
Exemplos de bancos de dados: tipos, aplicações e como escolher
| 06/10/26Conheça exemplos de bancos de dados relacionais e não relacionais, suas aplicações, diferenças e critérios para escolher o modelo adequado.
Conheça exemplos de bancos de dados relacionais e não relacionais, suas aplicações, diferenças e critérios para escolher o modelo adequado.
Em resumo:
Toda aplicação que guarda informação precisa decidir onde e como essa informação será armazenada.
É nesse ponto que entram os bancos de dados. Eles não são todos iguais: existem modelos pensados para dados organizados em tabelas rígidas, como uma planilha de clientes, e modelos pensados para dados que mudam de formato com frequência, como mensagens.
Este artigo apresenta exemplos práticos de bancos de dados relacionais e não relacionais, compara os dois modelos lado a lado e indica critérios objetivos para decidir qual caminho seguir em um projeto.

Um banco de dados é, de forma simples, um conjunto organizado de informações que pode ser consultado, atualizado e mantido ao longo do tempo.
Para que isso funcione na prática, existe um software responsável por gerenciar esse conjunto: o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados, ou SGBD. É o SGBD que controla como os dados são gravados, como são buscados e como vários usuários podem acessá-los ao mesmo tempo sem conflito.
Bancos de dados relacionais organizam a informação em tabelas, em que cada linha é um registro e cada coluna é um atributo.
As tabelas se conectam entre si por meio de relações: por exemplo, uma tabela de pedidos pode se relacionar com a tabela de clientes pelo identificador do cliente.
Esse modelo usa a linguagem SQL para consultas e é mantido por sistemas como MySQL, PostgreSQL, Oracle Database e Microsoft SQL Server, cada um com suas próprias condições de licenciamento e versões disponíveis.
O modelo relacional é adequado quando os dados têm estrutura previsível e quando é importante garantir que as informações permaneçam consistentes mesmo em caso de falha. Entre as aplicações mais comuns estão:
Quando os dados não seguem um formato fixo, ou quando o volume de informações crescente exige distribuir o armazenamento entre vários servidores, o modelo relacional tradicional pode se tornar limitado.
É nesse cenário que entram os bancos de dados não relacionais, também chamados de NoSQL. Eles não dependem de tabelas fixas e se dividem em alguns tipos principais:
A tabela a seguir resume as principais diferenças entre os dois modelos nos aspectos que mais influenciam a escolha de um projeto.
| Aspecto | Banco relacional | Banco não relacional |
|---|---|---|
| Esquema | Fixo, definido antes do uso | Flexível, pode variar entre registros |
| Escala típica | Vertical, em um servidor robusto | Horizontal, distribuída entre vários servidores |
| Consistência | Forte, prioriza integridade imediata | Pode priorizar disponibilidade sobre consistência imediata |
| Tipo de consulta | Linguagem SQL, relações entre tabelas | Consultas por chave, documento ou padrão específico do tipo |
| Casos de uso comuns | Cadastros, transações financeiras, ERPs | Catálogos variáveis, cache, big data, redes de relacionamento |
Nenhum dos dois modelos é superior de forma absoluta; a escolha depende das características do projeto. Alguns critérios objetivos ajudam nessa decisão:
A diferença está na forma de organizar os dados: o relacional usa tabelas fixas conectadas por relações, enquanto o não relacional aceita formatos flexíveis, como documentos, pares chave-valor ou grafos.
Diversos sistemas relacionais e não relacionais oferecem versões de uso livre, mas as condições de licenciamento e os recursos disponíveis variam conforme o fornecedor e a versão, por isso vale consultar a documentação oficial de cada sistema antes de decidir.
SQL tende a ser mais adequado quando os dados têm estrutura previsível e quando a integridade das transações é prioridade, como em sistemas financeiros e cadastros tradicionais.
NoSQL tende a ser mais adequado quando os dados mudam de formato com frequência, quando o volume cresce rapidamente ou quando a aplicação precisa distribuir o armazenamento entre vários servidores.
SGBD é o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados, o software responsável por armazenar, organizar, proteger e permitir consultas aos dados de forma controlada, independentemente do modelo relacional ou não relacional adotado.
Eles estão por trás de cadastros de aplicativos, históricos de compras em lojas virtuais, feeds de redes sociais, sistemas bancários e praticamente qualquer serviço digital que precise guardar e recuperar informações de forma organizada.
Sim. Muitos sistemas combinam os dois modelos, usando um banco relacional para dados transacionais e um banco não relacional para dados de alto volume ou formato variável, como logs e cache.
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