Da presidência executiva ao conselho
Em 2001, David assumiu a presidência da Suzano. De acordo com o site oficial dele, a fase marcou a adoção de critérios rígidos de governança. No mesmo podcast, ele disse ter estabelecido um modelo de três pilares: gestão meritocrática, um acionista de referência claro, que é a família Feffer, e compromisso com as partes interessadas.
Dois anos depois, deixou o cargo de CEO e passou a presidir o conselho da Suzano e a recém-criada Suzano Holding. Ele descreveu a decisão como difícil, já que havia se preparado a vida inteira para liderar a empresa, mas aceitou que outros executivos eram mais adequados ao cargo de diretor-presidente. Desde então, a Suzano teve outros executivos à frente da operação: Walter Schalka comandou a empresa por 11 anos e, em 1º de julho de 2024, foi sucedido por Beto Abreu, segundo a companhia. Schalka passou a integrar o conselho.
A Suzano Holding passou a reunir, além da participação em papel e celulose, atividades em tecnologia e desenvolvimento imobiliário, segundo reportagem da Exame. Em entrevista publicada pela Exame, David Feffer disse que as empresas são organismos vivos, que precisam se transformar quando os consumidores mudam, e que desafios são oportunidades.
Na empresa operacional, dois movimentos marcaram o período. O primeiro foi a união da Suzano Papel e Celulose com a Fibria, concluída em janeiro de 2019, segundo a Forbes, que criou a Suzano S.A. O segundo é a internacionalização iniciada em torno do centenário, em 2024: o site de David cita a compra de duas fábricas nos Estados Unidos, uma participação de 15% na austríaca Lenzing e a parceria global com a Kimberly-Clark. Em 1º de julho de 2026, a Suzano informou ao mercado, em comunicado arquivado na SEC, a conclusão da compra de 51% da FamPro Tissue Holdings, renomeada Arbex, empresa de produtos de tissue criada com ativos da Kimberly-Clark, por US$ 1,3 bilhão, valor sujeito a ajustes.
Filantropia e interesses fora da empresa
De acordo com perfil do Suno, David Feffer é vice-presidente do conselho do Instituto Ecofuturo e preside o conselho da Escola Alef Peretz. Em maio de 2026, o Brazil Journal descreveu o ViaFoto, instituto de fotografia em Pinheiros, em São Paulo, concebido com a participação do fotógrafo Sebastião Salgado, e que marca o retorno de David à fotografia, atividade que praticou como amador desde os 12 anos. Segundo a reportagem, o projeto retoma a tradição filantrópica do avô Leon, que apoiou instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein.
David Feffer na B55 Conference 2026
David Feffer participou como palestrante da B55 Conference 2026, realizada em 29 e 30 de setembro de 2026, no Suhai Music Hall, em São Paulo. A página oficial da conferência o identifica como presidente da Suzano Holding. O encontro foi organizado pelo Instituto B55, que tem entre os fundadores Guilherme Benchimol, David Vélez, Andre Street e Cristhiano Faé, e voltado a fundadores e CEOs de empresas com produto ou serviço validado. Ele também consta na lista de palestrantes da Revista Quero.
Perguntas frequentes sobre David Feffer
Quem é David Feffer?
É presidente do conselho de administração da Suzano e presidente da Suzano Holding, controladora da empresa de papel e celulose.
Quando ele assumiu a presidência da Suzano?
Em 2001, segundo o site oficial dele e a Exame. A Bloomberg Línea indica o período 2002-2003 como o de sua gestão como diretor-presidente.
O que ele faz na Suzano Holding?
Preside a holding, criada em 2003, quando deixou o cargo de CEO da Suzano para presidir o conselho.
Quem fundou a Suzano?
Leon Feffer, avô de David, imigrante ucraniano, em 1924, em São Paulo.
Quando a Suzano se uniu à Fibria?
A fusão foi concluída em janeiro de 2019, formando a Suzano S.A., a maior produtora de celulose de mercado do mundo, segundo a empresa.
Ele esteve na B55 Conference 2026?
Sim. Seu nome consta na lista oficial de palestrantes da conferência, realizada em 29 e 30 de setembro de 2026.
Continuidade familiar e gestão profissional
A história de David Feffer ilustra um modelo em que a família permanece como acionista de referência, enquanto a gestão do dia a dia é conduzida por executivos contratados. Foi com esse desenho, adotado entre 2001 e 2003, que a Suzano chegou ao centenário em 2024 e passou a ampliar sua presença internacional.