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| 08/10/26Guia prático de segurança na internet: senhas, autenticação em duas etapas, links suspeitos, redes públicas, atualizações, golpes e exposição de dados.
Panorama dos principais estilos musicais brasileiros: samba, choro, bossa nova, MPB, forró, axé, sertanejo, rock, funk e rap, com origens e artistas.
A música brasileira é resultado de séculos de encontros entre tradições indígenas, africanas e europeias, somados à influência de novos ritmos que chegam do exterior e são reinterpretados no país. Por isso, falar em estilos musicais brasileiros é falar de uma lista longa e em constante transformação, que vai do samba e do choro ao funk e ao rap.
Este panorama apresenta os principais estilos musicais brasileiros, explica de onde vieram, quais são suas características e quais artistas ajudaram a defini-los. A divisão em gêneros é uma forma de organizar o assunto: na prática, os estilos se misturam e se influenciam o tempo todo.
O choro surgiu no Rio de Janeiro, no fim do século XIX, da combinação de ritmos europeus, como a polca e a valsa, com a síncope de matriz africana. É um estilo instrumental, tradicionalmente tocado por flauta, violão, cavaquinho e pandeiro, e tem em Pixinguinha um de seus maiores nomes.
O samba se consolidou no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX, com raízes em tradições afro-brasileiras e nas comunidades de origem baiana que se estabeleceram na cidade. Compositores como Cartola, Noel Rosa e Dona Ivone Lara ajudaram a transformá-lo em símbolo da identidade nacional, e ele ganhou novas formas ao longo do tempo, como o samba-canção, o partido-alto e o samba de enredo das escolas de samba.
| Estilo | Origem e época | Nomes associados |
|---|---|---|
| Choro | Rio de Janeiro, fim do século XIX | Pixinguinha, Jacob do Bandolim |
| Samba | Rio de Janeiro e Bahia, início do século XX | Cartola, Noel Rosa, Dona Ivone Lara |
| Baião e forró | Nordeste, consolidados nos anos 1940 | Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos |
| Bossa nova | Rio de Janeiro, fim dos anos 1950 | João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes |
| MPB | Anos 1960 em diante | Chico Buarque, Elis Regina, Milton Nascimento |
| Tropicália | Final dos anos 1960 | Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes |
| Pagode | Rio de Janeiro, anos 1970 e 1980 | Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho |
| Rock brasileiro | Anos 1980 | Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso |
| Axé | Salvador, anos 1980 e 1990 | Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana |
| Sertanejo | Interior de São Paulo, Minas e Centro-Oeste; raízes caipiras e popularização nos anos 1990 e 2000 | Tonico e Tinoco, Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano |
| Funk carioca | Rio de Janeiro, anos 1980 e 1990 | MC Marcinho, Tati Quebra Barraco, Anitta |
| Rap e hip hop | Periferias de São Paulo e de outras cidades, anos 1980 e 1990 | Racionais MC’s, Emicida, Criolo |
| Mangue beat | Recife, anos 1990 | Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A |
A bossa nova surgiu no fim dos anos 1950, na zona sul do Rio de Janeiro, com uma batida de violão sincopada e canto suave. O disco “Chega de Saudade”, de João Gilberto, é considerado um marco, e a parceria entre Tom Jobim e Vinicius de Moraes rendeu clássicos conhecidos no mundo todo.
A sigla MPB passou a ser usada nos anos 1960 para reunir a música popular de qualidade que misturava samba, bossa nova e outras tradições, em um período marcado por festivais de canção. A tropicália, no fim da década, propôs uma ruptura estética ao misturar guitarras elétricas, referências do rock e da cultura pop com a tradição brasileira.
O baião, popularizado por Luiz Gonzaga nos anos 1940, levou a música nordestina para todo o país e abriu caminho para o forró, tocado com sanfona, zabumba e triângulo e ligado às festas juninas. Em Salvador, o axé uniu ritmos afro-baianos, pop e rock na música do carnaval a partir dos anos 1980.
O sertanejo tem raízes na música caipira, de violas e vozes em dupla, e passou por diferentes fases até se tornar um dos estilos mais ouvidos do país, com versões como o sertanejo romântico e o sertanejo universitário. Já o pagode surgiu das rodas de samba dos subúrbios do Rio de Janeiro, com instrumentos como o banjo, o tantã e o repique de mão.
O rock brasileiro ganhou projeção nos anos 1980, com bandas que falavam de política, amor e vida urbana. O funk carioca se desenvolveu nos bailes do Rio de Janeiro, a partir do contato com ritmos eletrônicos norte-americanos, e hoje tem projeção nacional e internacional. O rap e o hip hop, por sua vez, deram voz a jovens das periferias urbanas e consolidaram uma poesia de rua com forte conteúdo social.
Conhecer os estilos musicais ajuda a entender a história e a diversidade do país, e também abre portas para o lazer: rodas de samba, shows, festivais e aulas de música fazem parte da vida cultural das cidades. Para conhecer os benefícios de cultura e lazer, vale visitar o Clube da Virada.
Entre os mais conhecidos estão samba, choro, bossa nova, MPB, tropicália, baião e forró, pagode, axé, sertanejo, rock, funk e rap.
Ela nasce da combinação de influências indígenas, africanas e europeias, que se misturaram ao longo dos séculos e continuam recebendo novas referências.
O choro é predominantemente instrumental e nasceu da mistura de ritmos europeus com a síncope africana; o samba é, em geral, cantado, ligado às rodas, ao carnaval e à tradição afro-brasileira.
É a sigla de Música Popular Brasileira, usada desde os anos 1960 para reunir a canção popular que combinava samba, bossa nova e outras tradições, com letras e arranjos elaborados.
Vem do Nordeste e se consolidou a partir do baião popularizado por Luiz Gonzaga, nos anos 1940. É tocado tradicionalmente com sanfona, zabumba e triângulo.
Não. O funk carioca nasceu nos bailes do Rio de Janeiro, a partir de ritmos eletrônicos, e é voltado à dança. O rap é um dos elementos do hip hop, com ênfase na letra falada e em temas sociais.
Os estilos musicais brasileiros não são compartimentos fechados. O samba influenciou a bossa nova, a bossa nova inspirou a MPB e a tropicália, e o funk e o rap dialogam com o pop e a música eletrônica. Conhecer essas origens ajuda a ouvir a música brasileira com mais atenção e a perceber as conexões entre ritmos que, à primeira vista, parecem muito distantes.

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