUS envolve reconhecer o que ele realiza, dar visibilidade aos profissionais que o sustentam e exigir condições para que o atendimento chegue a todos com qualidade”, explica.

Segundo Michele Marcelino, a discussão também deve considerar as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros para conseguir atendimento: “a experiência de quem espera por uma consulta ou por um tratamento também precisa fazer parte dessa discussão: reconhecer a importância do sistema e cobrar sua melhoria são compromissos que caminham juntos.”

A professora ressalta, ainda, que a universalidade é um dos princípios fundamentais do sistema público de saúde. “O direito à saúde perde seu sentido quando uma pessoa precisa provar que é pobre para merecer cuidado. A força da universalidade está justamente em afirmar que toda vida merece atenção. Ao levar essa questão à redação, o Enem abre espaço para que milhões de jovens reflitam sobre o país que desejam construir e sobre quem terá acesso ao cuidado nesse futuro”, complementa.

Mas como o ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, desenvolveria uma redação sobre esse assunto? A seguir, confira um exemplo de como o ChatGPT desenvolveria uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema do Enem 2026.

Redação Enem 2026

Leia mais: Enem 2026: 3 filmes para usar como repertório na redação sobre o SUS
+ Temas da redação do Enem: lista completa de 1998 a 2026

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Como o ChatGPT faria a redação do Enem 2026?

Para produzir o texto, foi solicitado ao ChatGPT que elaborasse uma redação sobre o tema oficial do Enem 2026, seguindo o modelo dissertativo-argumentativo, com introdução, desenvolvimento e conclusão acompanhada de uma proposta de intervenção. O resultado foi o seguinte:

A valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) como direito universal

Promulgada em 1988, a Constituição Federal brasileira estabelece, em seu artigo 196, que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Entretanto, apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) representar a concretização desse princípio, sua importância ainda é frequentemente reduzida às dificuldades enfrentadas nos atendimentos. Nesse contexto, a valorização do sistema público de saúde no Brasil esbarra em dois obstáculos principais: o desconhecimento da população sobre sua abrangência e as desigualdades estruturais que comprometem a qualidade dos serviços oferecidos.

Em primeiro lugar, a falta de informação sobre as atividades desempenhadas pelo SUS dificulta seu reconhecimento social. Isso porque o sistema não se limita às consultas e aos atendimentos hospitalares, sendo também responsável por ações de vacinação, vigilância epidemiológica e prevenção de doenças. Sob essa perspectiva, o conceito de cidadania, discutido pelo sociólogo T. H. Marshall, compreende os direitos sociais como elementos fundamentais para a participação plena dos indivíduos na sociedade. Assim, quando a população desconhece a dimensão coletiva das políticas públicas de saúde, enfraquece-se a compreensão do SUS como uma conquista social que deve ser preservada e aprimorada.

Além disso, as desigualdades regionais e a insuficiência de recursos em determinados serviços representam obstáculos à efetivação do direito universal à saúde. Embora o acesso seja garantido constitucionalmente, a distribuição desigual de profissionais, equipamentos e estruturas de atendimento compromete a assistência em diferentes localidades. Dessa maneira, a distância entre o direito previsto na legislação e sua concretização cotidiana pode contribuir para a desvalorização do sistema. Portanto, reconhecer a relevância do SUS também significa exigir condições adequadas para seu funcionamento, de modo que a universalidade seja acompanhada pela qualidade do atendimento.

Diante disso, o Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais, deve promover campanhas educativas sobre a abrangência e a importância do SUS, por meio de escolas, unidades de saúde e plataformas digitais, a fim de ampliar o conhecimento da população sobre seus direitos. Paralelamente, os gestores públicos devem fortalecer o planejamento e o financiamento da rede de atendimento, priorizando regiões com maiores dificuldades de acesso e monitorando indicadores de qualidade. Desse modo, será possível aproximar a realidade brasileira do princípio constitucional de que a saúde constitui um direito de todos, independentemente da condição socioeconômica.

Quais repertórios o ChatGPT utilizou na redação?

O texto produzido pela inteligência artificial utilizou dois repertórios principais para desenvolver a argumentação.

O primeiro foi a Constituição Federal de 1988, que estabelece, no artigo 196, a saúde como direito de todos e dever do Estado. Essa referência permite relacionar o tema à responsabilidade do poder público de garantir acesso universal às ações e aos serviços de saúde.

O segundo foi o sociólogo T. H. Marshall, conhecido por seus estudos sobre cidadania e direitos civis, políticos e sociais. Sua perspectiva contribui para discutir a saúde como um direito social fundamental.

Além disso, a redação apresentou dois argumentos centrais: a falta de conhecimento sobre a abrangência do SUS e as desigualdades que dificultam a oferta de atendimento de qualidade.

Na conclusão, o texto propôs medidas envolvendo o Ministério da Saúde e os gestores públicos, com ações de conscientização e melhoria da estrutura de atendimento.

A redação feita pelo ChatGPT tiraria nota 1.000 no Enem?

Não é possível garantir que uma redação produzida pelo ChatGPT receberia nota 1.000. O Enem avalia os textos a partir de cinco competências, que consideram o domínio da língua portuguesa, a compreensão do tema, a organização dos argumentos, os mecanismos de coesão e a elaboração de uma proposta de intervenção.

Embora a inteligência artificial consiga produzir textos com estrutura semelhante à exigida no exame, isso não significa que a redação alcançaria automaticamente a pontuação máxima. Para obter uma avaliação precisa, seria necessário submeter o texto à correção com base nos critérios oficiais do Inep.

Além disso, o ChatGPT pode apresentar informações imprecisas, argumentos genéricos ou referências inadequadas, o que reforça a importância da revisão humana.

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