
UFMG Jovem reúne 83 trabalhos da educação básica no campus Pampulha; entenda
| 29/09/26UFMG Jovem reúne 83 trabalhos da educação básica no campus Pampulha, em Belo Horizonte, nos dias 1º e 2 de outubro de 2026.
Aplicativo criado por empreendedor com deficiência visual combina inteligência artificial, ecolocalização e áudio 3D para ajudar pessoas cegas e com baixa visão em tarefas do cotidiano.
Em resumo:
Veja mais informações a seguir!

Dominus Tech
Um empreendedor com deficiência visual transformou uma experiência pessoal em uma solução de tecnologia assistiva. Arthur Sendas, alagoano com acromatopsia, lidera uma startup que desenvolveu um aplicativo para pessoas cegas e com baixa visão.
A ferramenta combina inteligência artificial, ecolocalização e navegação por áudio 3D para descrever ambientes, identificar objetos e auxiliar usuários durante deslocamentos.
Segundo informações divulgadas pelo PEGN e reproduzidas pela Foqa, o aplicativo já possui mais de mil assinantes e cerca de 100 mil cadastros relacionados a empresas e eventos. A startup também alcançou faturamento mensal de aproximadamente R$ 100 mil.
A ideia começou durante a faculdade, quando Arthur Sendas cursava Análise de Sistemas em Maceió. Ao lado do colega Júnior, que também tinha deficiência visual, ele começou a desenvolver uma tecnologia de ecolocalização inspirada no funcionamento utilizado por morcegos e golfinhos.
O primeiro protótipo era um dispositivo semelhante a um crachá, equipado com sensores e motores de vibração. A proposta era identificar obstáculos e transmitir informações ao usuário por meio de sinais táteis.
A iniciativa ganhou uma nova dimensão depois de um episódio envolvendo uma criança cega durante uma festa de aniversário. A partir daquele momento, o projeto passou a ser encarado também como uma oportunidade de negócio.
Em 2022, a startup foi selecionada pelo Startup Nordeste, programa do Sebrae. O projeto recebeu R$ 78 mil e mentorias para acelerar seu desenvolvimento. Segundo Arthur, o apoio foi importante para transformar a ideia em empresa.
Atualmente, o aplicativo utiliza diferentes tecnologias para oferecer informações sobre o ambiente ao usuário.
Entre os principais recursos estão:
Na prática, a ferramenta pode ser utilizada para obter informações sobre objetos e ambientes a partir da câmera do smartphone. A proposta é reduzir a dependência de outras pessoas em tarefas do cotidiano.
A acessibilidade é um dos principais objetivos da startup. O aplicativo foi desenvolvido a partir das necessidades vivenciadas pelo próprio fundador, que possui deficiência visual.
Usuários também relatam impactos no cotidiano. Jouciclecia Almeida, por exemplo, afirma que a ferramenta trouxe mais autonomia ao permitir a identificação de objetos por meio da câmera do celular.
A proposta se insere em um campo crescente de tecnologia assistiva, no qual recursos digitais são desenvolvidos para ampliar a autonomia e o acesso de pessoas com deficiência a diferentes atividades.
A trajetória da empresa também foi marcada por acontecimentos pessoais que ameaçaram a continuidade do projeto.
Em outubro de 2023, Júnior, parceiro de Arthur no desenvolvimento inicial da tecnologia, morreu em decorrência de um problema de saúde. Dois meses depois, Arthur foi diagnosticado com câncer na garganta.
A empresa chegou perto de interromper as atividades. A demanda dos próprios usuários, porém, contribuiu para que o projeto fosse retomado.
Posteriormente, a startup venceu uma competição de inovação e voltou a crescer.
O caso de Arthur Sendas mostra como a experiência de pessoas com deficiência pode contribuir para o desenvolvimento de soluções de tecnologia assistiva.
Ao combinar inteligência artificial, visão computacional, ecolocalização e áudio 3D, o aplicativo procura oferecer informações que ajudem pessoas cegas e com baixa visão a compreender melhor os ambientes e realizar tarefas com maior autonomia.
Atualmente, a startup reúne mais de mil assinantes e aproximadamente 100 mil cadastros relacionados a empresas e eventos. Para Arthur, o objetivo central do projeto é ampliar o acesso à tecnologia e promover maior independência para pessoas com deficiência visual.
**As informações foram veiculadas primeiramente pelo Foqa News.
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