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Exemplos de bancos de dados: tipos, aplicações e como escolher

Conheça exemplos de bancos de dados relacionais e não relacionais, suas aplicações, diferenças e critérios para escolher o modelo adequado.



Em resumo:

  • Bancos relacionais organizam dados em tabelas com relações fixas entre elas, ideais para informações estruturadas e transações.
  • Bancos não relacionais abrangem formatos como documentos, chave-valor, colunas largas e grafos, voltados a dados variáveis ou de grande volume.
  • A escolha entre os dois modelos depende da estrutura dos dados, do volume esperado e da necessidade de consistência imediata.

Toda aplicação que guarda informação precisa decidir onde e como essa informação será armazenada.

É nesse ponto que entram os bancos de dados. Eles não são todos iguais: existem modelos pensados para dados organizados em tabelas rígidas, como uma planilha de clientes, e modelos pensados para dados que mudam de formato com frequência, como mensagens.

Este artigo apresenta exemplos práticos de bancos de dados relacionais e não relacionais, compara os dois modelos lado a lado e indica critérios objetivos para decidir qual caminho seguir em um projeto.

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Como os bancos de dados organizam informações?

Um banco de dados é, de forma simples, um conjunto organizado de informações que pode ser consultado, atualizado e mantido ao longo do tempo.

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Para que isso funcione na prática, existe um software responsável por gerenciar esse conjunto: o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados, ou SGBD. É o SGBD que controla como os dados são gravados, como são buscados e como vários usuários podem acessá-los ao mesmo tempo sem conflito.

Bancos de dados relacionais: exemplos e usos

Bancos de dados relacionais organizam a informação em tabelas, em que cada linha é um registro e cada coluna é um atributo.

As tabelas se conectam entre si por meio de relações: por exemplo, uma tabela de pedidos pode se relacionar com a tabela de clientes pelo identificador do cliente.

Esse modelo usa a linguagem SQL para consultas e é mantido por sistemas como MySQL, PostgreSQL, Oracle Database e Microsoft SQL Server, cada um com suas próprias condições de licenciamento e versões disponíveis.

O modelo relacional é adequado quando os dados têm estrutura previsível e quando é importante garantir que as informações permaneçam consistentes mesmo em caso de falha. Entre as aplicações mais comuns estão:

  • Cadastros de clientes, fornecedores e produtos, em que cada registro segue o mesmo formato.
  • Sistemas de transações financeiras, como controle bancário e folha de pagamento, em que a integridade dos valores é essencial.
  • Sistemas de gestão empresarial (ERPs), que integram vendas, estoque e finanças em tabelas relacionadas.
  • Plataformas de e-commerce no controle de pedidos, pagamentos e estoque.

Bancos de dados não relacionais: exemplos e usos

Quando os dados não seguem um formato fixo, ou quando o volume de informações crescente exige distribuir o armazenamento entre vários servidores, o modelo relacional tradicional pode se tornar limitado.

É nesse cenário que entram os bancos de dados não relacionais, também chamados de NoSQL. Eles não dependem de tabelas fixas e se dividem em alguns tipos principais:

  • Bancos de documentos, como o MongoDB, que guardam cada registro como um documento flexível, útil para catálogos de produtos com atributos variáveis.
  • Bancos chave-valor, como o Redis, que associam uma chave a um valor e são usados para cache e sessões de usuário, priorizando velocidade de leitura.
  • Bancos de colunas largas, como o Cassandra, voltados a grandes volumes de dados distribuídos, comuns em sistemas de monitoramento e séries temporais.

Comparativo: relacional versus não relacional

A tabela a seguir resume as principais diferenças entre os dois modelos nos aspectos que mais influenciam a escolha de um projeto.

AspectoBanco relacionalBanco não relacional
EsquemaFixo, definido antes do usoFlexível, pode variar entre registros
Escala típicaVertical, em um servidor robustoHorizontal, distribuída entre vários servidores
ConsistênciaForte, prioriza integridade imediataPode priorizar disponibilidade sobre consistência imediata
Tipo de consultaLinguagem SQL, relações entre tabelasConsultas por chave, documento ou padrão específico do tipo
Casos de uso comunsCadastros, transações financeiras, ERPsCatálogos variáveis, cache, big data, redes de relacionamento

Como escolher o banco adequado a cada necessidade

Nenhum dos dois modelos é superior de forma absoluta; a escolha depende das características do projeto. Alguns critérios objetivos ajudam nessa decisão:

  • Volume de dados esperado: projetos com crescimento acelerado e distribuído tendem a se beneficiar de bancos não relacionais pensados para escalar horizontalmente.
  • Estrutura das informações: dados previsíveis e tabulares favorecem o modelo relacional; dados variáveis ou semiestruturados favorecem modelos não relacionais.
  • Necessidade de transações consistentes: operações financeiras ou que exigem integridade imediata tendem a se apoiar em bancos relacionais.
  • Experiência da equipe: times já familiarizados com SQL podem ter curva de aprendizado menor com bancos relacionais.
  • Orçamento e infraestrutura disponível: alguns sistemas relacionais e não relacionais oferecem versões de uso livre, mas o custo de operação em escala varia conforme o fornecedor e o modelo de licenciamento.

Perguntas frequentes sobre bancos de dados

Qual é a principal diferença entre banco de dados relacional e não relacional?

A diferença está na forma de organizar os dados: o relacional usa tabelas fixas conectadas por relações, enquanto o não relacional aceita formatos flexíveis, como documentos, pares chave-valor ou grafos.

Existem bancos de dados gratuitos para estudar ou usar em projetos pequenos?

Diversos sistemas relacionais e não relacionais oferecem versões de uso livre, mas as condições de licenciamento e os recursos disponíveis variam conforme o fornecedor e a versão, por isso vale consultar a documentação oficial de cada sistema antes de decidir.

Quando vale a pena usar SQL em vez de NoSQL?

SQL tende a ser mais adequado quando os dados têm estrutura previsível e quando a integridade das transações é prioridade, como em sistemas financeiros e cadastros tradicionais.

Quando vale a pena usar NoSQL em vez de SQL?

NoSQL tende a ser mais adequado quando os dados mudam de formato com frequência, quando o volume cresce rapidamente ou quando a aplicação precisa distribuir o armazenamento entre vários servidores.

O que é um SGBD e qual sua função?

SGBD é o Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados, o software responsável por armazenar, organizar, proteger e permitir consultas aos dados de forma controlada, independentemente do modelo relacional ou não relacional adotado.

Em quais situações do dia a dia os bancos de dados aparecem sem o usuário perceber?

Eles estão por trás de cadastros de aplicativos, históricos de compras em lojas virtuais, feeds de redes sociais, sistemas bancários e praticamente qualquer serviço digital que precise guardar e recuperar informações de forma organizada.

É possível usar banco relacional e não relacional no mesmo projeto?

Sim. Muitos sistemas combinam os dois modelos, usando um banco relacional para dados transacionais e um banco não relacional para dados de alto volume ou formato variável, como logs e cache.

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