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Equipamento terá capacidade para realizar 7,2 quintilhões de operações por segundo e busca reduzir a dependência tecnológica do Brasil
Em resumo:
O Brasil receberá um novo reforço estrutural de peso na área de tecnologia. O Governo Federal anunciou a instalação de um supercomputador no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), localizado em Macaíba, na Grande Natal (RN).
Com um investimento total projetado em R$ 1,06 bilhão, o maquinário será focado no processamento de dados de alto desempenho e no desenvolvimento da inteligência artificial (IA) em território nacional.

Os recursos para viabilizar o projeto são provenientes do CT-Infra, um instrumento de financiamento voltado para a infraestrutura de pesquisa no país.
Segundo os dados apresentados pelo governo federal durante o anúncio, o montante será dividido em duas frentes: R$ 960 milhões destinados exclusivamente à compra do maquinário e R$ 100 milhões reservados para as etapas de preparação do espaço e operação do sistema.
O equipamento fará parte do novo Centro Brasileiro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial e ostenta números grandiosos.
A máquina entregará 7.200 petaflops de desempenho no formato FP16, contará com mais de 50 mil núcleos de processamento operando simultaneamente e terá um consumo elétrico estimado em 4 megawatts.
Para dimensionar essa capacidade, cálculos do Núcleo de Inteligência Artificial do IMD/UFRN ilustram que o maquinário consegue realizar até 7,2 quintilhões de operações por segundo.
Se toda a população mundial (cerca de 8 bilhões de pessoas) fizesse um cálculo matemático por segundo ininterruptamente, seriam necessários quase 29 anos para igualar o volume de dados que a máquina processa em apenas um segundo.
A decisão de instalar o equipamento na região Nordeste, em detrimento de polos tradicionais como São Paulo, obedece a uma estratégia governamental de descentralização de recursos e desenvolvimento científico.
De acordo com as justificativas do governo federal, a escolha do Rio Grande do Norte baseou-se em três pilares centrais:
A chegada do supercomputador ao Rio Grande do Norte é apenas uma das três rotas tecnológicas previstas pelo Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
O programa, que prevê injeções de R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028, também inclui a criação de uma infraestrutura no Rio de Janeiro (em cooperação com a China) e o desenvolvimento de chips de arquitetura aberta em Campinas (SP).
O objetivo principal dessas frentes é reduzir a dependência do Brasil em relação à capacidade computacional estrangeira.
Conforme as diretrizes do projeto, o uso do supercomputador potiguar não ficará restrito a um único nicho. A infraestrutura atenderá:
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